quinta-feira, 17 de outubro de 2013

EGOCIÊNCIA


Postamos hoje, a primeira parte do  ESPAÇO 22 do livro EgoCiência-Em busca de conexões quânticas, para atender algumas perguntas sobre a EgoCiência. Teremos, provavelmente, 3 postagens pois o Espaço 22 é longo.
Virá todo em itálico.

 
Espaço  22   EGOCIÊNCIA

 Você leitor (a), talvez lembre que no Prólogo do livro 1, comecei dizendo: “A estória deste livro tem, ao todo, mais de 38 anos.”
Foi esse o tempo de amadurecimento do que, em princípio, chamei de Ensaios sobre a Não Matéria, que tornou-se EgoCiência e SerCiência.

Gostaria de pedir a você, que se possível, antes de ler este Espaço, procure ler o Espaço 8 da quarta parte do livro 1, pois os 2 são Espaços de encerramento e portanto, a leitura daquele ajudará, em muito, a compreensão deste. 

Quando do início dessa longa caminhada de busca por esclarecimentos, por possíveis respostas aos inúmeros questionamentos, resolvi alocar as coisas que não eram, digamos assim, materiais, naquilo que chamei de Não Matéria, que chegou através daquelas conversas, comigo mesma, gravadas em fitas, tendo o mesmo acontecido com a EgoCiência e SerCiência.  Apesar de Não Matéria continuar a ser válida, para mim, por ser, com certeza, o principal espectro de trabalho da ENERGIA, considerei que muito mais do que uma “investigação” sobre a Não Matéria, investigava-me frente ao Todo que sempre considerei algo Fantástico. 
A  EgoCiência é o que de mais próximo temos; diz respeito ao composto ente quântico -Ego/ estrutura quântica -Corpo Humano;  creio que é esse composto que “determina”, que “concretiza” o Sistema Vida para a espécie animal chamada de  humana.

Vamos desmembrar esse composto e procurar entendimento sobre cada uma de suas  “partes”, começando  pela estrutura quântica corpo humano.
Essa Maravilhosa estrutura quântica, que é o corpo humano lembrando que toda e qualquer estrutura quântica, existente em reinos da Natureza, é tão Maravilhosa quanto , é fundamentalmente estruturada por átomos; os átomos formam moléculas, que formam células, que formam tecidos, basicamente falando.

Veja que coisa fantástica; aquilo que foi, e é chamado de átomo é, até prova em contrário, constituinte de toda e qualquer coisa que se tem conhecimento ou, não.
O corpo físico “material” é, em essência, totalmente energia; a matéria nada mais é do que a “condensação” da ENERGIA.

Essa estrutura quântica corpo humano ainda é, em essência, totalmente desconhecida da ciência; por mais avanços que tenhamos tido o que é inegável no trato do conhecimento da estruturação e funcionamento do corpo físico; entretanto, estamos longe, muito longe da compreensão da grandiosidade que ele representa e é.
A estrutura quântica do humano é a que mais se recente da não percepção, pelo humano, da inclusão ao Todo. Os animais, os pássaros, os peixes, enfim, todos os seres da Natureza estão totalmente infusos no Sistema Vida do planeta Terra; eles vivem conectados, pela sua própria estrutura quântica, ao Todo. São perceptivos do ambiente onde vivem; são perceptivos de tudo quanto possa apresentar alterações em seu habitat; eles são evoluídos, naturalmente; o instinto que permeia todos os seres da Natureza é extremamente potente no reconhecimento dos diversos campos energéticos e frequências emitidas por eles, pelos humanos, pelo Planeta, por tudo, enfim. Em realidade, eles têm atuante, algo que a estrutura ─ corpo humano, também tem, mas latente ─ sensores naturais, perfeitos.

É justamente essa uma das características desconhecidas, pelas ciências; o corpo físico ainda é visto como um mecanismo apto a desempenhar funções específicas para, como pensam, manter a vida operante. Essa é a visão exotérica da estrutura quântica ─ corpo físico e ela é de grande valor, é claro; mas falta a complementação extremamente importante ─ a visão esotérica da estrutura quântica ─ corpo humano, que, particularmente, considero ser a essencial.
Alguns poucos já fizeram a junção exotérica/esotérica do corpo físico; bom exemplo disso é o Dr. Douglas Baker, médico que escreveu um interessante livro ─ Anatomia Esotérica, editado pela 1ª vez no Brasil, em 1993.  Mas, há outros livros, também importantes, que enfocam o esotérico do corpo físico, como por exemplo, o livro O Simbolismo do Corpo Humano de Annick de Souzenelle e outro de Edward F. Edinger ─ Anatomia da Psique que destaca, como está claro, questões ligadas ao psiquismo humano, mas enfocadas pela visão esotérica alquímica.

O humano que consegue se interessar pelo corpo físico, de uma forma mais amorosa, mais harmoniosa está a meio caminho de um encontro espetacular com a ENERGIA. Esse humano é minoria, ainda; o número mais expressivo é daqueles que se preocupam, apenas e primordialmente, com o lado estético ou, mais que isso, com o lado exibicionista de seu corpo, colocando ênfase em como esse corpo é percebido pelos outros. Com essa perspectiva em mente, consideram-se como corpo físico, única e exclusivamente; além disso ou, por isso, impõe todo tipo de “castigo” a magnífica estrutura quântica ─ corpo humano, quando ela, em sua face “exotérica” não se apresenta em acordo com o desejado e incentivado, “midiaticamente”.
O aspecto esotérico da estrutura quântica ─ corpo humano, é simplesmente fantástico, digno, realmente, do PENSAMENTO, INTELIGÊNCIA E LINGUAGEM, DA ENERGIA.

Essa estrutura quântica traz todos os atributos necessários à conexão com aspectos outros daquilo que chamamos de realidade. São, como disse acima, sensores/decodificadores de frequências inimagináveis. Não poderia ser diferente, senão, como a outra “parte” do composto estrutura quântica/ Ego, disporia de condições de aperfeiçoamento de seu espectro energético/frequencial?
O ente quântico ─ Ego, “aperfeiçoa-se”, mediante o CONHECIMENTO do maior número possível de frequências, emitidas pela estrutura quântica, mediante esta ou aquela Sensação resultante desta ou daquela experiência proposta, no caso específico do humano, neste ambiente terreno. Nenhum humano é igual ao outro, também no aspecto Sensibilidade; mas até a presumível falta total de Sensibilidade requer, ou admite, algum nível de frequência, é claro. 

As vezes penso que se um grande músico, mediante o conhecimento profundo das escalas musicais e seus infinitos arranjos, se propusesse a compor uma melodia específica, para um determinado dia de sua vida,  conseguindo passar para o arranjo das notas musicais, suas experiências e sensações, algo de extrema importância deveria surgir. O mais importante, possivelmente esse músico já o teria que é Sensibilidade suficientemente elevada para compor; unindo essa Sensibilidade com observação profunda das diversas frequências derivantes de suas experiências e sensações - sejam elas quais forem - talvez compusesse uma sinfonia de vida,  de alta significação para ele e quem sabe, de fascínio aos ouvintes. É algo meio maluco o que está sendo “sugerido”;  se houvesse, em “meu” composto quântico, conhecimento de música, de teoria musical, com certeza procuraria unir a frequência  combinatória, das notas,  com a frequência de cada sensação experienciada. Claro está que os maiores compositores de música clássica, principalmente,  deveriam compor esta ou aquela obra mediante a força de uma Sensação, só que  sob forte influência da Inspiração que não permite análises,  enquanto está presente.
Olha, vou dar um exemplo do que ousei propor. Entre o parágrafo anterior e este, fui até a cozinha, movida pela vontade de tomar algo gelado e fumar um cigarro. Abri a geladeira, peguei um copo de suco. Sentei na cadeira, coloquei o copo em cima da mesa, acendi um cigarro; me deliciei com o suco que descia leve, suave e na temperatura exata do “meu” desejo. Enquanto tomava o suco e fumava olhava pela janela, observando o tom maravilhoso do céu; era uma sensação de total desligamento do trabalho que estava sendo feito e de total sintonia com a indescritível harmonia entre o suco, o cigarro, a janela, e o céu azul. Então, minha cachorrinha Nik, chegou perto de mim e encostou o focinho molhado, na minha perna; sai daquela sensação e entrei em outra, tão agradável quanto.  Se conhecesse música, provavelmente procuraria arranjos que conseguisse “musicar” esse estado sensitivo,  que não durou  mais que quinze minutos.

