quinta-feira, 12 de março de 2015

IMPASSE DECISIVO


 
Essa postagem foi feita, originalmente, em agosto de 2011; nada, absolutamente nada mudou para melhor, de lá para cá, infelizmente.

 

Pode, em uma primeira observação, parecer redundante o título deste; mas não o é.

Apesar de um impasse ser uma situação decisiva, em relação a algum tipo de solução necessária, a própria solução pode tornar-se um novo impasse e assim, sucessivamente.

Acontece que o que vamos abordar tem, na verdade, a qualificação maior de decisivo, no sentido de identificar um momento, pelo qual a humanidade, clara e objetivamente,  passa.

Temos um magno impasse continuidade ou não, da condição de vida, no planeta Terra.

O que torna essa situação mais agudizante, é a quase impossibilidade de se encontrar solução justamente pelos inúmeros fatores complicantes, para tal.

Antes de continuarmos, vamos relembrar um pensamento de Einstein, citado no artigo de Leonardo Boff, já postado, por nós. Aliás, Leonardo Boff postou, no site www.cartamaior.com.br , artigo Governados por cegos e irresponsáveis que recomendamos leitura; praticamente este nosso, encontra profundo eco no que Leonardo Boff escreveu. Para nós, isso é bastante significativo e incentivador.

Os problemas significativos que enfrentamos não poderão ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos, quando os criamos.” (negritos da autora deste)

Para que chegássemos ao ponto onde estamos, como humanidade, longo caminho foi percorrido; entretanto, para alcançar o quase ápice do impasse atual apenas, aproximadamente, 200 anos,  foram suficientes.

A Revolução Industrial, que teve seu início datado, pelos historiadores, em meados do século XVIII, fez a cisão entre a atividade produtiva, praticamente artesanal com utilização de escasso e rudimentar maquinário para manufatura de bens, em escala um pouco maior  , e a atividade industrial que, no século XIX,  já se firmava de forma definitiva.

Ampliando o leque de oferta de produtos, “aliciando” mão de obra, subjugando o trabalho natural/artesanal anterior, ao trabalho forçado para cumprimento de metas de produção e oferecendo remuneração, o estopim da Revolução Industrial alastrou-se, de forma absurdamente rápida.

Os avanços na produção em países específicos, da época,  permitiu a satisfação de necessidades e desejos de suas classes sociais; pagando pelo produto adquirido, o comprador alimentava o sistema recém- nascido com a ideia da importância do consumo, para seu fortalecimento/expansão.

Concomitantemente com a era industrial, o capitalismo que, segundo historiadores, era embrionário já nos séculos XIII e XIV, por força de uma classe social surgida na Europa ─ burguesia ( responsável pelo surgimento de cambistas e banqueiros) ─, classe essa que buscava o lucro através de atividades comerciais, esse capitalismo embrionário, então,  firmasse.

Curiosamente, o termo capitalismo foi cunhado e utilizado, justamente por socialistas e anarquistas, ao referirem-se ao sistema político-econômico, sempre em críticas, já no século XIX.

Entretanto John Lock e Adam Smith, idealizadores do sistema político-econômico ocidental, deram preferência ao termo liberalismo, justamente para demarcar território contra ingerências do poder estatal, isto no início do século XIX.

Os fundamentos essenciais, do liberalismo, são baseados em anseios humanos por liberdade de ação e pensamento.

Em 1946, representantes de partidos liberais europeus, reuniram-se em Bruxelas, firmando o que foi denominado de ─ Declaração de Bruxelas. É algo que vale a pena conhecer; sites para lê-lo, na íntegra ─  www.laicidade.org  ou   http://www.liberal-international.org/ 

A Europa, de  hoje, age contrariamente ao  que consta, nessa Declaração.

Continuando, os desdobramentos da Revolução Industrial e do próprio capitalismo e/ou liberalismo, viriam a mostrar suas garras afiadíssimas. Quando os mercados internos dos países mais desenvolvidos estavam “saturados”, foi preciso buscar novos mercados em países em desenvolvimento.

Surgiu, então, a chamada Globalização Econômica, visualizada por experts como forma de “desovar” excessos de produção dos países desenvolvidos, forçando um “livre mercado”, através da ilusória sensação de participação de todos em tudo, menos nos lucros, é claro.

Concomitantemente com a globalização, veio o neoliberalismo. Seu mentor, o economista Milton Friedman, concebeu esse sistema, após crise econômica de 1973, em função da alta do petróleo.

Destaque-se, nos princípios básicos, entre outros:

─ pouca intervenção do governo no mercado de trabalho/ política de privatização de empresas estatais/ abertura da economia para entrada de multinacionais/ aumento de produção com o objetivo básico de atingir o desenvolvimento econômico/ contra controle de preços dos produtos e serviços, por parte do Estado.

Em 1989, o FMI, Banco Mundial e Departamento do Tesouro Americano dos Estados Unidos, formularam o famoso Concenso de Washington, que se tornou política de ação do FMI, mais precisamente. Interessante observar que os objetivos desse Concenso, na época,  visavam prioritariamente, os países da América Latina.

O “consórcio” neoliberalismo/globalização, “endossado” pelo Conselho de Washington,  resultou no “enlouquecimento” do sistema econômico, até atingirmos o que aí está.

Quando o economista John Willianson, criador do que foi proposto pelo Concenso de Washington, observou que suas ideias, segundo ele, tinham sido “deturpadas”, declarou:

Claro que eu nunca tive a intenção que meu termo fosse usado para justificar liberalizações de contas de capital externo, ou minarquia, que entendo serem a quintessência do pensamento neoliberal".

Mas, era tarde.

Dessa época, para a frente, o sistema, baseado em inúmeros estudos psiclógicos,sobre o animal humano, detectou ser importante estimular, de todas as formas possíveis e imagináveis, o consumo, detonando o que hoje temos consumismo. Há diferença entre consumo e consumismo; o primeiro, refere-se à aquisição de um bem, a medida em que ele se faz necessário; o consumismo, é a tendência desordenada e compulsiva, de comprar, mesmo que não haja necessidade, em fazê-lo.

