segunda-feira, 26 de maio de 2014

HEURECA, HEURECA,HEURECA!!!!!!!!!!!!!!



Preciso, urgentemente, falar sobre uma descoberta incrível que fiz domingo, ao assistir programa de “debate” em canal fechado de uma mídia capitalista/neoliberal que, como já comentei, faço-o por exclusivo dever de cidadania.
Foi Sensacional!

O curioso é que a semana passada busquei pesquisar/analisar, seriamente, a razão do País ter sido dominado por uma onda de pessimismo/revolta/descrença justamente para tecer comentários em post, do blog.
Para mim, é claro, questões eleitoreiras trabalhadas, insistentemente, pela mídia capitalista/neoliberal sob o disfarce de que o Brasil está mal, seria uma das razões; entretanto, só esse motivo ainda não fechava, não respondia a minha pergunta: O que, exatamente, o povo brasileiro, não aguenta mais?

Ontem, assistindo ao programa acima referenciado, uma visão contundente tomou conta de mim:

 O SISTEMA MIDIÁTICO CAPITALISTA/NEOLIBERAL É UM SISTEMA CARCERÁRIO, PRISIONAL DE SEGURANÇA MÁXIMA!

Todos, sem exceção, que trabalham nesse Sistema Carcerário, são presos que, ao adentrarem de livre e espontânea vontade, nele, assinam contratos que devem conter cláusulas referentes às benesses concedidas mas também, cláusulas que os privam de várias coisas, entre elas, a abdicação TOTAL AO ─ LIVRE PENSAR!       
Nós, que somos considerados peões do Sistema Capitalista/Neoliberal, somos muito mais livres, que eles!       

Veio, então, a certeza do terrível temor dos prisioneiros quando imaginam que, de repente, os peões possam começar a pensar diferentemente do que eles tentam propor, assiduamente; o temor dobra, exponencialmente, quando pensam em algum sistema de governo que incentive o livre pensar; que conclame os indivíduos da sociedade em questão a participar, ativamente, dos destinos do País, seja ele qual for; temem algum sistema que informe, aos peões, que eles são livres e que eles, os incansáveis trabalhadores desse Sistema Carcerário, são os verdadeiros prisioneiros do Sistema Capitalista/Neoliberal.

ISSO INVERTERIA, EM GRANDE PARTE, A ORDEM ESTABELECIDA PELO STATUS QUO ─ DO SISTEMA CAPITALISTA/NEOLIBERAL ─ DE DOMÍNIO DAS MASSAS!     

Eles, os prisioneiros, temem uma série imensa de coisas, além das acima expostas.

Temem, por exemplo, governos com tendências socialistas; temem governos que queiram minorar situações de pobreza e miséria; temem governos com inclinações nacionalistas ou seja, governos que dentro do possível, resguardem interesses nacionais de seus países; temem toda e qualquer pessoa que pense, livremente e, que exponha, de alguma forma, seus pensamentos.

Não vemos, em nenhum sistema midiático, menção a pensadores do calibre de um Noam Chomsky; os que recebem, dele, algumas benesses são livres pensadores que não sejam engajados social/politicamente; são os que Sartre denominou de “intelectuais tradicionais”, o que confessou ter sido, até a época da Guerra do Vietnã.

Como esse Sistema Carcerário tem ampla influência nas questões políticas, o lobby dele, nos Parlamentos, impede até mesmo a modernização do sistema educacional pois atualizar currículos escolares seria algo bastante temerário, sob a ótica dele.

Vou dar um exemplo, do que coloquei no parágrafo acima.

Em 1986, após ler o livro de Fritjof Capra ─ O Ponto de Mutação, considerei oportuno enviar sugestão de que esse livro fosse adotado para pesquisa/debate nas escolas públicas e universidades do País, adaptando-se sua linguagem ao universo diferenciado das regiões brasileiras, em relação às escolas públicas; tremenda UTOPIA, muito mais por se pensar que estávamos sob regime ditatorial!