Voltando ao assunto deste Espaço, o ente quântico─ Ego é, em si mesmo, um Sistema multifacetado; sua “localização”, é claro, não é na estrutura quântica ─ corpo humano; sua “localização” é na Não Matéria que “permeia” o que chamamos de corpo físico. Tenho para mim, que a Não Matéria que “permeia” o corpo físico é também ela “formatada” tal qual o corpo humano, só que sua “composição” é pura energia.

Lembro-me de uma pequena poesia que “apareceu” para mim, há muitos anos; ela diz:
“Em cada um de nós

Existe um outro alguém

Que se dilui no Espaço

E se concentra no Infinito.”

Essa concepção de duplo é algo que encontramos em várias linhas de pensamento. Entretanto, a que mais se destacou, para mim, foi a que dom Juan Matus, explicou a Castaneda, narrada no livro A arte de sonhar, do próprio Castaneda. Em uma de suas conversas com dom Juan, Castaneda  pergunta:

─ “O que, exatamente, é o corpo energético”?

Dom Juan responde:

─ “É a contrapartida do corpo físico. Uma configuração fantasmagórica feita de pura energia.

─ Castaneda insiste: “Mas o corpo físico não é feito também de energia?”

─ “Claro que é”, diz dom Juan. “Mas a diferença é que o corpo energético tem apenas  aparência, não tem massa. Como é energia pura, pode realizar atos além das possibilidades do corpo físico”, explicou dom Juan. 

Compartilho com a ideia de dom Juan de que o corpo energético é pura energia e, para mim, é pura energia porque ele é constituído de Não Matéria e é exatamente nessa “matriz” da estrutura quântica ─ corpo humano que o ente quântico ─ Ego, “localiza-se”.  Entre, esse corpo sutil e o corpo físico material, existe total conexão, mesmo porque, eles podem não ser dois corpos distintos e sim, uma única estrutura quântica com dois sistemas diferenciados ─ mas, complementares ─, de Energia e Linguagem.
Para o humano, enquanto distante dos questionamentos da EgoCiência, é extremamente difícil conceber a existência de um outro corpo, “idêntico” ao corpo físico mas, não material. A dificuldade é elevada ao quadrado, ao cubo ou mais, ao constatar a possibilidade de esses dois corpos estarem perfeitamente acoplados formando uma única estrutura quântica, com diferenciações de Linguagem, trabalhando conjuntamente mas com objetivos e funções diferenciadas, em campos energéticos  igualmente ─ diferenciados.

Se não estou enganada, em referência a data, ao final de 2009, surgiu uma notícia na Internet, que cientistas haviam conseguido fotografar a “luminosidade” do corpo humano. Isto comprovado, é um enorme avanço rumo ao que muitas correntes místicas sempre informaram ─ o corpo físico é Pura Luz, portanto, Pura Energia.
Várias linhas de estudos voltadas aos mistérios da vida, contemplam a existência de corpos  de diferentes naturezas como, por exemplo, o corpo mental, o espiritual; quase todas acreditam na existência de 7 desses corpos.  

Particularmente, tenho dificuldade em admitir a necessidade de tantos outros corpos sutis; creio que o Corpo Físico/Material e o Corpo Não Matéria, seriam suficientes para o trabalho da Matéria e da Não Matéria, em perfeita consonância, sem esquecer o que dissemos, parágrafos acima, que Matéria e Não Matéria podem coexistir em uma única estrutura quântica.  Vamos propor aqui, para reflexão, um pensamento de Guilherme de Ockham ─ aquele mesmo da famosa Navalha de Occam ─, que diz: “É vão fazer com mais o que pode ser feito com menos.”.
Na Mecânica Quântica existe um princípio chamado ─ princípio da superposição, que é a adição de amplitudes de ondas por Interferência, sendo a Interferência um fenômeno que representa a superposição de duas ou mais ondas, num mesmo ponto. Quando houver superposição, mas com fases de ondas diferentes ─  o que determina uma Interferência Destrutiva  essa superposição é aniquiladora. Porém, quando as fases são as mesmas, quando elas combinam ─ o que determina uma Interferência Construtiva ─ então há um reforço dessa Superposição.  Ainda  dentro deste parágrafo, gostaria de chamar atenção que as ondas referidas, no princípio da superposição, nada tem a ver com o conceito mais comum, de onda; no caso do princípio em questão, ondas, fazem referência a uma das formas como as partículas subatômicas se mostram em experimentos;  a outra  é o comportamento delas como partículas, realmente.

Fazendo todas as ressalvas necessárias, quanto ao que vimos no parágrafo acima, sobre superposição, ressalvas essas que visam, principalmente, manter esse princípio da Mecânica Quântica em seu devido lugar, sem abusar dele, indevidamente,  para tentar explicar outras questões nada pertinentes a ele ( até prova em contrário)  admito acreditar, porém,  ser perfeitamente possível que a estrutura quântica destinada a “formar” o corpo humano tem, em si mesma dois lados ─ um lado “exotérico”, aparentando matéria, e  também o lado “esotérico” da Não Matéria;  portanto, o termo superposição quântica sendo perfeitamente passível para melhor compreensão do exposto.
Coloquei exotérico e esotérico entre aspas, pois gostaria que esses termos demonstrassem o que é aparente, conhecido, o que se mostra ─ exotérico, portanto o corpo físico e, o que está escondido, não visível, oculto ─ esotérico, que é o Corpo de Pura Energia, termos esses  ─ exotérico e esotérico ─ utilizados aqui,  sem as conotações que mais comumente aparecem , nos dicionários. 

O corpo físico, em acordo com o contexto acima, traria todos os sistemas de funcionamento em perfeitamente consonância com o campo onde tem sua atuação definida ─ Matéria.
O corpo “esotérico” teria todos os sistemas de funcionamento, do corpo físico, só que “virtualmente” operantes. Esse termo, virtualmente, é perfeitamente viável  de utilização  no contexto.  O corpo “esotérico” cria, para o ente quântico Ego, a sensação de realidade do que está sendo “vivenciado”, “sentido” pelo corpo exotérico, permitindo ainda, a perfeita interação, das partes em que essa estrutura quântica “trabalha” ─ Matéria e Não Matéria. O inverso também é verdadeiro, ou seja, o corpo “exotérico” tem condições ─ dependendo apenas de aperfeiçoamentos, que veremos a seguir ─ de “captar” situações ocorridas no corpo “esotérico”.

Assim, temos condições de “visualizar”, de forma mais atraente, questões conflitantes tais como: onde  está instalada a consciência?  Não procuraríamos, no corpo “exotérico”, coisas que estariam, no corpo “esotérico”, encontrando, no “exotérico”, pontos talvez específicos, onde a interação, por ressonância, poderia ser captada por equipamentos específicos, para análise de suas ocorrências e decorrências.
Sei das dificuldades iniciais em se conceber, entender e compreender tudo que foi exposto; essa dificuldade ─ talvez em muito maior escala ─ foi sentida por mim, em todas as etapas e muito mais na que visava a tentativa de esclarecimentos,  via  escrita, o que coloca em duelo a sintaxe e a semântica, pois nem sempre, através das estruturas/padrões da forma como algo é expresso ─ Sintaxe ─,  consegue-se  significar, com exatidão (ou próximo dela), aquilo que se quer realmente, dizer ─ Semântica.