Para dar um incentivo maior, ao consumismo, foi “criado” e colocado em prática  o chamado obsoletismo provocado, grande sacada mercadológica, principalmente com o advento das tecnologias atuais.  O celu comprado o mes passado, já terá sido superado e  tornado antiquado, obsoleto, alguns meses depois. O mesmo aconteceu e acontece com a computação.  As indústrias programam, com a máxima atenção, a colocação de uma simples tecla adicional, deixando-a de reserva para novo lançamento pois sabem que milhares e milhares de pessoas não conseguem ficar sem o que é chamado de top de linha. Desculpem-nos a simplicidade do exemplo; mas as coisas são, ardilosamente programadas.

Tudo isso, explicado assim, de forma extremamente rudimentar, montou o cenário dramático do que vemos hoje, no mundo caos econômico/financeiro, das chamadas grandes potências, ameaçando demolir países emergentes, caso a crise se torne mais extremada; recursos naturais em colapso e uma população mundial aturdidada, sacudidada por tremendo grau de incerteza, sobre o amanhã.

O pensamento que criou, fomentou, alimentou todo esse sistema vigente, foi a compulsiva tendência do animal humano ao lucro, ao status, ao poder, ao comodismo extremo, tudo devidamente impelido pelo ego, no que ele tem de mais superficial, de mais terreno, de mais imprudente, de mais individualista, de mais alienado.

Grandes pensadores, do passado,  alertaram  para dois fatores determinantes de possíveis crises, num futuro bem próximo superpopulação mundial e finitude dos recursos naturais. Claro que não foram levadas em consideração suas ideias e opiniões; estamos com população mundial em 7 bilhões (crescei e multiplicai-vos sob a ótica humana;  controle de natalidade?  nem pensar!). Os recursos naturais, do planeta,  em fase de esgotamento e as taxas de crescimento econômico, dos países, sendo pautadas como imprescindíveis. Para manter as coisas como estão, os recursos naturais vão se diluindo; qualquer taxa de crescimento, por menor que seja, equivale a uma demanda maior de recursos naturais; então...

Lembrando o pensamento de Einstein,  a busca por possíveis soluções,  demandaria pensamentos exatamente contrários àqueles que criaram essa situação, quase insolúvel.

Mas, infelizmente, as cabeças pensantes responsáveis por busca de soluções, estão completamente desfocadas, da realidade; buscam soluções baseadas nas mesmas premissas orientadoras, do sistema vigente. Algumas dessas tentativas de solução estão sendo adotadas em países da Europa e  nos Estados Unidos; são os arrochos e cortes orçamentários que atingem, especificamente, as classes menos privilegiadas como sempre em aspectos básicos como, por exemplo, área da saúde, remuneração trabalhista, aposentadorias etc. Soluções puramente paliativas; não terão, de forma alguma,  qualquer eficácia, muito pelo contrário.

Abusando de sua paciência, na leitura deste, vamos fazer um exercício, concebendo solução e prevendo consequências, apenas para que possamos deixar claro, o quanto a questâo é complexa, extremamente complexa.

O consumismo, um dos pilares da manutençao do sistema, da  obtenção de taxas de crescimento dos países, do extermínio dos recursos naturais do Planeta poderia, como num passe de mágica, deixar de existir. Suponhamos que parcela expressiva, da humanidade,  resolvesse comprar, única e exclusivamente, itens alimentares básicos e de higiene e limpeza, abandonando a aquisição de qualquer bem de consumo. Qual seria a resultante, quase que imediata?  Milhões e milhões de desempregados; indústrias em desaceleração crescente, taxa de crescimento dos países, zeradas, tal qual a obtida pela França, no segundo trimestre, deste ano. Isso seria  só o  começo, do caos, pois a cascata de consequências é quase impossível  de calcular, justamente pela força desestruturadora do sistema sócio, econômico  e político que tal “solução”, apresentaria.

Quem estaria disposto a pagar tal preço, por uma tentativa de minimizar condições de insustentabilidade, da vida, no Planeta Terra?

Então, pensamos o seguinte. A sustentação de tal sistema, levará, mais tempo menos tempo, ao que foi abordado, parágrafos acima. Sem matéria prima, sem recursos básicos como a água, chegaremos ao declineo já em curso não só de um sistema,  mas de uma civilização.

Considerando, em pouquíssimas linhas, a complexidade da macro questão, podemos ver, com absoluta nitídez, a ineficácia de qualquer solução pensada, seja ela nascida dos mesmos pressupostos dos pensamentos que deram origem ao sistema, em questão, ou não.  Daí,  o magno impasse.

Caso alguém possa pensar que o exposto acima é fruto de pessimismo destes que escrevem, podemos afirmar, que não; realismo e pessimismo têm conotações bem diferenciadas. Entretanto, na maioria das vezes, justamente pela cegueira dos que não querem ver, por razões as mais diversas,que não nos cabe questionar nem julgar,  o realismo pode aparentar  pessimismo, justamente para os que vivem apenas, de maya.

Voltando, há algo que não se pode descartar; está além, muito além de qualquer pressuposto humano porém, potencialmente existente em alguma esfera desconhecida pela maioria de nós. Esse algo tem embasamento científico, físico mas está além, está no metafísico. É a possibilidade do animal humano ter sua frequência modificada, por alterações no planeta e sistema solar.  Segundo diversas linhas esotéricas, essa possibilidade existe e, em acontecendo, o animal humano sairia de um campo puramente tridimensional o que proporcionaria  completa modificação mental/espiritual, com correspondentes alterações comportamentais, é claro.

É evidenciado, por diversos tipos de estudos afins, que nem todos “aguentariam” essa alteração, essa mudança de frequência; não há como se saber como ela seria levada a efeito, nem as possíveis e reais consequências. Entretanto, quando se pensa no tremendo beco sem saída, que nós, animais humanos nos propusemos a entrar, é quase que lógico dentro da nossa lógica que mudanças, caso ocorram, só poderão ser extremas; não existem meias soluções.

