quarta-feira, 16 de julho de 2014

SAZONALIDADE PATRIÓTICA



A cada 4 anos, temos um surto de patriotismo.

É como se o País só existisse, para a maioria do povo brasileiro, em épocas de Campeonato Mundial de Futebol; bandeiras são requisitadas; o hino nacional é ouvido com extrema sensibilidade.

Vivenciamos essa sazonalidade patriótica, em nosso próprio território brasileiro; hoje, passados os momentos mais eufóricos e, em função do acontecido com a seleção brasileira, muitas bandeirinhas já podem ser encontradas nos lixões das cidades; outras, foram queimadas em plena rua.

É, praticamente, a única ocasião em que a mídia capitalista/neoliberal não avacalha com o patriotismo, com o nacionalismo; o Sistema deixa fluir suavemente pois sabe que é passageiro; há muito já fez a maior parte do trabalho de desnacionalização; agora, basta manter os resultados desse trabalho em países que foram mais facilmente cooptados, por ele.

É interessante como os adjetivos patriótico e nacionalista, passaram a ser pejorativos; defender o país, defender a nação passou a ser antiquado, demodê.

O trabalho de desnacionalização teve empenho redobrado, após os primeiros ensaios da Globalização; até na nominação dessa “teoria” de dominação, os experts do capitalismo, acertaram em cheio.

 O Mundo é Global e isso, quer queira, quer não, teve/tem impacto favorável.

O processo de globalização que poderíamos chamar de natural, teve início séculos e séculos atrás; entretanto, após Consenso de Washington, os experts do Sistema Capitalista, devem ter pressentido que para impor o neoliberalismo e o fundamentalismo de livre mercado era preciso vender a ideia de Globalização de uma forma bem mais atraente.

Ardilosamente lançaram a rede globalizante; pouquíssimos entenderam a lógica utilizada pelo Sistema.

Das 10 regras principais do Consenso de Washington, acima citado, quatro delas podem ser mais facilmente entendidas; são elas:

─ abertura comercial;

─ investimento estrangeiro com eliminação de restrições;

─ privatização de estatais;

─ desregulamentação (afrouxamento das leis econômicas e trabalhistas)

Observação:  negritos da autora deste.

Em 1989, o que foi determinado no Consenso de Washington, tornou-se política oficial do Fundo Monetário Internacional ─ FMI.

Alcançada a primeira meta ─ Promover a Globalização como maravilhosa panaceia principalmente para países em desenvolvimento ─ seria necessário que o maior número possível de países passasse a ser, paulatinamente, desnacionalizado; “privatizar” governos, privatizar partidos apenas, não seria o suficiente isto, para que venha a ter sucesso a ideia acalentada de ─ GOVERNO ÚNICO, GLOBAL.

Não bastava impor aos países em desenvolvimento a “cartilha” com os novos ditames do Sistema, era necessário ─ creio que assim pensaram ─ desnacionalizar o próprio pensamento social que ainda, apesar de tudo, mantinha alguns componentes patrióticos, nacionalistas ─ saudáveis.

Na etapa acima, entrou o parceiro ideal do capitalismo neoliberal ─ o sistema midiático.

Em relação ao nosso País, mais especificamente, o Sistema capitalista/neoliberal, foi totalmente vigente, dominante durante os oito anos de governo do PSDB tendo, como presidente, FHC; esse governo teve como pontos prioritários privatizações de diversas empresas estatais ─ algumas delas de enorme interesse geopolítico ─; sucateamento das forças armadas; fechamento de diversos Cursos Técnicos; achatamentos salarias; ações que facilitaram privatização, em parte, do Sistema Educacional Brasileiro, etc.

Abaixo, damos 3 endereços; o primeiro, informa sobre a “institucionalização” da nova ordem capitalista; o segundo, para pesquisas mais profundas sobre privatizações, é do BNDS; o terceiro, incluí comentários, sobre.




É triste pensar que grande parte dos políticos em atuação, no Brasil, estão desnacionalizados bem como, seus partidos; o ponto predominante de atuação, deles, o Congresso Nacional, está minado de desnacionalizados a serviço de megacorporações internacionais atuantes em várias esferas do capitalismo neoliberal; o País, para a maioria deles, é um verdadeiro balcão de negócios; os projetos apresentados/votados em sua maioria, são de maior interesse do capital e não do País e sociedade. Essa é uma das razões da rejeição de Projeto de Mobilização Social na vida política, do País; eles não querem interferência alguma em seus desmandos; querem permanecer como sempre, livres de pressão popular; para eles, do Congresso Nacional, tal como ocorre nas câmaras estaduais e municipais, o único interesse que existe em relação ao povo brasileiro, é no voto do tão proclamado e festejado “cidadão brasileiro”, em períodos eleitorais; fora isso, nos querem totalmente distantes, o mais longe possível de seus “centros” de comando.

Em total consonância com o projeto de desnacionalização, o sistema midiático capitalista/neoliberal exerce sua influência negativa sobre os mais desavisados, pautando o Brasil como um País a beira de uma catástrofe; clamando pelo “novo” que precisa vir para permitir ao país a abertura total para o Mundo, sem intervencionismos governamentais que dificultam a liberdade de mercado almejada, sempre, pelo Sistema.