Retornando aos corpos “esotérico” e “exotérico”, é no primeiro que o ente quântico  ─ Ego, tem seu “habitat”;  através dele são feitas as decodificações de frequências puramente terrenas e do corpo “esotérico”,  frequências diferenciadas,  também são  emitidas e podem, em circunstâncias especiais, serem decodificadas pelo corpo “exotérico”, por  partes específicas, dele. É dessa forma, creio, que a ressonância Matéria/Não Matéria é viabilizada. 
Acredito na possibilidade de aperfeiçoamentos, na estrutura quântica, tanto em seu “trabalho” com a Matéria quanto com a Não Matéria. Com o aspecto Matéria, no aprimoramento de “sistemas” decodificadores de frequências outras que não as especificamente ligadas ao campo material/terrestre; na Não Matéria, o “aperfeiçoamento” seria resultante das n experiências que o Ego, ente quântico atuante, “acumulasse” nas diversas incursões feitas,  tanto no campo terreno quanto em outros tantos, existentes no Universo.

Exatamente em função do que vimos acima, será que poderíamos propor que o próprio DNA, traria em sua estrutura, as duas “concepções” ─  Matéria e Não Matéria? Particularmente, não considero inviável essa proposição, muito pelo contrário.
Vocês podem se lembrar do que expusemos no Espaço 12  ─ DNA?  Nesse Espaço, fizemos menção ao livro ─ O começo do Tempo, de Zacharia Sitchien, onde ele propõe a possibilidade de cruzamento, através de engenharia genética, de genes dos Anunaques ─ humanóides extraterrestres ─ com genes da espécie hominídia denominada Homo Erectus. A pergunta que ouso deixar no ar é a seguinte:  a estrutura quântica ─ corpo físico, já evidenciava-se nessa espécie  hominídia; o cruzamento com os genes de humanóides extraterrestres não teria trazido, para essa estrutura quântica, “elementos” essenciais do aspecto  Não Matéria, dessa estrutura quântica “pré existente”? Será que a infusão de aspectos “esotéricos” diferenciados ─  que poderiam existir no DNA dos Anunaques ─ na estrutura “exotérica” do Homo Erectus, não veio proporcionar agilização do processo de aperfeiçoamento da espécie animal ─ humana, tanto física quanto mental?  É apenas uma suposição, mas que não deixa de ter um componente importante ─ possibilidade de. 

 É possível a verificação de elementos evolutivos, da estrutura quântica ─ Corpo Humano, em sua “versão” exotérica; quanto à “versão” esotérica, a evolução só pode ser observada por “efeitos” sensitivos, creio.  Esses “efeitos” sensitivos não poderão ser  “observados” via campo de análise científica, pura e simplesmente; observador e observado precisam agir conjuntamente. Por acreditar na necessidade de ação conjunta é que vejo, em pessoas detentoras de alto nível de conhecimento científico diversificado, possibilidade de reunir as condições necessárias para análises dos aspectos evolutivos “esotéricos”.  Esse conhecimento científico diversificado, teria que englobar, prioritariamente,  a Física Quântica,  a Química e a Biologia;  mas, um aspecto fundamental precisaria estar presente em tal (tais) pessoa (as) ─ altíssimo grau de SENSIBILIDADE ao que ela (s)  observa(m)  em si mesma(s). Creio que partes mais avançadas da EgoCiência só poderão ser alcançadas, via pessoas que reúnam essas duas importantes características ─ SENSIBILIDADE e conhecimento científico diversificado.
É evidente que qualquer pessoa pode “acessar” a EgoCiência desde que tenha a característica principal ─ SENSIBILIDADE AGUÇADA, em relação ao que sente. Acredito que muito do que existe em literaturas Místicas ─ vistas, nesta definição, com abrangência das mais diversas “linhas” ─,  foi fundamentado através de pessoas que “praticavam”, vivenciavam a EgoCiência e até mesmo a SerCiência, sem definição desse conhecimento como Ciência e sem saber até que ponto o Ego  ou o Ser quântico estavam  envolvidos. E não foram só escritores que adentraram, sem o saber, na EgoCiência e SerCiência; poetas, compositores de música clássica, principalmente, mostraram-se, incríveis visionários do que hoje é denominado de realidades diferenciadas.  Dos escritores, de época mais próxima à nossa, Carlos Castaneda, para mim, é o expoente máximo; seu “encontro” com dom Juan Matus, um índio yaqui, oriundo de uma linhagem de naguais nos deu a oportunidade, através de mais de 10 livros, de conhecer a potencialidade dos que se permitem, sem conceitos pré-concebidos, adentrar nos caminhos estreitos de um nível de conhecimento que foge, completamente, do estrito conceito usual do que é conhecer, do que é conhecimento. Veja que incrível o que vamos citar, do livro A arte de sonhar, de Castaneda:

“Em outra ocasião, dom Juan me disse:
─ Sonhar só pode ser experimentado. Sonhar não é apenas ter sonhos; nem devaneios ou desejos ou imaginação. Sonhando podemos perceber e, certamente, descrever outros mundos, mas não podemos descrever o que nos faz percebê-los. No entanto podemos sentir de que modo sonhar abre esses outros reinos. Sonhar parece uma sensação; um processo em nossos corpos, uma consciência em nossas mentes.” (negritos da autora)

Permitam-me citar outro ponto, do mesmo livro, por considerar extremamente oportuno  esse trecho de diálogo, entre Castaneda e dom Juan:

Castaneda: “ ─ O que é essa base social da percepção, dom Juan?

Dom Juan:  ─ A certeza física de que o mundo é feito de objetos concretos. Chamo isso de base social porque todo mundo empenha um grande esforço em levar-nos a perceber o mundo do jeito que percebemos.

Castaneda:  ─ Então como deveríamos perceber o mundo?

Dom Juan ─ Tudo é energia. Todo o universo é energia. A base social de nossa percepção deveria ser a certeza física de que a energia é tudo que existe. Deveria ser realizado um esforço gigantesco para levar-nos a perceber energia como energia. Então teríamos as duas alternativas à mão.”  (negritos da autora). 
No Espaço 19  Ego-pessoa, realçamos, ao final dele,  que  abordaríamos, de forma mais direta, as conexões que poderiam existir ─ e que realmente existem ─ entre a  aparente “concretude” da forma de abordagem de questões relacionadas à EgoCiência e SerCiência  e  os aspectos diferenciados, das mesmas questões, que são a Sensibilidade e a Mística, basicamente.

É bem provável que a Sensibilidade tenha “envolvido” todo o caminho percorrido, até agora; tentarei explicar isso. Sempre senti uma “curiosidade”, que chamaria de transcendente, de saber como poetas, escritores, filósofos sentiam aquilo de que falavam; quais seriam seus sentimentos, suas emoções?  E essa “curiosidade” envolvia, em realidade, toda e qualquer pessoa; o que um pintor sentia ao pintar um quadro?  O que um pescador sentia quando saia para o mar ou,  o que sentia cada uma das pessoas que via na rua, nos ônibus?  Estendia-se, essa curiosidade, ao reino animal, pensando, por exemplo, o que sentia um pássaro voando bem alto, no espaço?  A cadelinha abandonada, que amamentava seus filhotes mesmo não tendo nutrientes para seu próprio corpo, o que sentia?  O que sentia o peixe quando pescado, fisgado?  O que sentia, enfim, cada um dos seres da natureza?  Mais que isso, o que sentia uma pedra, uma rocha?  O que sentia o vento, o mar? Na verdade, era mais que “curiosidade” mesmo ela sendo, transcendente, como dito acima; era, realmente, uma vontade imensa de “penetrar” naquele sentir, de sentir a sua força, a sua possível “extensão”. Sei da dificuldade em explicar isso; o melhor a dizer é que o sentimento de qualquer ser da Natureza fazia muito sentido e significava muito, sem que soubesse, em realidade, qual era ele, verdadeiramente, e que gostaria de sentir, em mim mesma, essa diversidade de sentires.