Quanto tempo a humanidade terá que esperar, por situações mais favoráveis, não sabemos. Mas se 2012 terá,  realmente,  uma tremenda importância para o Planeta,  Sistema Solar e  Galáxia, será esse o momento da mudança de frequência, do humano?  Também não sabemos; acreditamos, mas não sabemos.

Entretanto, em nós, o que lateja, pulsa é a certeza lúcida, de que em futuro não tão longinquo, apenas pequenas comunidades ainda não globalizadas   vivendo em acordo com os ciclos da natureza, em acordo com as mais básicas necessidades de sobrevivência, autogestoras de hábitos saudáveis e naturais, serão as que sobreviverão, sem maiores dificuldades,  ao que abalará o mundo globalizado, capitalizado, financeirizado, independentemente de 2012,  ou em função dele.

Encerramos com dois pensamentos que consideramos importantes:

“A nossa civilização é em grande parte responsável pelas nossas desgraças. Seríamos muito mais felizes se a abandonássemos e retornássemos às condições primitivas.”  Sigmund Freud  (1856-1939). 

Imagine o que Freud teria a dizer, agora, 72 anos após sua morte.

“A humanidade tenderá para a igualdade social não por generosidade dos ricos mas sim, pelo seu próprio egoísmo, entregando parte do que tem para não perder tudo.” James Stanovnik

 

Maria Estrela Lunar Amarela

P.S.: detectando qualquer erro, por favor, nos comunique.

 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

CREPÚSCULO DO PENSAR



Quanto mais perco minha fé no mundo, mais me encontro em Deus, sem crer nele. Será uma misteriosa doença ou uma nobreza da razão e do coração o que induz a ser ao mesmo tempo cético e místico?

Esse pensamento acima, é de Emil Cioran ─ 1911/1995 ─, escritor e filósofo romeno que tinha como característica maior extremo ceticismo em relação a praticamente, tudo; muitas das coisas que escreveu chamaram minha atenção por uma certa similitude de sentir/pensar.

O pensamento em destaque consta do livro O Crepúsculo do Pensamento, datado de 1939, escrito por Cioran em seus exatos 28 anos; portanto, esse crepúsculo, não tem nada a ver com o possível desgaste natural da função – Pensar.

Como gostei da metáfora usada por Cioran, tomei a liberdade de nomear este de ─ Crepúsculo do Pensar mudando Pensamento para Pensar, para não se configurar plágio mas principalmente porque, em meu entender, é o que chamam de função pensar que “entra” em fase crepuscular emitindo, então, pensamentos com essa característica.

Ultimamente, tenho sentido presença maior dessa fase; mais que isso ─ tenho prestado mais atenção às causas que a provocam; percebi que quanto mais perco minha esperança em nós como animais humanos ─ agudizando, portanto, meu ceticismo ─ mais penso na Energia Universal ─ Mística que me envolve e com a qual sou preenchida, em “minhas” partículas quânticas.

Penso na ENERGIA por ser ela nossa realidade maior; essa ENERGIA É  INTELIGÊNCIA, PENSAMENTO E LINGUAGEM,  conforme explicitado na 3ª parte do livro EgoCiência e SerCiência ─ Ensaios, parte essa totalmente “captada” de uma dimensão impossível de ser  descrita.

Essa fase crepuscular da função pensar percebo-a como crepuscular vespertina pois não vem acompanhada dos raios do sol, como quando o crepúsculo é matutino; mergulho num período noturno/interno; durante esse período, tento iluminar “meu” interior com uma lanterna, nos moldes da Lamparina de Diógenes; assim, busco descobrir realidades sobre as partículas quânticas responsáveis pela estrutura ─ corpo físico e campo mental.

Tudo o mais que não esteja encaixado nessa ─ Busca ─ perde sentido, para mim; é como se tudo que estivesse fora do contexto quântico, nada representasse, em realidade; é quase uma catarse esse período vivenciado, justamente pela limpeza interior que ocorre, durante todo o tempo crepuscular.

Nesses períodos, observo o quão infrutífero é nos envolvermos com questões do cotidiano do animal humano ─ religião, política, finanças, consumo etc.; observo, com mais atenção, a quantidade imensa de teorias, de filosofias, de estudos, de paradigmas, etc., lançados por grandes pensadores e me vem a questão:  que percentual de animais humanos tomou conhecimento de parte de tudo que já foi disponibilizado em pensamentos?

Entretanto, mesmo sabendo o quão infrutíferas são as tentativas de colocar nossos pensamentos em rede, pois um mínimo de pessoas TALVEZ leia e, Talvez considere algo interessante e desafiador, ao Pensar, mesmo sabendo, repito, sempre volto ao uso das palavras tão gastas, tão cansadas de serem exploradas das mais diversas formas, tanto criativa como destrutivamente; mas, essa mais recente imersão no silêncio do Ser avisou que talvez logo, logo possamos mudar o rumo do enfoque, saindo da matrix material/conceitual.

Aguardarei.

Ao pensar em tudo que já foi exposto, em pensamento, vem a pergunta: onde a Energia desses pensamentos todos está “armazenada”, não nos esquecendo que a própria Energia é Pensamento?

Há muito se estuda, se pesquisa a chamada ─ NOOSFERA, proposta como Conceito por Teilhard de Chardin e por Vladimir Vernadesky, como Teoria; essa Noosfera seria sequencial à geosfera, biosfera e tecnosfera; a Noosfera seria o despertar de uma ordem Superior Telepática entre os animais humanos; ela também é vista como Campo Agregador de Pensamentos.

Interessante que há algo que pode nos auxiliar a entender/compreender a Noosfera ─ é o chamado Armazenamento em nuvem, serviço que permite armazenar dados fora do equipamento de origem; de fácil acesso, de qualquer lugar, bastando apenas a senha respectiva, esse armazenamento nos dá a sensação de estar fora do sistema que tanto conhecemos.