Não terminei, ainda, a leitura mais recente ─ O futuro Chegou de Domenico de Masi; mesmo assim, creio que seria outro livro importantíssimo a ser adotado para pesquisa/análise em escolas públicas, preferencialmente, com o intuito de conhecimento/entendimento de diversos sistemas sociais ─ Modelos, como ele define. Interessante observar que o capítulo XV que encerra sua extensa e maravilhosa análise, é o próprio título, acrescido de ─ O modelo brasileiro.

Como gostaria de ser chargista e criar charges em revistas, jornais e telas de televisão com grades emoldurando as respectivas manchetes e os prisioneiros, em suas apresentações diárias, na tv.

Como é bom ver os encarcerados tremendo de medo por situações que lhes sejam indesejáveis; agora, além da palidez de suas caras; da opacidade, de seus olhos; do sorriso desdenhoso; do enquadramento ao estritamente formal, posso ver e sentir o quanto eles nos temem pois sabem, perfeitamente, que não precisamos usar de nenhuma violência para que muros e grades de seu Sistema Carcerário aparentemente, tão sólidos, se desmanchem, no ar (lembrando Marx); eles não saberiam o que fazer quando postos lado a lado dos peões.

O artigo para o blog que foi repentinamente substituído, por este, vai sair mas terá acréscimos importantes em função dessa Maravilhosa Descoberta relatada, neste.

Observação: qualquer impropriedade gramatical, me perdoem; pela euforia da descoberta não estou conseguindo fazer a correção com a devida atenção.

Maria-Estrela Lunar Amarela

qualquer erro, por favor, nos informe.

 

                                 

 

 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

"Surto" Filosófico



Creio ser mais que normal, que vez ou outra tenhamos “surtos” filosóficos; pena que são passageiros e não damos a devida atenção.

Aconteceu comigo, esses dias, ao reler Meditações Metafísicas, de René Descartes, livro que li há muito tempo atrás e algo, nessa releitura, chamou minha atenção.

Percebi, com nitidez, o próprio método cartesiano incrustrado, nelas.

No livro o Ponto de Mutação, Fritjof Capra narra que quando Descartes estava com 23 anos, após concentração profunda em análise de tudo que até então tinha conhecimento, percebeu, num súbito lampejo de intuição, os alicerces de uma ciência maravilhosa que prometia a unificação de todo saber. Em noite posterior a isso, Descartes teve um sonho; após este, Descartes teve certeza de que Deus lhe apontava uma missão e dedicou-se à construção de uma nova filosofia científica.

A extensão tomada pelo trabalho de elaborar o que o lampejo havia despertado ─ e o sonho, “confirmado”, foi a total submissão do campo científico ao que foi teorizado, então, por Descartes; o método analítico de raciocínio é provavelmente a maior contribuição de Descartes à ciência; mas, é interessante observar, o quanto Descartes considerava inequívoco, o que era “intuído”; para Descartes, a intuição tinha papel praticamente fundamental, para o conhecimento da verdade.

Houve um ganho extraordinário, do campo científico, com a adoção/aplicação do método cartesiano; a resultante, entretanto, da cisão cartesiana entre mente e corpo, foi profundamente letal ao próprio pensamento humano científico atingindo, por tabela, as áreas humanísticas.

Mas, por incrível que possa parecer, Descartes foi, essencialmente, um filósofo e trabalhava, magistralmente, com a metafísica a qual foi/é sistematicamente anulada, desprezada pela ciência, principalmente a Física pois a metafísica busca questões que vão além do prático, do que é possível testar, mensurar.

Uma obra literária de Aristóteles, composta de 14 volumes, recebeu do compilador de nome Andrônico de Rodes – século I a.C -,  o título de Metafísica pois o mesmo percebeu que os 8 primeiros volumes tratavam de física, enquanto os 6 restantes, consideravam coisas que iam além da física; por essa razão a obra recebeu o título citado. A obra, originariamente abordava filosofia geral.

Em tempos recentes, alguns físicos de renome voltaram-se à metafísica isto porque, a Física Quântica prevê/propõe muito mais do que simples mensurações práticas; ela está forçando a ciência, de forma geral, a buscar auxílio no campo metafísico para entender/aprofundar/corroborar certos pressupostos, dela.