Essa era a contra parte de minha extrema racionalidade, tantas vezes já explicitada. Essas duas partes, aparentemente tão distintas, tão diferenciadas, e que portanto,  poderiam gerar conflitos, resolveram-se quando  comecei  a ser  “obrigada”, a reconhecer realidades diferenciadas, através de n experiências, narradas na 4ª  parte do EgoCiência e SerCiência. Ao ter “acesso” a Sensações Diferenciadas sentidas quando da percepção dessas Realidades Diferenciadas, percebi a existência de uma Mística,  também diferenciada,  da que é normalmente proclamada como tal. Essa Mística não endeusa nem exclui absolutamente nada; ela se funde ao que é aparente e ao que é não aparente, apenas pela certeza de que Tudo é, mesmo que aparente não ser, ou  seja,  conceituado como não sendo. Exemplo:  pensamos em nós, nos animais, nas plantas, nas pedras como estruturas quânticas? Não, não pensamos, mesmo porque essas estruturas quânticas, como todas as demais, não são  aparentes, em essência; elas têm, em si mesmas, tanto o “exotérico” como o “esotérico” ou seja, o que se mostra, o que é visível e o que não se mostra, o que não é visível.

Creio que você pode constatar uma conexão entre o que foi exposto no parágrafo acima e aquilo que consta do parágrafo imediatamente anterior “eu” via as pessoas, os animais, enfim, os seres da Natureza aquilo que é possível ver, portanto “exotérico”  , mas nutria uma imensa “curiosidade” (chamada por mim de transcendente) em conhecer, em saber como sentiam   parte essa que  não se mostra, que está escondida portanto, “esotérica”.
Tudo isso levou-me a um aprofundamento, voltado mais para o lado científico. Isto se tornou mais acentuado após a “captação” do que está exposto na parte 3 do volume 1, referente à ENERGIA. Assim, a EgoCiência contempla e tenta entender, de forma mais profunda, a íntima, profunda, maravilhosa e em verdade, indescritível conexão existente entre o “exotérico” e o “esotérico”. Quando percebi o quanto a Física Quântica está envolvida com o “esotérico” comecei a buscar, em acordo com limitações por não ter conhecimento verdadeiramente científico aprofundar a busca por conexões entre ela ou aspectos dela e as SENSAÇÕES, através das quais  a “percepção”,  de Realidades Diferenciadas, aconteceu e acontece.

Particularmente, considero como ponto alto da EgoCiência, possibilitar a percepção incrivelmente clara, da intrínseca Unicidade da Diversidade. 
É  interessante salientar um ponto que considero ser o mais crítico, mais do que qualquer outro que tenha referência ao que foi exposto,  tanto no livro 1  quanto neste. Como “suportar” a ideia de que nós não somos exatamente o que pensamos ser?  Qual pode ser a reação inicial dessa descoberta e quais são as consequências dela?

Primeiramente é imperioso dizer que cada um terá reações específicas; não existe, com absoluta certeza, padronização de sentires, muito menos ainda, nesse âmbito de descoberta.
Mas, creio que preciso dizer um pouco, de como vivenciei a descoberta de não ser o que realmente pensava ser. É um pouco estranho, mas para mim, o baque não foi tão forte. O mais difícil foi apropriar-me, como pessoa, à essa descoberta. Precisei buscar, em “meu” íntimo, subsídios muito fortes para “concretizar”, de forma bem “sólida”, essa realidade diferenciada, então “captada”. Tenho certeza, entretanto, que mais difícil do que aceitar essa realidade é falar sobre ela; provavelmente, você leitor (a), se não partir para a desconsideração total, do que está sendo exposto, no mínimo deve ter dezenas de perguntas importantes. Tentarei antecipar uma que deve estar sendo feita por você afinal, quem é que está elaborando o conteúdo deste livro?  E o EgoCiência e SerCiência, quem o produziu, realmente?

Antes de tentarmos responder    de forma convincente, ou não,  ao leitor , é preciso que diga que essa descoberta, de não sermos aquilo que pensávamos e que sempre nos disseram ser, ela vem após um longo trabalho com a EgoCiência; ela não vem pelo menos para mim foi assim de forma abrupta; quando ela se faz, estamos preparados para assimilá-la pois os questionamentos que o trato com a EgoCiência nos traz, incorporam, de forma bem variada, aquele do qual, tantas vezes ouvimos falar e lemos, a respeito:  Quem sou eu?

 

 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

ALDEIA DE MIM


Em verdade, não é bem uma aldeia; é uma aldeiazinha por ser bem pequena mas, sou eu.

Não vivo nessa aldeiazinha, vivo no mundo; mas o mundo, tal qual concebido e vivenciado, não vive em mim ─ aldeiazinha.
Essa aldeiazinha, não é uma ilha; não está isolada; está “incrustrada”, provavelmente, em espaço quântica da própria estrutura quântica ─ corpo físico ou, em campo energético adjacente.

Talvez a psicologia diagnosticasse isso como possível sintoma de certo ─ autismo; não estaria de todo, errada; existe um “mundo” em que, por determinado espaço de tempo, permaneço nele que não deixa de ser parecido com do autista pois nele, ninguém entra; entram e permanecem lá, apenas SENSAÇÕES de alta frequência.
Bipolar ─ seria outro possível diagnóstico e também teria fundamento, visto que saio de um estado e entro em outro, todos os dias, durante algum tempo.

Posso estar profundamente enganada no que vou dizer mas, acho que vivenciar um lado só, do espectro ─ Bipolaridade ─ seria mais doentio do que “navegar” entre ambos.
Alegria, alegria! em demasia, pode demonstrar, talvez não patologia mas uma tremenda disfunção emocional e/ou total alienação da realidade, o que quase dá na mesma.

Tristeza, tristeza, também demonstraria, o mesmo.
É evidente que a bipolaridade doentia ─denominada Transtorno Bipolar ─ tem diagnóstico e tratamento. Nesse caso, a bipolaridade chega a extremos em função de disfunções hormonais e consequentes distúrbios no funcionamento neurológico; creio também que ela pode chegar a esse ponto pela incapacidade, da pessoa, em trabalhar com a bipolaridade normal, após identificá-la.

A que considero normal, é própria da interação com o mundo ─ o mundo concreto, cria e sustentação do próprio animal humano; esse mundo aqui denominado de concreto, inúmeras vezes, através de seus diversos agentes, nos “rouba” energia e nós, de uma forma ou de outra ─ enfraquecemos; caímos na parte mínima, do espectro.
Entretanto, o mundo, em seu aspecto natural muitas e muitas vezes injeta energia tão magnífica, que nos faz atingir um ponto mais elevado, do espectro.

Não podemos nos esquecer que bipolaridade, assim como dualidade, apresentam espectro que os limitam a duas possibilidades, apenas; elas não oferecem a realidade de espectro que tem, na maioria das vezes, uma amplitude bem maior em intervalos entre o mínimo e o máximo.
Nós somos duais, por natureza afinal, somos matéria-energia, dito dessa forma para não criar mais complicações pois, a realidade primeira/última, da própria matéria, é ENERGIA.

 A ENERGIA se faz matéria, condensando-se; a matéria se refaz, pura Energia, ao se “descondensar”.
A matéria, em bruto, não nos deixa “ver” sua constituição quântica; a ENERGIA, em sua realidade não nos permite “visualizá-la”, em nosso estado normal, apenas ─ SENTÍ-LA!

Até os dias atuais, a ciência ainda não tem definição precisa de ─ matéria, bem como nada de preciso foi estipulado para ─ massa; sob essa ótica, a confusão ainda é total!
Fica evidenciado, dessa forma, que não podemos ser “polares”; somos bipolares por natureza e, talvez até ─ multipolares.

Curiosamente, a ciência diagnostica diversos tipos do que chamam de “distúrbios mentais” em gênios das mais diversas artes ─ música, pintura, escultura, literatura, dança etc. É difícil, para a ciência, entender que o processo criativo, na maioria das vezes ─ e de forma mais intensa, nos considerados gênios ─ desloca o ponto de aglutinação, àquele tão comentado por dom Juan, de Castaneda. Esse deslocamento faz com que a pessoa, mesmo que não seja gênio mas sim, altamente criativa saia, por algum tempo, daquela situação de aparente normalidade do mundo concreto, para algo totalmente diferenciado do que se costuma rotular de ─ normal.
Um dos casos mais estudados/comentados ─cientificamente ─, é o de Dante Alighieri (1265/1321) em especial por sua obra ─ A Divina Comédia e, não sem razão.