É difícil até falar sobre isso, pois a maioria das pessoas, imediatamente, costumam inverter o conteúdo real, lançando-o para o campo político/eleitoral; a maioria não consegue ampliar horizontes críticos que abranjam não só as questões nacionais quanto as internacionais.

Talvez o grande entrave ─ além do desinteresse da maioria das pessoas em buscar maiores informações ─ para essa ampliação de visão, seja a descrença, da maioria, de que as coisas que nos apresentam têm conotação complementar muito mais séria, decisiva e importante sobre o próprio País e sociedade; nos acostumamos demasiadamente com nossa vida diária, preocupando-nos, única e exclusivamente com nosso bem-estar econômico, com o que temos e/ou desejamos ter; não nos interessamos por quase nada que não seja aquilo que nos afeta, de imediato.

Enquanto assim vivemos, a Rede Globalizante vai se tornando cada vez mais forte e mais “invisível” impondo, sistematicamente, seu domínio sobre países e sociedades mais vulneráveis aos ditames do que é apregoado pelas grandes corporações de comunicação de massa, termo hoje atualizado para sistema midiático, que continua sendo sistema de doutrinamento de massa, como sempre foi, na velha ou nova ─ terminologia.

Tenho certa esperança que algumas pessoas que acompanharam, durante meses, a campanha feroz das mídias em relação à Copa do Mundo, possam agora, independentemente da atuação da Seleção Brasileira, constatar que NADA, absolutamente Nada do que, ardilosa e abertamente preconizavam ser possível acontecer de ruim, de péssimo, felizmente não aconteceu e, que essa comprovação de desconcertante manifestação midiática, alerte-os quanto a tudo que esse sistema costuma “informar”.

Em isso ocorrendo ou seja, passarmos a buscar mais informações além das que nos são precária e enviezadamente dadas pelas mídias, poderemos nos tornar mais patrióticos; poderemos nos tornar uma sociedade realmente atuante em relação ao próprio destino do País, buscando informações, participando de discussões que deverão ser feitas em relação às mudanças necessárias do sistema político/partidário, de forma especial; poderemos atuar diretamente nas câmaras municipais, estaduais exigindo transparência e conhecimento dos projetos que por lá transitam para que possamos avaliar, neles, o que é favorável ou desfavorável ao munícipio e estado.

Essa mesma atitude deverá ser prioritária em relação ao Congresso Nacional afinal, somos nós que votamos em quem lá faz juramento de atuar em favor da Nação e seu povo; ao fazê-lo temos o direito de saber se daremos aval ou não, aos projetos que envolvem o País e a sociedade.

Em suma, agindo dessa forma, não seremos desnacionalizados, como sociedade e, tampouco, deixaremos que a Nação, como um Todo, o seja.

Maria-Estrela Lunar Amarela

─ detectado algum erro, por favor, nos informe.

 

terça-feira, 1 de julho de 2014

ELEIÇÕES 2014



Havia proposto, no anterior, que falaríamos sobre Educação e Sistema Midiático Capitalista/Neoliberal, em postagens sequenciais.

Entretanto, como estamos trabalhando em um Projeto Educacional para envio ao Ministério da Educação, resolvi adiar a conversa proposta; após término, do Projeto, provavelmente terei mais subsídios para enfocar o assunto.

A escolha do assunto ─Eleições 2014, prende-se ao fato de várias postagens, no face, em que pessoas afirmam abster-se de votar, este ano.

Respeito, verdadeiramente, todas as opiniões ─ seria eu propícia a tal, se condições fossem outras ─; entretanto, creio que me cabe o direito, também, de expor a minha e esta, como de costume, não se prende ao infeliz aspecto politiqueiro, que envolve grande maioria de comentários.

Acontece que a eleição de 2014 tem uma amplitude muito maior do que a simples permanência ou troca de dirigente presidencial, mais especificamente.

Ela tem a ver, também, com a própria situação mundial, tal qual se apresenta, após 2008, ano da avassaladora crise detonada pelo sistema capitalista/neoliberal e com o que está sendo denominado de nova investida geopolítica impulsionada, modernamente, por questões Energéticas.

A crise de 2008 foi culpa única e exclusiva do capitalismo neoliberal, em sua vertente financeira; até agora, grande parte de países ainda luta para combater os efeitos danosos por eles sofridos; desemprego, redução dos níveis de renda, mais delitos e insegurança são efeitos socioeconômicos sofridos pelas camadas de menor expressividade, ou seja, a grande maioria do povo dos países mais severamente, atingidos.

Enumerar as causas específicas bem como os efeitos danosos, dessa crise, demandaria longo texto; por essa razão disponibilizei, ao final deste post, endereços onde encontrei boas informações e comentários; muitos outros existem mas, a leitura proposta nos coloca em melhor situação de análises mais abrangentes.