Apesar de ser um lugar físico, ele assim não nos parece; o mesmo poderíamos pensar da Noosfera com a única grande diferença de que ela é um Campo e nós, animais humanos, não temos como “pensar” um campo nos moldes científicos pois mesmo a ciência ainda não conseguiu “definir” com clareza ─ tão perseguida, por ela ─ o que determina como Campo.

Caso consideremos o conceito de Armazenamento em Nuvem, de forma literal, teremos a Noosfera ao alcance total de nosso entendimento; a senha de acesso, cada um de nós encontrará, mais cedo ou mais tarde, em nós mesmos; por enquanto, utilizamos de forma totalmente aleatória; poucos, pouquíssimos animais humanos souberam/sabem que seus pensamentos, não eram/são tão seus e sim, captados da fonte; o nome dado a esse “acesso” aleatório, que melhor o define é, em meu entender ─ insight.

Saí desse período crepuscular com a nítida sensação de que as palavras estão cansadas de nós; com a sensação que elas só querem ser portadoras de assuntos diversos dos corriqueiros, dos banais, dos ligados ao status quo do Sistema, seja ele qual Sistema for, exceção feita ao Sistema Vida ─ Planeta Terra!

Maria-Estrela Lunar Amarela

Algum erro, por favor, nos informe.

 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Parte 3 do livro EgoCiência e SerCiência - Ensaios


Mais uma vez, vou precisar deixar ainda pendente, assunto proposto na publicação imediatamente anterior a esta.

Há uma boa razão para isso; duas participantes do face, pediram-me algumas palavras sobre o Livro EgoCiência e SerCiência ─ Ensaios, com enfoque principal em experiências pelas quais passei, antes da “captação” da 3ª Parte.

Assim, atendendo essas solicitações, trago as Explicações Preliminares da Parte 3, do referido livro; todo conteúdo virá em itálico.

 

Explicações Preliminares 

Tentei a edição do Ensaios sobre a Não-Matéria, pela 1ª vez em 1985. 

Tenho ainda comigo as cartas de recusa do original.

Curiosamente, e independente de qualquer outra consideração, o livro realmente não estava pronto, pois a 2ª parte do mesmo veio nos anos seguintes, e em nova tentativa de edição, novas recusas, novas cartas guardadas. 

É interessante como as coisas acontecem.

Quando da primeira tentativa de edição, frustrada, resolvi consultar o I Ching, com a seguinte pergunta: “I Ching, o que vossa sabedoria diz sobre meu livro Ensaios sobre a Não Matéria? (lembre-se que esse era o nome inicialmente dado ao atual EgoCiência e SerCiência).

O Hexagrama que veio como resposta foi o número 42. I/Aumento.

Depois da segunda tentativa, fiz nova consulta e por incrível que possa parecer aos mais céticos, o mesmo Hexagrama veio em resposta à mesma pergunta.

Certíssimo, pois em setembro de 1996, mais precisamente dia 21, de forma surpreendente e inesperada veio até mim a terceira parte, trazendo em sua sequência, algo extremamente importante. Esse algo foi o “Prioridade 1 ─ Objetivo Mundial”.

 Algumas pessoas aconselharam-me a desmembrar esse último ponto do restante do livro e tentar divulgá-lo através de diversos meios. Isso não seria justo, porque, para que o “Prioridade 1 - Objetivo Mundial” chegasse até mim, precisei, provavelmente, seguir a trajetória toda que está, digamos assim, resumida nas três partes do livro em questão. Mesmo assim, enviei o Prioridade 1 ─ Objetivo Mundial para alguns pontos, inclusive para Fritjof Capra, de quem recebi resposta, tecendo comentários.

Em termos de trajetória, foram mais de 26 anos (1970-1996), mas, o tempo de recepção da terceira parte, incluindo o “Prioridade 1 ─ Objetivo Mundial”, não demorou mais que o tempo de gravação de uma fita de 60 minutos.    

Portanto, como tenho certeza da existência de conexões de nível Não Matéria, para que tivesse condições de “captar”, da forma nítida como “captei” a terceira parte e sequência, precisei ser preparada durante todo esse tempo.

É importante que lhes conte ainda, de três situações que ocorreram comigo alguns meses antes da data de 21/09/1996, pois creio que elas estão, de alguma forma, profundamente relacionadas ao que será visto nesta parte três do livro, e sequência. Tentarei descrever de forma mais clara possível.

Uma dessas situações ocorria quando via luzes de cores diferenciadas, em diversas formações geométricas. Quando isso ocorria, em momentos de relaxamento, não podia prender a atenção nas formas, pois perdia a conexão tanto com elas

─ as formas ─, quanto com as luzes coloridas. Assim, deixava as coisas acontecerem, sem tentar “observar” nada com mais atenção e conseguindo assim “ver”, com nitidez, tanto as cores quanto as formações. Quando tudo acabava, conseguia lembrar de algumas delas ─ das formações ─, pois eram tantas, talvez até centenas, em questão de minutos.

Outra situação era vivenciada quando percebia, com absoluta nitidez, as duas partes do cérebro ─ o lado esquerdo e o direito ─, subitamente iluminados; tanto fazia se ficava de olhos abertos ou fechados; se era dia ou noite.  Eles permaneciam assim, iluminados, com cores que iam se alternando em tons de azul, amarelo-ouro, lilás e prateado; e via, literalmente via dentro da estrutura cerebral, os dois lóbulos iluminados. Este estado tinha duração maior que o anterior e a alternância das cores era mais lenta.

Finalmente, quando em estado de meditação, fechava os olhos, sentia como se minha cabeça inteira se fundisse a um espaço totalmente impossível de dimensionar. Nesse tempo em que assim permanecia, que podia ser horas, “perdia” a noção de constituição física normal

─ cabeça, tronco e membros; sentia apenas minha cabeça como que unificada, sendo ela e esse espaço a mesma coisa, e o mais importante é que um pequenino ponto de luz me acompanhava o tempo todo ou, eu o perseguia o tempo todo.