O processo criativo é algo fora de qualquer entendimento, se tiver apenas o senso comum, como balizador. Seu conhecimento mais profundo, pela ciência, precisa ampliar horizontes; faz-se necessário abordá-lo ─ holisticamente, inclusive entendendo que a saída de um estado rotulado de normal evidentemente causará, na contraparte mental ─ hardware cerebral ─ certos tipos de interferências, alterando assim, o comportamento “normal” dos neurônios.
O processo criativo traz, sob minha ótica, uma reversão da lógica racional comum, sobrepondo a ela, a INTUIÇÃO, com sua lógica superior e pura, quase instintiva.

Aguardemos avanços científicos para melhores posicionamentos sobre, não é?
Então, retornando, tanto faz se a psicologia enquadrar ─ eu aldeia ─ como autismo ou bipolaridade pois afinal, dentro do espectro de possibilidades, de cada um deles, seria possível incluir-me em um ponto qualquer, dele.

Essa aldeia de mim, é puramente energética, é pura SENSAÇÃO!
Em seu “entorno” parece existir um campo energético que filtra sentimentos, emoções, pensamentos deixando entrar, nela, apenas os que têm frequência mais elevada ─ os inteiramente, harmônicos. Até mesmo a tristeza, antes de penetrar na aldeiazinha, parece ser depurada de seu aspecto “pesado”, “desarmônico”; ela, como SENSAÇÃO ─ transformada por uma alquimia desconhecida ─ torna-se energeticamente harmoniosa e leve; uma Transdução de Energia, que não sei como ocorre.

A aldeia de mim, não tem localização física; talvez, por essa razão custou-me tanto, encontrá-la; não havia nenhum mapa justamente pela não localização física. Uma peregrinação em altos e baixos ─ bipolaridades ─ permitiu, após longo tempo, encontrá-la. O ingresso, nela, é feito via conexão energética/mental; quando essa conexão não se completa, sei que algo em minha estrutura quântica está desconexo. Quando isso ocorre, vem o trabalho de buscar esse ponto em desequilíbrio; algumas vezes é fácil detectar; outras vezes, pela sutileza da energia envolvida, o trabalho é bem mais difícil.
O trabalho é fácil quando sinto qualquer sintoma físico relacionado ao desequilíbrio; torna-se difícil justamente quando há ausência, desse(s) sintoma(s).

Creio que cabe aqui, repetir algo colocado em um dos livros EgoCiência e SerCiência:

Sempre senti como se minhas moléculas estivessem confinadas a um espaço muito pequeno, materialmente falando.
Percebia suas agitações, suas turbulências, quase ao ponto de explosão.

Então, pouco a pouco, fui aprendendo a liberá-las além de mim; sobreveio, então, a paz e o bem estar físico e mental.
Não sei dizer se foi esse aprendizado que “criou” a aldeiazinha de mim ou se, reconhecer sua existência, permitiu as moléculas, átomos e entes quânticos encontrar uma forma de transdução da(s) energia(s) que os deixavam em polvorosa.

O processo de Transdução, abordado pela Física, define a transformação de uma energia em outra de natureza diferente. É sob essa ótica que emprego esse termo, neste post.
Fortificar a aldeiazinha de mim, foi e tem sido o único cuidado que ela exige, de mim; em contrapartida, o que ela oferece/dá, é indescritível, em simples palavras.

A existência dessa aldeiazinha de mim tornou-me muito mais sensível à Natureza, ao Planeta, ao Multiverso; descobri pertença, deles, em mim e, vice-versa.
A aldeiazinha de mim, entretanto, não me torna invulnerável às diversas questões do mundo, no aspecto de estrutura quântica ─ corpo físico; o que ela permite é retorno rápido ─ ou paulatino ─a um equilíbrio físico/mental. Isso ocorre da forma já comentada, parágrafos acima, quando a conexão com ela é, digamos ─ desautorizada e entro naquele trabalho de diagnosticar a causa.

Posto que o Campo Mental tem suas contrapartes na própria estrutura quântica ─ corpo físico, no hardware cerebral, dela ─ os dados recebidos, do mundo, tal qual são emitidos, causam algum tipo de impacto provocando ligações/reações em acordo com a informação fornecida, por esses dados.
Como são filtrados os dados que entrarão na aldeiazinha de mim?

Não sei.
Esse processo de filtragem ocorre sem devido reconhecimento lógico/racional; é só o que sei, sobre.

É claro que existe uma enorme curiosidade sobre o como; talvez ainda venha alguma explicação; mas em realidade, o que importa é saber, com absoluta certeza, da existência dessa ─ ALDEIAZINHA DE MIM!

 Maria-Estrela Lunar Amarela

─ algum erro, detectado, por favor nos informe.

 

 

   

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

EM DEFESA DO BRASIL



Faz algum tempo que venho sentindo necessidade de escrever algo, a favor do Brasil.
Uma entrevista assistida, semana passada, com uma jornalista “especializada” em economia, que serve a duas mídias capitalistas/neoliberais alertou-me, mais ainda, dessa necessidade.

Entretanto, o que me fez tomar a decisão foram as dezenas de postagens, no face, logo após a sessão do Supremo Tribunal Federal ─ mais especificamente, após o voto do Ministro Celso de Mello a favor dos embargos infringentes, na Ação Penal 470.
Não imaginei que algumas pessoas que considero possuidoras de recursos analíticos de bom nível, pudessem postar coisas envolvendo, tão negativamente, o Brasil.

Na entrevista citada, a jornalista disse “O Brasil é racista”.
Nas postagens do face, tínhamos coisas como: “Brasil Corrupto”; “Brasil, País de m escrito na íntegra. Foram várias postagens colocando o Brasil como foco dos comentários.

Antes de iniciar, procurei por figuras de sintaxe em que tais comentários, se encaixassem. Como não sou expert, fiquei entre duas delas, sem conseguir decidir; entretanto, busquei pelo termo falácia que utiliza algumas figuras de linguagem; consegui fazer um link, entre esse termo e os diversos usados pelo sistema midiático, tal qual àquele da jornalista ─ “O Brasil é racista”.
Vejamos definições de falácia:

falácia1
fa.lá.cia1
sf (lat fallacia) 1 Qualidade de falaz. 2 Engano, logro, burla. 3 Sofisma.

falácia2
fa.lá.cia2
sf (de falar) Ruído confuso de muitas vozes.

 Esse link ─ que pode não estar certo, em termos de linguística ─ justifico-o, por considerar as argumentações midiáticas, em sua grande maioria, caminho fácil para a persuasão pois os menos antenados, consideram comentários, argumentos, proposições, feitos pelas mídias,  como verdadeiros; assim, o Brasil passa a ser exatamente aquilo que é proposto, negativamente, através da utilização de falácias, neste caso específico, um Sofisma, posto ser utilizada ─ a falácia ─ com finalidade de confundir.
Os outros comentário postados ─ felizmente a maioria dos mais deprimentes, não pertencentes aos componentes diretos da rede que estou e sim, compartilhados apenas como exemplo de total incapacidade de discernimento ─, esses outros, repito, encaixo-os em outra definição de falácia (de falar):  ruído confuso de muitas vozes.

E por que tomei a liberdade de encaixá-los, assim?
Simplesmente por representarem exatamente isso: ruído confuso de muitas vozes; não expressam pensamento legítimo; expressam remendos de vários, adotados de diversas fontes e postados com a ilusória sensação de ineditismo, de máxima perfeição intelectual; um verdadeiro ctrl c/ctrl v, de nulidades.

Ao tentar fazer uma defesa do Brasil ─ País, sinto desconcertante ineficácia minha para fazê-lo de forma exemplar, não deixando dúvidas, quanto a ela; mesmo assim, a intenção é a mais pura.
A intencionalidade de culpabilidade do País, por acontecimentos derivados de meios políticos, sociais e outros, é extremamente perniciosa. Pouco a pouco, ano após ano, esse tipo de comentário foi/vai minando o discernimento de grande maioria da população; o País vai se se tornando alvo de piadas, de descaso tornando-se, inclusive, vulnerável a comentários internos e externos, que minam sua credibilidade.