Outra questão profundamente séria, também a ser pensada nesta eleição de 2014, é a geopolítica com contornos próprios desta fase da sociedade humana ─ Energia/Água/Alimento.

Já estão sendo previstas guerras em que o fator Água, será determinante.

O Brasil possui os 2 maiores Aquíferos, do mundo: o Alter do Chão, que destronou o Aquífero Guarani, passando a ser o primeiro, do mundo.

O Aquífero Guarani já possui, desde 2009, um Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, projeto esse que levou mais de 6 anos para ser elaborado; o Alter do Chão, reconhecido recentemente, ainda está sendo analisado, mapeado.

Nota-se um movimento que tem como intuito controlar as fontes hídricas do mundo em nome da acumulação de capital. A água é tratada pelas empresas transnacionais como o “OURO AZUL” – de caráter seletivo e excludente - do século XXI. Empresas do setor possuem suas ações fixadas em bolsas de valores dentro da lógica financeira, que infelizmente se difere em muito, da lógica social humanitária.

Trecho extraído de interessantíssimo trabalho de autoria de Valdirene S. do Nascimento denominado ─ Recursos Hídricos, Economia e Relações Internacionais ─ Elementos de discussão acerca da privatização de água doce por Empresas Transnacionais

Já, no endereço abaixo, é possível ver o contorcionismo do Mercado, ao lançar ações em Bolsas de Valores, sem definir, com exatidão, suas reais intenções.


Na questão Alimento, o Brasil foi sempre considerado o Celeiro do Mundo e, neste aspecto, precisamos da máxima atenção quanto aos desmandos cometidos, em nosso País, pelo Agribusiness, através da denominada ─ Bancada Ruralista do Congresso Nacional.

Sob minha ótica, há uma diferenciação entre Agribusiness e Agronegócio; este último, não é, propriamente, tradução do primeiro pelo menos no contexto da Bancada acima referenciada.

A Bancada Ruralista é destinada, única e exclusivamente, à defesa dos interesses dos grandes, imensos e fortíssimos conglomerados a maioria, internacionalmente atuantes; essa bancada, nada tem a ver de Rural ─ se levarmos a conceituação dessa palavra ao encontro de pequenos e médios produtores rurais ─; o rural, dela, são imensas áreas de plantio ou criação animal, pertencentes ao que de mais forte existe no Sistema ─ Alimentação, do Sistema Agribusiness. Os pequenos e médios produtores, a agricultura familiar, a camponesa, além de não serem representados por essa bancada, ainda são por ela sufocados, extorquidos e AMEAÇADOS!

Usam a denominação de Rural por saberem que há um apelo positivo, até mesmo pela nossa profunda ligação umbilical/emocional, com Gaia; o termo rural, desperta carinho, desperta simplicidade e, assim, eles vão tecendo o que querem em nosso País, em total dissonância com o que pensa a maioria dos brasileiros.

Não fosse essa Bancada e o Sistema que representam e defendem, exponenciais do Mercado, não teríamos o seminário desenvolvido pela Bolsa de Valores de São Paulo, abaixo indicado.


Essa Bancada Ruralista é extremamente poderosa e transita, quase que invisível, ao olhar da sociedade ─ e da mídia, é claro ─ pelos gabinetes governamentais e corredores do Congresso Nacional, “costurando” acordos, inclusive para o setor de agrotóxicos que faz parte do mesmo pacote de interesses e defesa, dessa Bancada.

Na Reforma Política que terá, obrigatoriamente, de ser levada a sério e defendida por parte da sociedade, gostaria de ver a obrigatoriedade de mudança da designação dessa bancada para BANCADA DO AGRIBUSINESS; pode parecer bobagem essa sugestão mas não; ela tem, em si, raízes diferenciais enormes que poderão ser entendidas por parte de nossa sociedade.

Deixei por último a questão energética, voltada em especial, ao petróleo.

Sabemos que houve necessidade de criação de nova empresa brasileira gerenciadora da exploração do petróleo do Pré-Sal a ─ Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA). A Lei que autorizou sua criação é a 12.304 de 2010.

Além disso, também foi necessário que um novo Marco Regulatório das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural no Brasil, fosse criado em melhores condições, para o próprio País, do que aquele definido no governo de FHC.

Com essas duas atitudes jurídicas/institucionais, o Brasil tem condições melhores e mais positivas de tratar a questão ─ Petróleo.

Houve, é claro, uma imensa gritaria do sr. Mercado, via mídia capitalista/neoliberal, contra as duas atitudes acima sumariamente, descritas; havia expectativas internacionais de que tudo permanecesse como dantes; foram surpreendidos por algo que não esperavam.

Abaixo estão 3 endereços sobre o acima; há muitos outros bem mais consistentes, expondo, na íntegra, a diferença do atual Marco regulatório.




Tivemos oportunidade ─ através do vazamento de documentos pela Wikileaks ─ da atuação de petrolíferas americanas junto ao Congresso Nacional para que o contrato de partilha proposto pelo governo de Lula não fosse aprovado; queriam que continuasse a lei das Concessões da era FHC; não conseguiram e isso deixou o império, muito contrariado.