Foi num desses momentos que veio até mim esta terceira parte do livro e o “Prioridade 1 ─ Objetivo Mundial” que estão devidamente registrados em fita gravada, pois antes que isso ocorresse, “senti” que deveria acionar meu velho e barulhento gravador mas, grande amigo e companheiro.

Em sequência virá, de forma literal, o que foi “captado” ou “recebido”, por mim; assim tudo virá em itálico, diferenciando do restante do livro.  

Lembre, caro leitor, que falamos que a Parte 1 deste livro veio, quase em sua totalidade, em situações tipo insight. A segunda, também comentamos, foi mais racional e logicamente desenvolvida. Esta terceira parte veio em situação totalmente diferenciada. 

Durante os quase 60 minutos de gravação da fita K7, “estive” em meio caminho entre o que se costuma chamar de estado consciente e estado inconsciente. Esta é a única forma encontrada para tentar definir o estado em que permaneci, durante a “captação” de tudo que veremos, a seguir.

Essas explicações dadas a você têm razão de ser pelo profundo respeito que tenho por aquilo que escrevo e, principalmente, por respeito a você, leitor, pois afinal: “IN LAKE`CH ─ Eu sou um outro você” ─ Extraído do Livro Fator Maia, de José Argüelles - Editora Cultrix

 

Maria-Estrela Lunar Amarela

Livros disponibilizados para download

 


 


 


 

sábado, 27 de dezembro de 2014

ESPAÇO 11 - MENTE


Enquanto ainda curto o período de Crepúsculo do Pensar, resolvi postar o ESPAÇO  11 ─   MENTE, do livro EgoCiência e SerCiência ─ Em busca de conexões quânticas que disponibilizei para download.

Em breve, conversaremos sobre esse período acima citado; entretanto, é importante dizer, neste, que há uma grande diferença entre Crepúsculo do Pensar, acima mencionado, e o título do livro de Cioran ─ Crepúsculo do Pensamento.  

 

Mente, uma palavra tão pequena e tão controversa.

Facilmente se verifica essa controvérsia em relação à mente, principalmente quando procuramos um dicionário para saber seu significado. Então encontramos, com variações, é claro, o seguinte: 1. Faculdade psíquica, que é a sede dos fenômenos da consciência, da memória, do raciocínio e da vontade de uma pessoa; inteligência, razão, intelecto.  2. Capacidade criativa; imaginação, criatividade, inventividade. 3. Parte imaterial do ser humano; alma, espírito, sentimento.  (conforme Dicionário da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras).

Vamos um pouco mais adiante e ver qual o significado de faculdade e capacidade, em relação ao acima, utilizando o mesmo dicionário supra citado.

faculdade 1. Capacidade inata ou adquirida.  2. Aptidão intelectual ou física. 3. Propriedade das substâncias.

capacidade 1. Qualidade de capaz; competência.

capaz 1. Que tem capacidade (de conter, abrigar em si mesmo, receber). 2. Que tem competência, apto, hábil. 3. Que tem possibilidade. 

Voltaremos a essas definições em momento oportuno.

Caso o leitor queira lembrar melhor o que foi dito sobre Mente e Consciência, pode buscar pelo Espaço 7 da 4ª parte do livro 1; lá poderão ser vistos aspectos científicos relacionados aos conceitos atrelados à Mente e à Consciência.

Desse Espaço citado, traremos o seguinte ponto:

............ “É COM ESSA PROFUNDA LIMITAÇÃO QUE TRABALHAMOS PARA TRAZER ATÉ A MENTE HUMANA UMA PERSPECTIVA DO QUE SEJA A REALIDADE UNIVERSAL.”

Só lembrando o leitor, dissemos, logo após citação do acima, que partes como essa, transcritas por mim em maiúsculo e negrito, foram partes altamente marcantes, diferenciadas pelo tom de voz, do todo gravado em fita, 

Vamos tentar ver melhor, 3 pontos, dessa citação, que considero importantes:  1. Profunda limitação; 2. Que trabalhamos; 3. Para trazer até a Mente Humana.

Comecemos pelo número 3 Para trazer até a Mente Humana.

Percebe-se a especificação de  Mente Humana  e assim podemos deduzir,  com extrema facilidade, que outros tipos de Mente existem, sendo a humana, uma delas, todas derivantes da MENTE da ENERGIA.

Temos como praticamente  nos assegurar, dessa realidade, através de várias linhas de pensamento. Uma delas, a Filosofia Hermética, tem como 1º  de seus Sete Princípios, expostos no livro O CAIBALION ─  O Princípio de Mentalismo, assegurando que “ O TODO é MENTE; o Universo é Mental.”

No campo científico temos, por exemplo, o pensamento do grande físico alemão Max Planck, que diz; “Toda matéria surge e existe apenas em virtude de uma força que leva as partículas de um átomo a vibrar e manter coeso esse diminuto sistema solar que é o átomo (...). Temos de aceitar a existência de uma mente consciente e inteligente por trás dessa força. Essa mente é a matriz de toda a matéria.” (negritos da autora)

Vamos citar aqui, mais um trecho do mesmo parágrafo, em  questão: “Ao “captar” uma parcela da realidade da ENERGIA, “vi” que Ela É PENSAMENTO, INTELIGÊNCIA E LINGUAGEM. Dessa forma, claro está que Ela É MENTE, no contexto mais amplo possível, da palavra, e mais, muito mais além do que uma simples palavra pode expressar e além, muito além de nosso entendimento. Essa MENTE, em maiúsculo, é, para mim, Composto Absoluto da ENERGIA PENSAMENTO, INTELIGÊNCIA E LINGUAGEM. Assim sendo, todos os entes e seres quânticos, do Universo e ele próprio , são Mentais.”

Penso que cada ente quântico, cada ser quântico, cada composto quântico, em qualquer “ponto” do Universo, pensa em consonância com seu próprio meio; cada ente quântico, cada ser quântico, cada composto quântico é inteligente naquilo que a ele compete realizar e em acordo com o meio onde essa realização será determinada e determinante, em cada momento da existência. Ainda, cada ente quântico, cada ser quântico, cada composto quântico tem sua linguagem especificada para seu meio de atuação e,  por aquilo que deve ser realizado, “individual” ou “coletivamente”, tudo em conformidade com o PENSAMENTO, INTELIGÊNCIA E LINGUAGEM da ENERGIA, em conformidade, portanto,  com a MENTE da ENERGIA.