Seu povo, o povo brasileiro não o defende; muito pelo contrário; eles empregam o jargão midiático, culpando o Brasil mantendo, dessa forma, o(os) verdadeiro(s) culpado(s) por qualquer situação, incólume(s) isto, claro, se for da vontade midiática.
É primário saber que o País, qualquer país não tem culpa por ações desempenhadas por seus governantes, por seus partidos políticos enfim, por qualquer instituição; afinal um País é, em primeiríssima instância, uma região geográfica; daí o absurdo das inúmeras culpabilidades impostas, no caso, ao Brasil, mesmo que alicerçadas em figuras de linguagem.

Esse jargão midiático ─ assumido quase em plenitude pelos menos antenados ─ existe para salvaguardar a “integridade” de seus representantes perante o próprio sistema capitalista/neoliberal e/ou instituições do País.

O Brasil é o País que mais consome agrotóxicos.
Não seria mais interessante e verdadeiro dar essa informação, assim:

Megacorporações do setor de agrotóxicos têm facilitada a colocação de seus produtos, em território brasileiro.

Sabe quando mudariam as manchetes? Nunca!
A primeira, “culpa” a região geográfica ─ País ─, como se fosse ela a tomar decisões sobre usar ou não, agrotóxicos.

A segunda, traria alerta de que alguma instituição estaria facilitando o uso indiscriminado, de agrotóxicos.  Poderia, ainda, despertar curiosidade em saber quais são essas megacorporações; despertar curiosidade em saber quem autoriza entrada/utilização desses produtos e mais, saber quem são os lobistas, desse setor, dentro do Congresso Nacional.
Olha que leque de pesquisas seria aberto, aos mais curiosos!

Qual das duas, acima,  você consideraria mais correta?

O Brasil é um País sem memória.
Não vejo como uma região geográfica possa ser culpada de não ter memória histórica.

Instituições brasileiras não cumprem o papel de preservar e divulgar fatos históricos, do Brasil
Essa seria a manchete que informaria a verdade e, nesse quesito específico, também o sistema midiático capitalista/neoliberal cumpre a sua função perante o Sistema, lembrando sempre apenas momentos do País que foram/são de interesse, do mesmo. Fora isso, tudo fica jogado às traças.

Poderíamos enumerar milhares de exemplos; não creio ser necessário e tampouco, eficaz; com esses colocados já é possível perceber a razão de minha profunda indignação pela forma como o Brasil é tratado.
Todo País como ─ região geográfica ─ merece respeito mesmo porque, indevidamente, o Planeta foi dividido e cada pedaço usurpado, de seu todo, recebeu denominação e domínio por exclusiva vontade do animal humano.

Nenhum País como ─ região geográfica ─ no mundo, tem culpa pelos desmandos cometidos em seu nome.
Assim, considero prioritário defender o Brasil desse tipo de jargão alienante; enquanto não se tornar realidade o belíssimo sonho de John Lennon ─ exposto em sua música ─Imagine, quando as partes usurpadas, do todo, voltarem a se unir, sem fronteiras ─, precisamos demonstrar Amor e Respeito por esta belíssima REGIÃO GEOGRÁFICA!

BRASIL, NADA E NINGUÉM TEM O DIREITO DE OFENDÊ-LO!

Vou tomar a liberdade de trazer uma pequena parte do poema de Rui Barbosa ─ Tenho vergonha de mim, como preâmbulo aos comentários finais, deste.

Tenho vergonha de minha impotência, de minha falta de garra...
em defender o Brasil.

E tenho pena, muita pena do povo desta maravilhosa região geográfica, deste PAÍS, que ainda não conseguiu abrir os olhos para enxergar o outro lado das verdades que nos querem fazer acreditar!
Tenho pena, muita pena deste povo que ainda segue o berrante que direciona a boiada, tocado pela mídia capitalista/neoliberal que quer, a todo custo, empurrar o País, ladeira abaixo.

Tenho pena, muita pena de nós, povo brasileiro por não conseguirmos dimensionar, com clareza ─ sem as armadilhas da parcialidade ─ as verdadeiras e necessárias mudanças a serem propostas por nós, para benefício do País e das próximas gerações.
Mas apesar de tudo, confio que em algum momento, nos tornaremos realmente um povo diferente, evoluído, consciente e faremos do Brasil o que alguns grandes pensadores e videntes, pressagiaram!

Maria ─ Estrela Lunar Amarela

─qualquer erro detectado, por favor, nos informe.

 

 

 

 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013


Postando hoje o Espaço 10 ─ Consciência, do livro EgoCiência e SerCiência ─ Em busca de conexões quânticas. Virá todo em itálico.

 
ESPAÇO  10   CONSCIÊNCIA 

Abordar um assunto tão “impalpável” como o é a Consciência, é algo extremamente delicado; precisa ser tratado com profunda seriedade justamente pela dimensão que tem.
Antes de entrarmos na tentativa de buscar subsídios para propor possíveis respostas às duas questões levantadas no Espaço 4, algumas coisas precisam ser vistas.

Particularmente creio que abusamos, demasiadamente, de termos como consciência e consciente.
Em medicina, quando é usado o termo inconsciente em relação a algum paciente, isto quer dizer, resumidamente, que esse paciente não apresenta funções cerebrais totalmente ativas e quando, nos casos em que essa “desativação” das funções cerebrais  sofre reversão, então se diz que o paciente recobrou a consciência.

Assim, consciente e consciência, para a medicina, são palavras atreladas ao conceito de “estrutura/funções cerebrais ativas”; é assim que entendo a utilização dessas palavras na área médica, pois as palavras inversas inconsciente e inconsciência  designam o estado contrário  “estrutura/funções cerebrais desativadas”. 
Outras  aplicações das palavras consciência e consciente, normalmente nos remetem a algo mais parecido com conhecimento no aspecto de ser esclarecido a respeito de algo, saber sobre algo, ser informado sobre algo, envolvendo, em última instância,  a área de aprendizado e/ou informação; assim, conhecimento implica saber e aí ouvimos frases como:  fulano é consciente disto ou daquilo; sicrano tem consciência desse fato, ambas referindo-se, na grande maioria das vezes,  a algo que é de conhecimento de fulano ou de sicrano.

Dissemos, no 1º parágrafo, que abordar um assunto tão “impalpável” como o é a Consciência é extremamente delicado.  Temos que ir além do “impalpável” e chegar ao que realmente creio ser a Consciência Abstrata.
Pensar o Abstrato é inútil e vão, além de impossível, pois não haverá condições de expressarmos, coerente e logicamente, a resultante de qualquer pensamento a respeito dele e o substrato do Abstrato, é barrado pela própria lógica, tal qual a conhecemos. Creio, particularmente, que é preciso deixar que o Abstrato nos absorva e acredito que a única forma de termos algum contato com ele e permitir sermos absorvidos por ele é exatamente o Não Pensar. Quando, através do silenciar do pensamento, através do Não Pensar, “concebemos” o Abstrato, ele “incorpora-se” em nós, somos absorvidos por ele e a sensibilidade dele, passa a ser o cerne da existência, mesmo que a respeito dele nada possa ser dito, em simples palavras, mesmo por ser, a “incorporação” do Abstrato, algo individual, exclusivamente de cada Ser, em sua estrutura quântica.

Carlos Castaneda, em seu livro O poder do silêncio, cita diálogos com dom Juan sobre o espírito, sendo considerado como abstrato; então Castaneda diz: “Dom Juan repetiu que o ponto crucial de nossa dificuldade em voltar ao abstrato era nossa recusa em aceitar que podíamos saber sem palavras ou mesmo sem pensamento” e ainda, estas palavras de dom Juan:  “Já lhe expliquei que não há maneira de falar sobre o espírito, porque o espírito pode apenas ser experimentado.”
Quando conseguimos ter a SENSAÇÃO de algo considerado como Abstrato, que pode ser Deus, o Infinito ou a Eternidade, por exemplo, e através dessa SENSAÇÃO, incorporamos em nossa estrutura quântica a PERCEPÇÃO dele, de um deles, tudo o mais, que é definido por nós como Abstrato, é imediatamente concebido em nossa estrutura quântica. Então, com a SENSAÇÃO/PERCEPÇÃO devidamente “registrada”, em nós, o Abstrato, em sua totalidade, passa a fazer parte de nós; nós o vivenciamos e o sentimos mesmo que nada, absolutamente nada possamos falar sobre ele.