Os 3 assuntos que enfocamos, de forma bem primária, neste, são extremamente importantes para o Brasil; já que existimos como Nação, não é possível deixar que recursos naturais sejam, novamente, sugados; o Brasil, quando recém descoberto, impulsionou a riqueza de vários países; foi quase depenado em seus principais recursos naturais passíveis de extração, na época, enquanto os habitantes nativos, do País, foram brutalmente dizimados ou submetidos ao trabalho forçado em prol dos colonizadores.

Na verdade, a América Latina inteira, recebeu mesmo tratamento; basta ler ─ Veias Abertas da América Latina, livro de 1971, de Galeano para ficar a par das barbáries cometidas.

Qual a relação entre os 3 assuntos é a eleição de 2014?

Bem, sob minha ótica, é claro, considero que a sociedade brasileira mais esclarecida e atuante, deveria fazer o que estiver ao seu alcance ─ inclusive votar ─, para que não venhamos a ter, no Brasil, um representante do pensamento capitalista/neoliberal extremado, na presidência, do País; se isto vier a acontecer, brechas serão criadas para infiltração de interesses do Sistema, nos 3 aspectos principais, que abordamos e será extremamente difícil detectá-las já que o sistema midiático nada, absolutamente nada informará, sobre.

Tudo que ainda está por ser feito, no Brasil, não o será na extensão desejada, se um dos 2 candidatos aliados aos Sistema Capitalista/Neoliberal entrar para o governo; tudo que ainda precisa ser feito deverá contar com expressiva participação da sociedade que está sendo CONVOCADA, para tal.

É preciso extremo cuidado e atenção para o candidato que já foi escolhido pelo Sistema e está, é claro, em destaque na mídia, porta-voz oficial do sr. Mercado; ele pertence ao PSDB, partido esse, de extremo vínculo com os ditames do neoliberalismo ─ agora em chapa denominada puro sangue; nem o Brasil como Nação, nem o povo brasileiro, como sociedade serão respeitados em seus interesses/necessidades; as mudanças propostas nas ruas serão completamente desconsideradas, sob tal governança.

A recém criada Movimentação Social através da Política Nacional de Participação Social, recebeu duríssimas críticas da oposição e sistema midiático; foram tantas as manifestações negativas, que vários e importantes nomes representativos da Sociedade Organizada movimentaram-se a favor; no site abaixo, é possível ler Carta com esse teor e também assiná-la, endossando-a; particularmente, já o fiz.


Não interessa aos poderes instituídos e alinhados ao capitalismo neoliberal, que a sociedade seja convocada para participar, de alguma forma, de decisões políticas; o Sistema tem medo de que cidadãos de qualquer país, possam influenciar governos e, defender-se de desmandos sempre cometidos por aqueles que são seus “vassalos”.

Acredito na Participação Social; acredito que ideias importantes possam surgir de diálogos, de análises de situações concernentes ao Brasil.

Não teremos tal oportunidade em governo de práxis alinhadas ao neoliberalismo; o País ficaria sob total tutela do Sistema; o social seria totalmente desconsiderado em suas reinvindicações.

Pelo todo exposto, de forma concisa e simples, é importante que pensemos, seriamente, em termos da eleição presidencial de 2014, além de estendermos pensamentos semelhantes sobre governos estaduais.

Que me desculpem os que pensam o contrário mas acredito, que nesta eleição, o pior que poderíamos fazer, ao País, é negar nosso voto; sem querer forçar barra nenhuma ─ DEIXAR DE VOTAR PARA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no atual contexto nacional e internacional é um risco que não deveríamos estar dispostos a correr bem como, avaliar de forma totalmente holística os candidatos que se apresentam é obrigação de todo cidadão minimamente informado mas não, pela mídia capitalista/neoliberal.

Maria-Estrela Lunar Amarela

─ detectado algum erro, por favor, nos informe.








 

 

 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Política brasileira?



Para quem não é um expert no assunto ─ POLÍTICA, resta somente expor conclusões de vivências e, análises de fatos; de vivências e fatos tratará este, com olhar sobre o Brasil, mais especificamente.

Entretanto, gostaria de dizer que percebi, em pequenas incursões passadas, na história da política que Maquiavel venceu fácil, fácil Platão; este, nascido em 428 a.C., aventurou-se a propor um governo de sábios, de filósofos que priorizariam o bem-estar social; Maquiavel ─ 1469-1527 ─, tido como fundador do pensamento e da ciência política, considerou o Pensamento de Platão totalmente ─ Utópico; infelizmente, ele estava certo.

Maquiavel foi, ele mesmo, um político; assim, quando escreveu o Príncipe em 1513, o fez totalmente baseado em suas próprias experiências, como tal. Como teve por “ídolo” nada mais, nada menos que César Bórgia, filho do papa Alexandre VI ─ uma das mais terríveis figuras da história ─, a visão/experiência/vivência política dele, Maquiavel, só poderia expressar a essência política da época que, a bem da verdade, tornou-se a mesma, desde a publicação do Príncipe, claro que, com importantes aperfeiçoamentos quanto a forma de poder, que ela, exercida por políticos, tinha.