Aqui, no Planeta Terra, que é um Ser do Universo, a linguagem que permeia todos os seres da Natureza é, creio e tenho certeza, a Telepática e assim deveria ser ou, talvez já tenha sido com a linguagem do humano, da espécie humana; são poucos e raros os humanos que tiveram ou têm essa linguagem como mais uma possibilidade de expressão do pensamento, conscientemente “infusa” .

Muitas correntes consideram que a comunicação telepática, poderá ser a próxima etapa evolutiva humana, pois ela estaria latente em cada um de nós, pronta para “despertar” ou melhor, re-despertar. Acredito muito nessa possibilidade; muitos de nós têm testemunhado, vez ou outra, essa incrível e maravilhosa forma de comunicação. Há afirmações de que ela “despertará” assim que a Noosfera atingir seu clímax, pois a humanidade deverá ser preparada para isso, mesmo que possamos considerar  como algo praticamente impossível, pela densidade de cada  humano, pela “concretude” de cada um de nós.

Essa “concretude” do ser humano, entretanto, pode estar sendo “abalada”, quem sabe,  pela virtualidade quase que “vivida” por  milhões e milhões de pessoas conectadas a Internet e tudo mais que nos conecta ao que é chamado de “realidade virtual”. O efeito disso pode ser extremamente favorável ao surgimento de novas sinapses conexões entre neurônios ou, o “despertar” de neurônios que estariam, digamos assim, “estocados”, isto em acordo com que a ciência já definiu como possível, ou seja, não criamos novos neurônios, mas sim, temos condições de trazer para a ativa, neurônios “adormecidos”.  Para maiores informações sobre, ver o livro de Sharon Begley Treine a mente, mude o cérebro, enfocado por nós, no livro 1. 

O pouco que vimos, já nos permite deduzir que a dificuldade sentida para mim, por entes ou seres quânticos , para trazer até a mente humana, uma perspectiva do que seja o que foi definido, naquela “captação”, como a realidade universal, é principalmente, penso eu, a densidade do campo terrestre e do próprio  humano. Além disso, nós humanos estamos atolados e nos atolando cada vez mais com milhares e milhares de pequenos pensamentos resultantes, a maioria deles, da postura do Ego frente aos desafios materiais, mais acentuados do que os de qualquer outra época, com certeza. Com isso, nossa ressonância às ondas informativas da ENERGIA, fica debilitada e ficamos mais suscetíveis aos mais diversos tipos de ondas que circulam “restritas” ao próprio campo planetário da Terra, ondas essas, emitidas pelos mais diversos tipos de tecnologias terrenas.

Só fazendo uma pequena e fraca analogia, creio que estamos com nosso hardware necessitando de upgrade, pois estamos sintonizando em AM, que nos traz inúmeras interferências, dessas milhares de ondas circulantes. Caso consigamos atualizá-lo para FM, por exemplo, melhoraremos a recepção e captaremos, com mais clareza. Caso não aconteça modificação natural, nesse hardware, podemos lançar mão de softwares que nós mesmos podemos desenvolver, basta assim o desejar.

Como asseverou dom Juan, para Castaneda, no livro Porta para o Infinito “Modificar a nossa concepção do mundo é ponto crucial...”.  E ainda, em referência a como alcançar essa modificação, dom Juan diz: “Parar o diálogo interno é o único meio de conseguir isso. O resto é só enchimento”. Talvez nessas palavras de dom Juan esteja implícita a forma de tentarmos fazer o que foi exposto, no parágrafo acima; o que você acha?

Creio que podemos dizer que parar o diálogo interno, seria o mesmo que “descongestionar” nossa estrutura receptora/transmissora. Acontecendo isso, e agora afirmo por experiência própria, novos e variados campos de percepção começam a ser sentidos e o Ego, daí em diante, passa a ser um aliado na captação de ─ realidades  diferenciadas ─  permitindo que a EgoCiência engendre todo trabalho sequencial, nesse sentido, até atingirmos a SerCiência.

Vamos passar ao outro ponto que salientamos, seria comentado. 

1. Profunda limitação.  A  profunda limitação estaria   como pode ser deduzido em  P.16 da 4ª Parte do livro 1 ,  atrelada  a estrutura lógica do pensamento humano.

O leitor deve estar lembrado que por várias vezes frisei, no livro anterior, da intensidade com que sempre convivi com o racional e o lógico, tal qual os conhecemos. Eles eram, praticamente dominantes, em “minha” estrutura. Precisei passar por inúmeras experiências diferenciadas para concluir que a lógica dominante no humano, é um impedimento à compreensão de outros níveis de realidade.  Evidentemente que o raciocínio lógico continuou a existir, mas incorporou uma vasta gama de possibilidades amplitude que o raciocínio lógico, comum, não tem possibilidade de alcançar.

Essa lógica, atrelada ao racional humano, definiu as bases para o endeusamento do material em detrimento a qualquer outra proposição diferenciada. O pensamento humano, tido como racional e lógico, fomentou a validade apenas do que pode ser devidamente testado, comprovado.

Conforme comenta Fritjof Capra um visionário extremamente lúcido em seu excelente livro Ponto de Mutação, “A ênfase dada ao pensamento racional em nossa cultura está sintetizada no célebre enunciado de Descartes, “Cogito, ergo sum” “Penso, logo existo” , o que encorajou eficazmente os indivíduos ocidentais a equiparem sua identidade com sua mente racional e não com seu organismo total.”