Creio que algo parecido com isso aconteceu comigo em relação a ENERGIA, quando, através daquela “captação” exposta na Parte 3 do 1º volume do EgoCiência e SerCiência;  o Abstrato ENERGIA, “fundiu-se” ao Ente Quântico  e passei a Viver e Sentir o Abstrato sem nada poder definir sobre ele, pois o Abstrato, quando concebido, ultrapassa o racional e o lógico, como os conhecemos e então, apenas o silêncio tem validade maior.
SENSAÇÃO/PERCEPÇÃO. Qual a razão de falarmos sobre elas, neste Espaço dedicado a Consciência?

Lembremos, rapidamente, que no livro 1, foi feita uma diferenciação entre sensação puramente física, aquela que nos faz sentir algo e nesse sentir algo, parte da estrutura física “sente” alguma coisa, um arrepio, uma sensação de calor, de frio, definida por mim como “dissonante”  e a SENSAÇÃO, aquela que, em meu sentir e entender é PURA, ÍNTEGRA, TOTAL  e não dissonante, sendo esta, sua  principal característica. Considerei então, na época que só a SENSAÇÃO seria a responsável pelo “conhecimento” diferenciado; hoje, entendo que além da SENSAÇÃO é necessário a PERCEPÇÃO do que está sendo “informado”, por essa SENSAÇÃO.

Mesmo que essa própria SENSAÇÃO possa nos trazer um conhecimento diferenciado, “instalando-o” em nossa estrutura, creio que será pela PERCEPÇÃO, desse conhecimento, que a chegada, até o nosso nível cognitivo, acontece, ou seja, a SENSAÇÃO é onda portadora da informação/conhecimento codificado; a PERCEPÇÃO  seria responsável pela decodificação, para nossa estrutura “material”,   do referido conhecimento “informado”,   através da SENSAÇÃO.
Precisamos ainda, para podermos ampliar nosso possível entendimento sobre Consciência, lembrar que nesse mesmo livro 1 EgoCiência e Serciência, em sua Parte 4, colocamos em evidência a derivação etimológica da palavra Consciência:  “Etimologicamente, a palavra consciência deriva das palavras Scire (conhecer) e cum (com). Consciência é “conhecer com”. Dissemos, complementarmente: “E se Consciência é conhecer com, poderíamos considerar Consciência como conhecer com SENSAÇÃO, pois, conhecer com SENSAÇÃO, através de Sensação é, para mim, a única forma do conhecimento tornar-se “infuso” no composto Ego-pessoa, favorecendo claro conhecimento que poderá ser considerado “saber infuso” e, dessa forma, não mais esquecido, não mais apagado, na própria estrutura Ego-pessoa.” Agora penso, complementarmente, que quando esse “saber infuso” é decodificado pela PERCEPÇÃO, o circuito se completa e a CONSCIÊNCIA é clara, precisa em relação ao que “chegou” via SENSAÇÃO.

Particularmente, concebo 3 estados de frequência se assim posso dizer da onda CONSCIÊNCIA:
consciência primária:  incorporação cumulativa de hábitos no contexto biosomático de qualquer espécie, inclusive a humana; instinto

consciência intermediária:  mais específica, creio eu, da espécie humana, quando traz para seu “reduto” interior, a concretização pessoal/social e as implicações dessa tomada de consciência perante si mesmo, como Ego-pessoa;

consciência avançada:  re-incorporação de conhecimentos “esquecidos”e posterior vivência desse conhecimento, dando início, paulatinamente, ao re-conhecimento do Ser como realmente existencial e menos dimensionável que o Ego-pessoa.
Consciência, para mim, é a incorporação quântica de todo e qualquer conhecimento,  ultrapassando o simples aprendizado de algo que permanece, em meu entender, apenas na estrura-suporte do racional, pura e simplesmente, sem ser “absorvido” pela onda consciência, o que determina não ter havido ressonância entre o conhecimento e a estrutura quântica, do Ser.

Foi necessário, caro leitor, nos estendermos um pouco antes de tentarmos dar uma resposta à 1ª pergunta do final do Espaço 4 Como uma pessoa se torna consciente de algo?
Será, leitor, que mediante ao que vimos, rapidamente, poderíamos propor que Consciência é conhecer com SENSAÇÃO E PERCEPÇÃO? Admito, particularmente, que a resposta pode ser sim, pois essa forma de conhecer seria, em meu entender, a única a tornar o conhecimento “infuso” na estrutura quântica do Ego-pessoa.

Seria interessante ao leitor, para subsidiar mais sua possível resposta concordante ou não, com a acima exposta reler o ESPAÇO 7 MENTE E CONSCIÊNCIA, do livro 1 EgoCiência e SerCiência. 
A segunda pergunta feita no Espaço 4  é: “E, se várias pessoas se tornam conscientes de alguma coisa, como essa consciência “adquirida”  consegue,  por si mesma, alcançar outras pessoas?” 

A resposta a essa pergunta, admito ser mais fácil de ser proposta, precisamos apenas lembrar que o pensamento, qualquer pensamento de qualquer pessoa, expresso ou não, em palavras, não fica restrito ao pensador, não fica “preso” dentro do composto orgânico humano; ele imediatamente se “difunde” (espalha-se, propaga-se).
Um importante filósofo francês Teilhar de Chardin, nascido em 1881 e que faleceu em 1955, propôs a NOOSFERA que, segundo ele, seria consequência do “nascimento” da NOOGÊNESE– de noos palavra grega para pensamento ,  “nascimento” esse ocorrido quando os humanos começaram a pensar. Na sequência, Vernadsky, geoquímico russo, contemporâneo de Teilhar de Chardin, propôs que a Noosfera poderia ser a terceira etapa evolutiva, prevista no desenvolvimento da Terra.

Muitos estudiosos e até cientistas, debruçaram-se sobre essa questão e atualmente, nos meios esotéricos, principalmente, essa questão já está definida   a Noosfera será, realmente, a próxima etapa de evolução do/no Planeta Terra, e isto em breve.
Então, se um número suficiente de pessoas, através da SENSAÇÃO/PERCEPÇÃO no meu entender e em acordo com o proposto como resposta à 1ª pergunta , torna-se consciente de algo, essa consciência se estende a todos pois, quando adquirimos realmente consciência de algo, começamos a viver e pensar em conformidade com essa consciência infusa em nossa estrutura quântica. Acontecendo isso, claro está que o pensamento, ao difundir-se através do espaço e, atingindo a Noosfera, poderá ser “captado” por todas as pessoas que têm, de alguma forma, “ressonância” com o assunto pensado.

Oxalá, possa ocorrer o mais rápido possível, a difusão de pensamentos de alguns seres humanos em relação a situação emergencial do planeta Terra, da natureza e da humanidade, pensamentos esses da possibilidade de mudanças, muito favoráveis, em função do que é esperado da Era de Aquário, que já está atingindo seu ponto de  “instalação”.  Ao ocorrer esse “milagre”, creio que teremos um espetacular avanço em todos os setores humanos, com novas, saudáveis e até, inacreditáveis mudanças comportamentais, mentais e espirituais, em cada humano e na Humanidade, como um Todo.

OXALÁ!
Maria-Estrela Lunar Amarela
 

 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Estertores da Hipocrisia



Tudo tende a se agravar, em momentos finais de existência; assim, também a Hipocrisia agravou-se ─ e muito ─, com a inevitável chegada de Novos Tempos, anunciando seu possível final.
Desde quando o animal humano tornou-se “civilizado”, ela nos tem acompanhado fornecendo-nos inúmeras máscaras usáveis, nas mais diversas ocasiões.

A palavra hipocrisia, oriunda do latim ─ hypocrisis e do grego ─ hupocrisis, continua tendo a mesma conotação de máscara, de fingimento, de falsidade só que, saindo do campo teatral ─ inicialmente utilizada, designando as máscaras usadas pelos atores─ e investindo em nosso próprio campo real de atuação tornando-o ─ teatralizado.
Ela foi mais popularizada, creio eu, através da expressão ─ jogo de cintura, tornando seu uso quase “diplomático”; consideramos como elogio quando alguém nos diz que temos um bom jogo de cintura deixando claro, nesse “elogio”, o quanto podemos ser falsos, oportunistas, enganadores portanto ─ hipócritas!