Do livro que inspirou-me esse “surto” filosófico, cito apenas um parágrafo da Meditação Quinta pois considero que ele traz, em si, vislumbres da Física Quântica, conforme abordado nos Livros EgoCiência e SerCiência, disponibilizados para download.

[4] E não só concebo essas coisas com distinção quando as considero em geral, mas também por pouco que lhes aplique minha atenção, concebo uma infinidade de particularidades relativas aos números, às figuras geométricas, aos movimentos e outras coisas semelhantes, cuja verdade se faz aparecer com tanta evidência e concorda tão bem com minha natureza que, quando começo a descobri-las, não me parece que aprenda nada de novo, mas, ao contrário, que me lembro do que já sabia anteriormente, ou seja, de que percebo coisas que já estavam em meu espírito, embora ainda não tivesse voltado meus pensamentos para elas. (negritos meus)

Você deve estar se perguntado e, com razão ─ “mas onde está, afinal, seu surto filosófico, dentro desse contexto exposto, até agora?

Boa pergunta!

Falamos, até agora, um pouco sobre Descartes, seu método mas também, sobre sua essência filosófica; isso pode parecer um paradoxo, se observarmos/analisarmos essa questão até mesmo em função da lógica cartesiana.

Mas, as coisas não são assim, tão abruptamente diferenciadas e os caminhos do pensar são quase, infinitos.

Abaixo, então, o que denominei de “surto” filosófi.

Pensamentos dispersos no éter desconhecido encontram-se, naturalmente, com a metafísica, justamente por vagarem nesse “éter” desconhecido que, a priori, me parece ser, o próprio campo da metafísica.
Quando esses pensamentos dispersos, vagantes pelo éter desconhecido, conseguem aninhar-se no campo material do raciocínio lógico, inserem nele uma lógica diferencial, transcendente que irá procurar pela resultante metafísica, desse vagar do pensamento, no próprio campo racional/lógico/científico.

Então, o GRANDE ENCONTRO, pode acontecer!

O inverso também pode acontecer, subvertendo a ordem anteriormente disposta ou seja, um pensamento determinado como estritamente racional poderá, em sua sequência analítica, alcançar o éter metafísico e, após seu “retorno” ao campo lógico/racional/científico, terá sido ampliado através de uma lógica transcendente que irá procurar a resultante desse vagar metafísico, no próprio campo de onde se “originou”.

Então, o GRANDE ENCONTRO, também pode acontecer!

 
Maria-Estrela Lunar Amarela

algum erro detectado, por favor nos informe.

 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Sobre partidos políticos brasileiros e eleições




Com a proximidade de mais um período eleitoral, fico me perguntando quais são os critérios, de cada eleitor, para eleger este ou aquele candidato, para qual cargo for.

Substituindo a palavra critérios pela palavra ─ razões, talvez fique mais fácil ter uma panorâmica mais geral, sobre; é o que veremos, mais abaixo.

Somos uma sociedade ainda em aprendizado eleitoral; contando a partir de 1950 até 2010.tivemos apenas 9(nove) eleições diretas, para presidente, pois de 1964 até 1985, as eleições eram indiretas; vivíamos a época da Ditadura.

As pessoas que nasceram em 1985, por exemplo, exerceram seu poder de voto já, 3  vezes (não considerando 2º turno);  em contrapartida, pessoas de minha faixa etária (70 anos) só votaram 6 vezes, para presidência; meu primeiro voto foi em 1989 pois nas eleições de 1960, ainda estava com 16 anos e impedida, pela idade, de votar.

As razões mais conhecidas da maioria de nós, que leva uma pessoa a votar, é a famosa indicação da família, de amigos, simpatia pessoal etc.; para não votar, temos a opinião midiática, que conta muito, infelizmente, já que suas preferências serão as ditadas pelo Sistema, pelo status quo capitalista/neoliberal e isto, de forma mais acirrada em eleições presidenciais.