Só para aprofundar um pouco, René Descartes nasceu em 1596, portanto final do século XVI d.C.  Seus pensamentos, que mostram uma grande profundidade, foram expostos, por ele, no século seguinte (século XVII) mas, foi a partir do século  XVIII  que a ciência, principalmente, adotou  por completo o que foi chamado de Método Cartesiano, afastando de qualquer investigação científica, tudo que não se encaixasse como passível de comprovação, via experimentos científicos. Além disso, a profunda cisão, a profunda divisão entre corpo e mente, embutidas nesse método, “alavancou”   o sucesso devastador do pensamento materialista que impregnou e impregna, até hoje, os ocidentais, principalmente. 

Voltando, creio que todo um contexto extremamente vasto, “danificou” estruturalmente, o ser humano, em sua condição “infusa” de conexão superior com seu meio ambiente imediato que é o Planeta Terra e o próprio Universo, pois este nos permeia; estamos envoltos por ele, vivemos nele, e sua “presença” em nós é, em meu entender, a SENSAÇÃO mais maravilhosa que um humano pode vivenciar.

O último ponto a ser considerado é o  2. Que trabalhamos.

Vamos trazer, novamente, a citação da qual foram extraídos os três pontos.

............... “É COM ESSA PROFUNDA LIMITAÇÃO QUE TRABALHAMOS PARA TRAZER ATÉ A MENTE HUMANA UMA PERSPECTIVA DO QUE SEJA A REALIDADE UNIVERSAL.”  

Quem trabalha?  

Talvez “eu” possa ter alguma noção sobre os que tentam executar essa “missão”; mas  prefiro manter apenas em meu íntimo a possível resposta a essa indagação. Não sinto, ainda, a segurança que só o conhecimento “infuso” através da Consciência conhecer com SENSAÇÃO/PERCEPÇÃO, conforme dissemos pode realmente dar. Como isso ainda não aconteceu, não especulo a respeito como não o fiz em tudo que diz respeito ao que foi transcrito na 3ª parte do 1º volume.   

Creio que poderíamos encerrar este Espaço Mente, com uma frase de Paramahansa Yogananda, místico indiano que trouxe ao Ocidente, muito da sabedoria indiana.

"Nenhuma língua humana pode narrar a alegria que espera ser descoberta no silêncio que está por de trás da mente" (negrito da autora)

Maria-Estrela Lunar Amarela

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O TERMO - HOMEM.


Remexendo velhos escritos, tão antigos que as folhas já amarelaram, encontrei um texto que, em seu início, fazia menção ao que considerei, há muito tempo, ter sido uma das razões do composto mental humano masculino e feminino ter tido um histórico tão desfavorável às mulheres e também, aos homens.

Para facilitar o desenvolvimento deste, fui atrás de concepções do termo ─ homem.

O termo
homem tem várias acepções. Pode ser usado para fazer referência aos hominídeos, a qualquer pessoa da espécie humana que seja do sexo masculino ou, num âmbito histórico, aos humanos em geral, sem distinção de género. Na sua acepção habitual, a palavra homem identifica as pessoas que pertencem ao género masculino, isto é, refere-se biologicamente ao macho humano.

Desde  muito jovem, ao ler vários filósofos, sempre estranhei o uso maciço, por eles, do termo homem para designar a espécie humana; não lembro de algum que tenha questionado quais seriam as implicações, para o contexto humano, da estreita ligação entre esse termo e a possível concretude, dele, dentro do universo mental/psiquico da mulher, principalmente;  é evidente que eles, esses filósofos que percorri na adolescência, não são culpados pelo uso intensivo do termo homem, como designante da espécie humana; isso vem de longevos milênios; nas palavras bíblicas, por exemplo, consta que  Deus criou o homem à sua imagem e semelhança ─ não sei se a crase sempre existiu ou foi adicionada para aliviar possíveis comentários mais ásperos.

O que esperava, deles, filósofos/intelectuais, era justamente alguma análise mais profunda, sobre.

Historicamente, o termo homem esteve presente em quase toda literatura, seja ela de que nível for, como designante da espécie humana; o termo ─ mulher, referenciado apenas em condições que diziam respeito exclusivamente ao universo feminino.

Falando de forma bem simples, creio que a introjeção do termo homem, no universo mental do animal humano – macho, fez com que o patriarcado bíblico, principalmente,  resultasse no machismo até hoje socialmente existente; por outro lado, a introjeção desse termo, no universo mental do animal humano – fêmea, durante séculos e séculos fê-la submissa sem que ela avaliasse quais eram, em realidade, as razões dessa submissão quase que intrínseca.

O termo introjeção, utilizado no parágrafo acima refere-se, principalmente, ao processo de influência em uma pessoa ─ ou várias, como na presente questão ─ de valores e ideias de outros.

Foi exatamente o citado acima que aconteceu no universo mental do animal humano e, os malefícios causados ainda vigoram em pleno Século XXI, tanto para os homens quanto para as mulheres sem que sejam feitas avaliações profundas; ainda não encontrei estudos específicos, sobre; mas espero que existam.

O uso das palavras, desde a época dos chamados ─ Homens de Conhecimento ─,  bem como da linguagem como ferramentas importantíssimas ao se trabalhar com o mental humano, hoje tem maior representação/conhecimento, na PNL; algumas técnicas, dessa Programação, associadas principalmente à hipnose, tenta alcançar o efeito ─ entre outros ─ de descobrir e eliminar introjeções negativas; infelizmente, também servem para destruir introjeções positivas, favoráveis ao equilíbrio do animal humano, e introjetar outras, totalmente inversas; observe-se, por exemplo, o universo de propagandas em que somos praticamente induzidos ao consumismo por mentes que dominam técnicas de “aliciamento de massas”, técnica essa tão utilizada, também, pelas mídias capitalistas/neoliberais, religiões, seitas, etc.