Noam Chomsky, um linguista dos mais renomados, definiu hipocrisia como recusa de “... aplicar a nós mesmos os mesmos valores que se aplicam a outros.”
Está certíssimo!

Apontamos para várias situações alheias, desnudando suas imperfeições, sob nossa ótica, sem que tenhamos um espelho a nossa frente para nos mostrar o quanto estamos ─ igualmente nus. Se bem, que talvez o espelho que falamos, não consiga mostrar isso; ele irá, provavelmente mostrar, deformação; nos enxergaremos cheios de bons atributos pois não é, infelizmente, um espelho mágico que possa refletir nosso interior, não para quem não quer ver.
Para Vitor Hugo, “O hipócrita é um titã-menor.”

Cruzamos diariamente com titãs-menores em casa, no trabalho, nas ruas; os vemos em telas, em noticiários, em comentários, em discursos políticos, em sermões, em sala de aula enfim, onde quer que olhemos e/ou atuemos.
Dificilmente estruturas sociais, religiosas, econômicas etc, deixam de fora, em suas ações a utilização da hipocrisia; o Sistema bem como todas as suas ramificações são inacreditavelmente ─ hipócritas!

Alguns animais humanos ensinam seus descendentes, ainda crianças, a usarem máscaras quando dizem, por exemplo ─ abrace fulano ou beltrana, seja educado com ele/a, senão ele/a não vai mais dar presentes pra você; faça de conta que gosta dele/dela.
O famoso jargão ─ se você não fizer tal coisa não vai ganhar aquilo que quer, provavelmente desenvolverá um adulto que usará de hipocrisia para obter aquilo que quer, fingindo um tipo de conduta que não lhe é peculiar.

O medo é desculpa rotineira, íntima para atitudes hipócritas; medo de perder o emprego, medo de perder amigos, de perder relacionamentos íntimos, medo do julgamento alheio, medo de tomar partido em situações delicadas, medo de perder o status quo social, profissional etc.
Realmente, a partir do momento que sejamos suficientemente capazes de tirar a máscara estamos expostos a todas as ações “predatórias” daqueles que não aceitam verdades; as punições virão; será preciso muita coragem para enfrentar e o Sistema sabe que poucos, pouquíssimos a tem.

Assim o medo, apesar de ser uma desculpa, não deixa de ter sua razão de ser, para a maioria, não é? Como sermos verdadeiros se só nos cobram/exigem, hipocrisias?
A propaganda usa um grau refinado de  hipocrisia;  ela sabe, muito bem, quanto daquilo que alimentam com seu trabalho, traz riscos de vários tipos para o usuário, Natureza e Planeta; nem as crianças estão sendo poupadas por esse setor que estimula, até subliminarmente, excessos de “quereres” ─ quero aquele sorvete que vi na televisão; quero sanduiche do ... que aparece na televisão; quero isso, quero aquilo, aquilo outro etc., tudo que foi devidamente anunciado de forma magistralmente ─ provocante.

Posso estar muito enganada mas me parece que quanto mais civilizado, mais educado é um animal humano, maior é a tendência ao jogo de cintura ─ hipocrisia; pessoas simples, consideradas mais rudes, pelo sistema, talvez recebam essa “classificação” justamente por serem menos preparadas, menos treinadas no uso de máscaras; se elas são malandras, todos ao seu redor o sabem; se são perigosas, todos ao seu redor o sabem, a comunidade em que vivem, sabe.  É claro que entre elas há os chamados, vulgarmente ─ 171; mas esse tipo existe aos milhares em qualquer escala social e, em praticamente todos os setores religiosos, econômicos, políticos, midiáticos, etc.
Em nosso País, ultimamente, temos centenas de comprovações de hipocrisia; nos tribunais, por exemplo, condenam alguns em midiático julgamento enquanto outros, tão culpados quanto, tem seus processos ardilosa e oportunamente ─ “engavetados”.

Haverá maior hipocrisia do que o voto secreto, abertamente utilizado no Congresso Nacional?
E a hipócrita mídia capitalista/neoliberal torcendo, ardorosamente, contra o País, usando de todas as máscaras que o sr. Mercado ─ patrão inquestionável de todas ─ lhe fornece? Para ela, diariamente, o Brasil está indo de mal a pior, enquanto não tecem comentário algum sobre inúmeros outros países em situação crítica em função de ações que nosso País tenta, desesperadamente, não adotar em plenitude, aqui; daí expressões como intervenção governamental.

A insatisfação dos investidores é sempre motivo de comentários frequentes, justamente por estarem mamando menos, nas tetas, isto em função de regulamentações ainda tímidas, mas não aceitas, por eles. Aí, intervém o Sistema, o sr. Mercado, provocando e/ou instigando turbulências afirmando com isso algo parecido com: ou o governo dança conforme a música proposta por nós ou então, nós mudamos radicalmente a música e o País vai dançar, literalmente.
Bem recentemente, vimos a tremenda hipocrisia de parte da classe médica em relação ao Programa Mais Médicos, opondo-se com garras afiadíssimas aos profissionais cubanos que chegam para ir a lugares que nenhum médico brasileiro, quer. Sabemos o que realmente existe, por trás disso.

E a hipocrisia se alastra, infelizmente, mundialmente; agora, temos novamente a hipocrisia da chamada Intervenção Humanitária ─ que, de humanitária não tem absolutamente nada ─ na Síria. Temos ainda fresca na memória a intervenção no Iraque, amplamente difundida como recurso máximo ao suposto arsenal nuclear que o país, teria. Hoje, todos sabem ─ os que acreditaram ─ que foi “equivoco”, um pequeno erro de análise dos experts; não havia, realmente, questão nuclear citada, comentada, difundida como motivo da invasão ao país. Entretanto, a destruição do Iraque foi real; milhares e milhares de inocentes (supostamente protegidos pela Intervenção Humanitária, originariamente alardeada) morreram, sem nem saber a razão verdadeira.
Não podemos e nem devemos nos esquecer do Afeganistão e Líbia, sempre com a mesma desculpa de resguardar a população civil.

Assim segue o Sistema, no contexto acima ─ primeiro destrói, para beneficiar a indústria bélica e defender interesses vários e depois, vem a fase de reconstrução quando então, outras grandes componentes do Sistema, do sr. Mercado colhem as benesses, da ruina.
É uma pena que com tudo bem claro, ainda há pessoas que acreditam no que diz/comenta o porta-voz oficial do sr. Mercado ─ o Sistema Midiático Capitalista/Neoliberal, que endossou/endossa a maléfica hipocrisia comentada nos parágrafos, acima.

Mesmo com tudo que se descortina, aos nossos olhos, não perco a confiança na Nova Era; não sei quanto tempo ela necessitará para arrancar todas as máscaras ─ inclusive as nossas, de cada dia ─; mas ela está mostrando aqui, ali, acolá que já chegou e, de uma forma ou de outra, por caminhos menos conflituosos ou não, serão desnudadas todas as artimanhas, todas as hipocrisias, sejam elas quais forem e aninhadas, onde quer que estejam.
Acredito nisso, apesar de muitos considerarem visão ─ utópica.  Assim creio, por saber que nada é para sempre; em algum momento, de uma forma ou de outra, as coisas mudam.

Na questão específica, deste post, espero que a mudança seja positiva; que nós, animais humanos passemos a nos enxergar como totalmente responsáveis pelos nossos atos e/ou omissões; é uma forma correta de deixarmos morrer a hipocrisia e invertermos nossa maneira de ser e fazer, em favor da própria vida, da Natureza, do Planeta.
Se não o fizermos, a Vida saberá o que fazer.

Encerramos este, com um pensamento de Einstein, profundamente verdadeiro:
“A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda...

Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir, tudo aquilo que nós lhe oferecemos.” (negritos da autora deste)

 Maria ─ Estrela Lunar Amarela

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