Não tenho ideia de quantos votam por opção partidária e destes, quantos pesquisam para saber o que, exatamente, compõe a sigla partidária e seus fundamentos principais. Por exemplo, o PMDB ─ Partido do Movimento Democrático Brasileiro, antigo MDB do tempo da Ditadura em que era partido contrário a ARENA este, aliado ao governo militar ─, aponta como fundamentos o sincretismo político, centrismo e o fisiologismo; vamos esmiuçar cada designação, para entendermos melhor.

Sincretismo político, nada mais é do que uma “acomodação” de ideologias aparentemente opostas;

centrismo, como a própria palavra informa, é meio que ficar em cima do muro; nem tanto ao mar, nem tanto a terra, dito de forma bem popular;

fisiologismo, esse termo identifica relação de poder político em que ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores; encontramos nos 32 (TRINTA E DOIS) partidos registrados no TSE, 8 com esse mesmo “perfil” – fisiologismo.

Salientei o número de partidos existentes por considerar isso, um verdadeiro Absurdo, apesar de sabermos, muito bem, a razão para tal.

Creio que essa questão terá que entrar, um dia, no que se espera da Reforma Política que até agora, está só na promessa; no meu entender, 5 partidos estaria de bom tamanho para acomodar ideologias; mas, se chegarmos a apenas 10 será um grande ganho, pois ainda existem uns tantos esperando pela aprovação do TSE!

Quem vota em um partido que se diz ─ fisiologista, sabe muito bem o que esperar, dele; entretanto, pelo menos são sinceros pois dizem o que fazem, justamente por terem certeza, que a grande maioria de eleitores, sequer vai procurar saber o que isso significa; além do mais, o fisiologismo parece ser quase dominante na classe política, como um todo, infelizmente.

Vejamos um outro exemplo sobre as características partidárias ─ o DEM ─ Democratas:

Centro direita; conservadorismo liberal; liberalismo econômico; neoliberalismo; democracia cristã

As duas características que coloquei em negrito, determinam sua profunda ligação com o status quo neoliberal além de que, a democracia cristã combate o Estado forte; nesse caso específico observasse, com exatidão, os rumos econômicos pregados pelo partido;  assim, é preciso, sob meu entendimento, prestar atenção ao anseio de votar em tal; infelizmente os mais jovens não sabem o que representou e ainda representa ─ pois não nos livramos, totalmente deles ─ governos de cunho determinantemente neoliberais. Creio que teríamos que nos interessar mais em saber das mazelas múltiplas que o neoliberalismo causou em quase todos os países, do mundo.

A panorâmica brasileira em relação à bandeira ideológica principal, de cada partido é assim composta:  partidos de esquerda, 7; os de centro-esquerda, 8; direita, 1; centro-direita. 3; centrista, 13.

Mas, em termos de condição do exercício do voto, o que vimos acima é apenas uma pequena parte do todo a ser analisado por quem quer dar um sentido responsável, a seu voto, seja em que esfera a eleição for realizada ─ municipal, estadual, federal e, para que cargo for ─ vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governador, deputados federais, senadores, presidente.

Particularmente, como não tenho opção partidária e sim, ideológica ─ e esta é de esquerda ─, sempre votei, também, com base em minha intuição; ver/ouvir candidatos faz-me perceber na forma de olhar, nos gestos, no tom de voz, nas palavras o que há, realmente, de mais interno, neles; confesso que até hoje, não tive nenhuma desilusão mais cruel, em ralação aos que optei, votar.

Em 1989, votei em Brizola; foi uma escolha difícil porque simpatizava com Roberto Freire que hoje, debandou-se para o neoliberalismo; em 1994, tornei a votar em Brizola; 1989 ─ após uma intensa campanha solitária contra o candidato Collor, no bairro onde morava ─, votei em Ciro Gomes; 2002, 1º turno Ciro e 2º turno Lula, pois não queria Serra de jeito nenhum; 2006, em função de toda pesquisa que fiz, votei em Lula; essa pesquisa foi tão abrangente e séria que alguns amigos meus, ao vê-la/analisá-la, decidiram-se por Lula, mesmo sendo de partido contrário, deles.