Particularmente, vejo como uma das grandes assertivas, de Maquiavel, considerar que os seres humanos querem obter, sempre, os maiores ganhos com o mínimo esforço.

Alguma diferença de 1513 para 2014, em relação ao acima?

Já Aristóteles, tinha razão quando disse que somos “animais políticos”, pois a política, em sua essência, pode ser entendida como forma de convivência, do animal humano, com seu entorno social ─ seja ele, qual for.

Inúmeros filósofos e pensadores, deram conhecimento àquilo que pensavam sobre Política; é vasto e frutífero o panteão de nomes; não tocaremos nele, neste.

O grosso da população, entretanto, entende política sempre associada aos que ela tem, por obrigação, eleger em períodos eleitorais; fora isso, a visão se torna turva; não funciona, não vai além; para essa grande massa o político é a única interpretação/entendimento que ela tem de Política.

Essa visão exposta acima, infelizmente, é a predominante em nosso País, até mesmo por fator cultural.

Parágrafos acima, dissemos que a Política tinha, uma forma de poder exercida pelos políticos; qual a razão de ter usado o passado do verbo ter?

Simplesmente porque assim, é; se até tempos relativamente recentes, políticos poderiam se dar ao luxo de ostentar algum pensamento próprio em como governar e para quem hoje, isso não é mais verdadeiro.

Digo que isso é recente, em razão de 2 fatores, interligados ─ Globalização e introjeção/divulgação dessa nova forma de poder pelos sistemas midiáticos.

A Globalização da forma como é conhecida, hoje, passou a se tornar forte no final da década de 80 estendendo-se. daí para a frente, como força global.

Ela tomou para si a incumbência de “implantar” as decisões do Consenso de Washington composto, em síntese, por 10 regras ─ que são a cartilha dos neoliberais ─ das quais vamos citar apenas 3.

─ Abertura Comercial

─ Privatização das Estatais

─ Desregulamentação (afrouxamento das leis econômicas e trabalhistas).

Ela, a Globalização, precisou fazer-se conhecida do grande público, preferencialmente enfocada como verdadeira panaceia econômica; quem fez esse trabalho, claro, foi o sistema midiático capitalista/ neoliberal.

A Globalização assassinou qualquer ideologia contraria a dela; começou o desmantelamento do que se pode chamar de política social/cultural dos países em desenvolvimento, de forma especial; impôs pensamento global ao invés de local ou seja, procurou desmantelar, também, qualquer tendência nacionalista já que isso poderia impedir que seus planos, em relação a cada país de interesse, fossem bloqueados.

Uma grande parte de partidos políticos, tanto do Brasil quanto de outros países, foram cooptados ─ talvez alguns, até “comprados” ─ por promessas de poder vinculadas à adoção, em cada país, das regras estabelecidas.

O primeiro político brasileiro a defender ardorosamente a Globalização ─ e o neoliberalismo, é claro ─ e ser beneficiado com as benesses do Sistema, por sua total submissão ao disposto, foi Fernando Henrique Cardoso; seguiu, ao pé da letra, as regras globalizantes; por essa razão, é venerado, jamais esquecido e, defendido pelo sistema midiático, bem como o próprio partido, criado por ele ─ PSDB.

Assim, politicamente falando, podemos concluir a grande dificuldade em se pensar em modificações políticas, no Brasil; estamos testemunhando, a olhos vistos, que o Sistema não quer qualquer possibilidade de uma coesão social, em favor do País; não quer qualquer governo que tente, palidamente, desconsiderar determinadas regras/ordens impostas por ele ─ SISTEMA!

A possível coesão social também está sendo profundamente abalada por outro braço, do mesmo Sistema ─ os credos periféricos; eles, mais precisamente desde 2010, estão tentando e, quase conseguindo, criar um clima de profunda divisão social, de profunda desunião, de profunda intolerância social.

Infelizmente, já se infiltraram, na vida pública brasileira, mantendo uma bancada totalmente retrógrada.

Estamos vivendo um clima de política intervencionista exercida pelo Sistema, pelo sr. Mercado e pelo sistema mídia capitalista/neoliberal.

Qual a condição da sociedade brasileira reverter isso, antes que seja tarde demais?

Primeiro é preciso responder se existe ou não, uma verdadeira sociedade brasileira; segundo, precisaríamos analisar que meios utilizar para uma convocação de parte dessa sociedade, no sentido de um grande movimento em favor do Brasil e das inúmeras mudanças que ele precisa para, realmente, tornar-se um País minimamente livre de interferências/ingerências internacionais ─ e, até mesmo, nacionais ─ de cunho negativo e, dominador.

Semana passada fiquei entusiasmada com a criação ─ através de Decreto 8.243/2014 ─ da Política Nacional de Participação Social ─ PNPS que claro, já está sendo duramente criticada por oposicionistas e pelo sistema midiático, inclusive com tentativa do Congresso de barrar esse Decreto; entretanto, creio que é uma possibilidade de começarmos a criar grupos de debates realmente sérios, com avaliações e sugestões, idem.