É evidente que não há como saber se a utilização da palavra homem, como designante da espécie humana, foi intencional ou não; entretanto, creio que podemos aventar a hipótese de ter sido essa a causa maior, de homens e mulheres não terem conseguido um Acordo de Paz mais interior, mais verdadeiramente sensível, a ambos; arrisco a dizer, neste parágrafo, que o animal humano ─ macho ─ foi afetado de forma negativa muito mais do que as fêmeas, por incrível que isso possa parecer; inúmeros desiquilíbrios psíquicos masculinos podem ter consequência na máxima cobrança feita sobre os homens bem como pela  insuflação desmedida de importância do macho; a eles, sempre foi vetado sentimentos que não fossem os de competitividade e superioridade; o potencial de doação espontânea foi “circuncizado" no macho da espécie humana.

É claro que nem todas as mulheres e, nem todos os homens foram alcançados por essa “lavagem cerebral”; mas foram pouquíssimos, creio eu.

É possível constatar o acima, em função de alguns fatos entre eles ─ e talvez, o mais significativo, até hoje ─ o surgimento da cultura hippie nos anos 60; o Festival de Woodstock em agosto de 1969 foi a semente que lançou ideias totalmente diferentes das conhecidas, apregoadas e disseminadas pelo ─ status quo; alguns jovens, da época, incorporaram os ideais de uma sociedade livre, com pessoas livres de amarras religiosas, políticas, econômicas, sociais enfim, doutrinações, fossem elas quais fossem, que viam no elemento humano, um material a ser moldado para funcionamento perfeito, do Sistema.

Uma pequena observação:  para quem tem alguma ligação, como eu, com o Calendário Maia, é interessantíssimo observar que o 1º dia de Woodstock ─ portanto o nascimento do Festival ─ em 15 de agosto de 1969 foi, nesse calendário, um Kin Semente Planetária Amarela ─ Kin 244.

Voltando, como este é apenas um simples texto de blog, não vamos avançar mais; como disse parágrafos acima, este assunto merece análises e textos muito mais abrangentes e de pessoas qualificadas, para tal.

Não sei bem a razão mas, lembrei de um comentário feito durante uma entrevista de Leonardo Boff ─ “nós éramos proibidos de olhar diretamente nos olhos de qualquer mulher; isso era perigoso, nos diziam”, falando sobre o tempo de estudos preparatórios para o sacerdócio.

O que foi  comentado, no parágrafo acima,  pode abrir uma ampla janela mostrando como inúmeras ideologias e atitudes religiosas, principalmente, fomentaram caos nas relações humanas e talvez, após exaustivas pesquisas e análises,  possa se  chegar até a conclusão de que foi intencional designar a espécie humana pelo signo ─ Homem, pois desde tempos remotos, a mulher foi considerada perigosa e deveria ser anulada, como força mental/espiritual; nada melhor para isso que relegá-la, exclusivamente,  ao “ostracismo” da principal função que lhe foi atribuída/imposta.

Maria-Estrela Lunar Amarela

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EgoCiência e SerCiência – Ensaios

 EgoCiência e SerCiência ─ Em busca de conexões quânticas

 EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas

 

 

 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Atualização de Frequências


 

Ultimamente, andam acontecendo certas situações em minha vida, que ainda não consegui definir a razão; dois meses atrás, sem nenhum motivo aparente, minhas plaquetas e glóbulos brancos ficaram muito abaixo do mínimo aceito.

Nesse mesmo período, senti como se tivesse ficado fora do ar ─ em off ─ durante 3 dias.

Claro que fiz, por desencargo de consciência perante amigos, uma série de exames; tudo ok e tudo voltou ao normal, em poucos dias.

Desses 3 dias em off, resultou uma sensação de incógnita em relação ao que penso, ao que faço acompanhada de profunda necessidade de reavaliação existencial/pessoal; apesar disso não ser inédito pois no mínimo outras 3 vezes, senti a mesma sensação, nesta há uma certa diferença ─ os questionamentos são mais abrangentes, bem mais claros e, acompanhados de certos insights.

O post imediatamente anterior a este, traz a estória do beija-flor e da radical mudança de trajeto, em pleno desenvolvimento de texto; um insight, seguido de alteração de propósito.

Ontem, aconteceu mais um fato curioso.

Durante a semana inteira tentava atualizar o blog; sabia o que queria abordar; fiz várias tentativas; nenhuma agradou.

Então ontem, sai de meu espaço de trabalho para ir ao jardim e, passando pela sala, vi minha amiga assistindo um filme; dei uma paradinha para ver que filme era justamente no momento em que uma personagem dizia para outra: ninguém se interessa pelo que você pensa.

Pronto!

Isso foi o que bastou para entrar em profundas reflexões!

Será que alguém se interessa, realmente, pelo que penso e transmito?

Até onde, coisas que tento expressar, podem despertar em quem lê, questionamentos, dúvidas pois esses são, em realidade, os objetivos maiores ao escrever?

Lembrei então de uma postagem que fiz, com o título ─ Escrever é um ato de ousadia; resolvi disponibilizá-la, ao final deste, pois ali exponho a possível razão desse ato de ousadia me acompanhar, desde pequena.

Voltando, uma das resultantes desse 2º insight é a decisão de tentar evitar, ao máximo, abordagens frequentes do que penso ser os problemas do Brasil; há dezenas de blogs excelentes que o fazem, zilhões de vezes melhor que eu; outra, é tentar definir, dentre vários níveis de interesses meus, os que realmente posso trabalhar em textos que venham representar utilidade, aos que possam vir a ter contato com este blog.

Mesmo considerando hoje ─ muito mais do que em tempos passados ─, que as palavras estão demasiadamente gastas, em sua essência maior e, que milhares e milhares de pessoas, hoje ─ muito mais do que tempos passados ─ exercitam suas habilidades literárias, justamente pela disponibilidade de blogs, do face, etc., mesmo considerando tudo isso, repito, ainda me sinto inclinada a continuar conversando com algumas pessoas que possam acessar este blog e o faço, sem maiores pretensões além do objetivo sincero de que algo possa ser extraído, pelo leitor ─ em meio simplicidade da exposição ─ em favor de seu Ser.

Como acredito que nada é por acaso, prefiro considerar esses fatos, essas ocorrências como oportunidades de ─ ATUALIZAÇÃO DE FREQUÊNCIAS.

Maria-Estrela Lunar Amarela

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