É inacreditável as distorções que vemos; até tempos atrás, sistema midiático e opositores do governo afirmavam que as recentes mobilizações expressavam, também, a indignação do povo por não ter a devida atenção, por não ser ouvido pelos governantes com enfoque, é claro, mais potente, da mídia e opositores, sobre governo federal.

Agora que um canal foi aberto, de forma mais ampla e, organizada, tanto a mídia quanto os opositores estão fazendo de tudo para invalidar esse Decreto!

O site para quem quiser analisar o que está sendo proposto é: http://www.participa.br/

Apesar de toda a realidade exposta neste post, ainda sou teimosamente esperançosa de uma grande revolução social de ─ IDEIAS/AÇOES ─, a favor do Brasil; ele merece toda nossa atenção, cuidado e respeito.

Essa ideias e ações deverão ter tudo a ver com a tão esperada Reforma Política, com a questão educacional, com avaliação profunda da atuação do sistema midiático, em nosso País; essas três proposições são, a meu ver, o básico do básico para lançarmos as sementes de um BRASIL DO SÉCULO 21!

Deixo, abaixo, dois pensamentos de Paulo Freire que sempre mantive bem próximo da mente e, aninhados em meu coração.

Ai daqueles que pararem com sua capacidade de sonhar, de invejar sua coragem de anunciar e denunciar. Ai daqueles que, em lugar de visitar de vez em quando o amanhã pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e o agora, se atrelarem a um passado de exploração e de rotina.

 

Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.

 

Maria-Estrela Lunar Amarela

─ algum erro detectado, por favor, nos informe.

 

 

 

terça-feira, 3 de junho de 2014

PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR!


E o que é pior, não encontra resposta!

Há assuntos que, circunstancialmente, precisam se tornar ─ repetitivos, por mais que assim, não o desejássemos.

É o que tem acontecido, ultimamente, em relação ao Brasil.

A pergunta que não quer calar é:

                                    No que o Brasil está tão mal?

As mídias capitalistas/neoliberais locais e internacionais estão crucificando o País; de todas elas, só nos chegam comentários desfavoráveis, tecidos sem maiores explicações ou com suposições futuras, baseadas em probabilidades mercadológicas.

Essa semana resolvi pesquisar, de forma mais intensa, os pontos criticados por elas e por “economistas” engajados no mesmo discurso.

Preferi seguir o mesmo padrão de mídias locais que colocam, constantemente, Brasil e Estados Unidos, como dois polos totalmente opostos ─ Brasil um derrotado; Estados Unidos, muito bem na fita adicionando, também, um outro país, para confronto de dados ─ Alemanha, justamente para quebrar um pouco essa polaridade midiática e mostrar que há outros países, no mundo.

Veremos, primeiramente, certos números tão aclamados pelos economistas; resolvi comparar dados desde 2008, justamente em razão da crise detonadas pelo Sistema Financeiro Internacional, crise essa que faz com que a maioria dos países considerados ─ Grandes Economias, esteja ainda, em fase de recuperação através de programas que têm tudo a ver com os ditames antigos, do FMI, tão conhecidos por nós, durante toda década de 90, mais especificamente.

Pensamos em trabalhar com gráficos, pois sempre o fizemos, quando utilizávamos o PERT/CPM ─ em trabalhos de Planejamento na Embratel, em 1980 ─ e, posteriormente, juntamente com meu amigo Carlos, o Seis Sigma (Six Sigma, em inglês), quando da elaboração de projetos.

Entretanto, por nossa experiência, observamos/constatamos que pessoas que não são acostumadas/treinadas, para ler e entender gráficos e, principalmente, quando estes são mais requintados, a informação principal passa para 2º plano ficando o gráfico, em si, mais importante que a informação transmitida por ele.

Assim, adotamos tabelas, simples e diretas.

Comecemos pelo tão aclamado ─ PIB, em taxas anuais, de crescimento.

Brasil                                    Estados Unidos                                Alemanha

2008  5,2%                                (-) 0,3%                                             1,3%

2009  (-) 0,2%                          (-) 3,1%                                         (-) 4,7%

2010  7,5%                                    2,4%                                             3,5%

2011  2,7%                                     1,8%                                             3,1%

2012   1,0%                                    2,8%                                              0,7%

2013    2,3%                                    1,9%                                              0,54%                       

 

Quanto ao Produto Interno Bruto, propriamente dito, o Brasil fechou 2013 ─ segundo informações de relatório do FMI ─ na 6ª posição. Os 4 primeiros são: Estados Unidos, China, Japão e Alemanha.

A mídia capitalista/neoliberal deveria intervir para mudar os critérios desse ranking afinal, se consideram nosso PIB ─ pibinho, como pode o País estar em 6ª posição mundial?

Fazendo uma retrospectiva, os únicos anos, desde 1995 que o Brasil ficou fora dos 10 primeiros colocados, foram:  2001/2002/2003 e 2004. De 2005 até 2007, ocupou a 10ª posição. 2008 e 2009 ─ 8ª; 2010 – 7ª; 2011 ─ 6ª; 2012 ─ 7ª; 2013 ─ 6ª.

Talvez alguns poderão estranhar a informação de que o Brasil ocupa a 7ª posição no ranking de países com a maior Reserva Internacional, enquanto o tão aclamado, pela mídia, os E.U, ocupa a 16ª posição. A Alemanha, citada no comparativo, que fizemos, ocupa a 12ª posição. Lideram o ranking, China e Japão.

Vamos para a reprovadíssima taxa de desemprego no Brasil ─ reprovação essa, feita pela maioria de analistas econômicos que acham que Taxa de Desemprego baixa demais, como a do Brasil, não é saudável para a economia. Mantemos mesma comparação da anterior.

Taxa de Desemprego

Brasil                                                  Estados Unidos                          Alemanha

2008   7,8%                                             7,2%                                              7,8%

2009    8,1%                                            9,3%                                              7,5%

2010    6,7%                                            9,7%                                              7,4%

2011    6,0%                                             8%                                                 6%

2012    5,5%                                             7,8%                                              6,8%

2013     5,4%                                            6,7%                                       ─ índice não encontrado

 

Obs.: em abril de 2014 ─ a de maio, ainda não está disponível ─, Brasil fechou em 4,9%, a mais baixa desde que o índice passou a vigorar, lembrando que esse índice é calculado, mês a mês e, ao final do ano fecha-se com a média anual que vimos, tabela acima.

Esses 2 indicadores, dão uma ideia bastante clara da possível situação saudável, de qualquer economia; se o PIB cresce e a Taxa de Desemprego, diminui, deve ser sinal da capacidade produtiva de qualquer País, creio eu.

Mas, vamos dar uma rápida olhada em outras grandes reclamações, dos economistas; comecemos pela questão do reajuste do salário mínimo sempre acima da inflação, nos últimos 2 governos, mais especificamente.

O governo de FHC, entregou o País a Lula com o salário mínimo em R$180,00, após 8 anos de mandato; quem vencer as eleições, neste ano, vai receber o País com salário mínimo de R$724,00 referentes a 12 anos de mandato, de mesmo partido.

Estamos todos cientes de que a defasagem do salário mínimo em suprir maiores necessidades vem de longa, longa data; segundo dados, os piores anos de achatamento do salário mínimo foi durante período FHC, sendo facílimo constatar isso, em pesquisas.

Entretanto, é preciso reconhecer a complexidade imensa de qualquer aumento de salário mínimo; Brasil ainda não está em condições de ajustá-lo em total acordo com as reais necessidades que ele deveria suprir; não vamos entrar em maiores detalhes, por não dominar questões econômicas, que o envolve.

Outro indicador importante é o IDH, de cada País; estamos em 84º lugar no índice mundial; entretanto, saímos de 0,522 em 1980, para 0,730 em 2012.

Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano, de 2012 do PNUD ─ Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ─ o Brasil reduziu de 17,2% para 6,1% o nível de pobreza nos últimos 7 anos.

O ranking mundial do IDH, dos países, traz a Noruega liderando, com IDH de 0,955.

A Noruega é um país com 385.199 Km2.; Brasil tem 8.513.867Km2.

Noruega tem 4,9 milhões de habitantes; Brasil, mais de 190 milhões.

A Noruega é uma Monarquia Constitucional; Brasil, Democracia Presidencialista; pelo tamanho territorial, pela população e regime de governo, pode-se observar a imensa dificuldade em se estender bem estar social; além de tudo isso, anos e anos seguidos de quase total descaso com a situação de vida, da população, resultou naquele número citado pela revista Veja, em manchete de capa da edição de 23/01/2002: “CINQUENTA E TRÊS MILHÕES DE PESSOAS ABAIXO DA LINHA DA POBREZA E DESSAS PESSOAS, VINTE E TRÊS MILHÕES ESTARIAM EM SITUAÇÃO DE INDIGÊNCIA OU MISÉRIA”

Talvez, alguém que esteja lendo este, possa lembrar da quantidade imensa de crianças pobres, espalhadas por, praticamente, todas as grandes cidades do País, mendigando algo para comer, em portas de lanchonetes, restaurantes, barzinhos de calçada, praças semáforos, etc.; em Curitiba, cansei de criar problemas com freguesas de uma confeitaria tradicional pois, várias vezes, vi crianças serem literalmente, enxotadas, por elas que se deliciavam dos doces juntamente com filhos de mesma faixa etária. É claro que a situação era desagradável para os fregueses; mas os extremos, várias vezes cometidos, demonstravam a total desconsideração e rasgos de crueldade, com aquelas pequenas criaturas. Se alguma das frequentadoras desse um doce e o resto do refrigerante que estava tomando era recriminada pelas demais, através de olhares e até mesmo, palavras.

Não vemos mais isso; essas crianças da década de 90, mais especificamente, cresceram e talvez ─ as que sobreviveram ─ tenham tido filhos.

A grande diferença, para quem viveu essa realidade, praticamente em todo País, é que não vemos mais esse tipo de situação extrema; não foi por milagre e nem pela ajuda da elite que a situação foi minorada; foram necessárias ações de governo quase emergenciais, ações essas constantemente cognominadas de paternalistas e/ou populistas pelo sistema prisional (ver post anterior para entender) da mídia capitalista/neoliberal e, daqueles que a ela, fazem coro.

Voltando ao tema IDH, os dados apresentados sobre o País melhor classificado na questão – Desenvolvimento Humano, é só para chamar atenção que precisamos ter um pouco mais de paciência e trabalho social, para galgarmos melhores índices; em 23 anos, saímos de 0,55 para 0,730; se considerarmos que nenhum país, nem mesmo a Noruega atingiu, ainda o 1 ─ “nota” máxima desse índice ─ talvez mais algumas décadas de árduo trabalho, melhore nossa posição pois, há muito o que fazer!

Outro ponto constantemente alardeado, pela mídia capitalista/neoliberal, é a questão da inflação.

Já que estamos analisando dados a partir de 2008, ano da fatídica Crise Internacional, faremos o mesmo para verificar como estamos na questão ─ Inflação.

O teto da inflação no Brasil, é estipulado pelo Conselho Monetário Nacional.

As metas centrais, fixadas por eles, admitem intervalos de tolerância de 2 pontos para cima ou para baixo. A meta só será considerada descumprida, se ultrapassar o intervalo de tolerância. Então, vejamos como ela vem se comportando desde 2008 até 2013.

                                                              INFLAÇÃO

 

2008   5,90%                 O Teto da Meta, desde 2008, foi mantido em 6,5%.
2009   4,31
                                               Assim sendo, ultrapassamos o Teto em 2012.          
2010   5,91%               

2011   6,50%

2012   6,94%

2013   5,91%

 

O que vimos neste ─ a mim, pelo menos ─ não permite encontrar resposta para tanto pessimismo alardeado pela mídia capitalista/neoliberal e seus comparsas; falam muito em previsões mas essas, podem ou não, ocorrer.

Previsão, por exemplo, de nova crise mundial, existe; se vai ou não acontecer, é outra questão. Previsões, nessa área e em outras, baseiam-se em probabilidades de algo ocorrer; qualquer coisa que aconteça, estará dentro do amplo espectro de probabilidades, desde daquelas consideradas 100% passíveis de concretização até as que sequer chegam a 1%, portanto, nem computadas nos cálculos e comentários porém, dentro do próprio espectro probabilístico, em análise.

Particularmente, para o Brasil, vejo como a pior possibilidade, o retorno de governo de cunho extremamente neoliberal aliado, portanto, ao status quo do Sistema. Justamente neste ponto, quero salientar um pequeno parágrafo do 15º e último capítulo do livro de Domenico de Masi ─ O Futuro Chegou, capítulo esse inteiramente dedicado ao Brasil e que tem o mesmo título do livro, acrescido de: O Modelo Brasileiro ; nesse parágrafo, Domenico comenta ─ como o faz em várias momentos ─ sobre Darcy Ribeiro e diz: “Tendo morrido prematuramente, Darcy Ribeiro mal teve tempo de ver os efeitos nefastos do neoliberalismo e os primórdios futurísticos da informática.”(negritos meus)

Darcy Ribeiro deixou sua luta incansável pelos direitos indígenas, educação e, pelo País, em fevereiro de 1997.

Tenho conversado muito com Iansã e com Xangô para defender o Brasil dessa desdita.

Claro que não somos inocentes a ponto de ignorar que, principalmente, após a chamada ─ Globalização, governos deixaram de ter certa autonomia de gestão; são todos, praticamente, de uma forma ou de outra, também prisioneiros do Sistema; entretanto, alguns deles conseguem, até certo ponto, assegurar certos benefícios sociais para classes humildes e, garantir uma certa defesa do próprio País ─ em relação às riquezas que esse país, possui ─ frente aos desmandos do Sistema; pagam caro, por isso, é verdade e não podem ir muito além, senão...!

Bem, termino dizendo que há muito a se fazer, neste País; muita coisa está totalmente errada, fora de eixo e, na sequência de postagens sobre o Brasil falaremos do que, sob nossa ótica precisa, urgentemente, ser analisado/reconsiderado/mudado como, por exemplo, a questão política, a educacional/cultural e a midiática, entre outras.

Peço desculpas pela primariedade* do texto; não tenho maiores vivências em áreas relacionadas à economia, principalmente; entretanto, os números estão aí ─ e, em inúmeros sites de pesquisa como IBGE, Fundação Getúlio Vargas, Banco Central, apenas para falar das mais confiáveis fontes ─ para serem analisados; creio que é importante para começarmos a entender, um pouco melhor, nosso tão ─ injustamente ─ bombardeado, Brasil.

*alguém me informe, por favor, se essa palavra existe; se pode ser um neologismo ou burricismo mesmo, certo?

 

Maria-Estrela Lunar Amarela

─ detectado algum erro, por favor, nos informe.

Alguns sites para pesquisa de dados.