Em 2010, votei em Dilma por ter acompanhado seu trabalho na Casa Civil, por ser mulher e pela possível continuidade dos projetos sociais, principalmente os voltados às classes pobres.

Este ano, promete ser bastante cruel o pleito, em função da maciça carga de interesses do Sistema capitalista/neoliberal; temo, inclusive, por situações extremas pois o pouco que vejo em redes sociais, o clima é quase como guerra de facções com postagens de baixíssimo nível e alto grau de ódio, mesmo. Esse fato, em especial, fez-me enviar carta ao Ministério da Defesa ─ Ministro Celso Amorim, mês passado, chamando atenção para o verdadeiro ─ Risco País ─ totalmente diferenciado daqueles “combinados”, das agências internacionais, de risco. Essa carta, de 4 folhas, criticou vários pontos e chamou atenção para outros que, sob minha ótica, estavam sendo negligenciados; citarei, dela, apenas os dois últimos parágrafos ─ O povo não pode e não deve ficar alheio ao que estão fazendo aqueles que por ele, foram eleitos; em anos passados, isso poderia parecer ─ insignificante; na atual conjuntura nacional/mundial, isso é ─ IMPRESCINDÍVEL!

Na esperança de que esta carta tenha sido pelo menos lida, encerro embalada pela sensação de Dever Cumprido.

Voltando, não tínhamos esse clima pesado, no Brasil; pelo que analisei, tudo começou nas eleições de 2010, tornando-se bem mais agressivo, neste ano.

Demonstrei, em outros artigos, minha imensa preocupação com o País; é um período crítico em que todos os setores negativistas, estão se aproveitando de qualquer situação para elevá-la ao cubo, quanto sua gravidade; isto é extremamente perigoso tendo em vista que até internacionalmente, a mídia capitalista/neoliberal contribui para reforçar o trabalho de suas congêneres, brasileiras.

Temos problemas, sim.

Deles, computo como mais sério exatamente a questão política; necessitamos, urgentemente, de uma REFORMA AMPLA, que envolva todas as questões partidárias e outras tantas mais. De uma forma ou de outra é preciso exigir transparência em todas as esferas públicas e daqueles a elas, relacionados; não podemos esquecer que afinal, vereadores, prefeitos, governadores, deputados estaduais, federais, senadores e presidentes ocuparam e ocupam esses cargos por total deferência, de cada eleitor.

Quanto a nós, chamados genericamente de Sociedade Brasileira, temos que aprender a não só reclamar; temos que aprender a questionar ações ─ sejam de que esfera for ─; temos que cobrar, cada vez mais, nosso direito de participar ─ através de recursos disponíveis ─, dos caminhos políticos/econômicos/educacionais, do Brasil.

Precisamos levar a todos a certeza de que o melhor poderá ser o entendimento, a vivência, o ativismo de uma Democracia Participativa; apenas votar, mesmo que de forma consciente, não basta; precisamos agir e fazer valer, nossas ações; só conseguiremos tal, com movimentos que sejam a máxima expressão de cidadania ou seja, com foco no que realmente desejamos e sem atitudes baixas e inconsequentes; muitos querem que nossa forma de ação seja desordenada/inconsequente pois facilitaria seus planos de ação político/partidária.

Falando em atitudes baixas e inconsequentes, dentre as pessoas que tenho, no face, há uma que parece ter enlouquecido; parecia ser centrada e ativa, politicamente, até tempos atrás; agora, neste período eleitoral seu nível de postagens é terrivelmente marcado com ódio extremado; não é uma oposição saudável que critica o que realmente tem que ser criticado; que defende o que acredita, de forma holística; é uma destemperança total, um ativismo totalmente negativo, pesado, destrutivo, mesmo. Agora, o grupo do qual faz parte está bombardeando com pedidos que Bolsonaro seja candidato à presidência; creio não ser necessário dizer mais nada, não é?

Sei que todos têm direito a opinar; entretanto, se queremos fazer valer uma ideia, expor um ideal podemos, pelo menos, fazê-lo com certa dignidade pessoal, aceitando um bom debate, mesmo que seja conflitante.

Essa forma de tratar questões políticas seria, sob minha ótica, o caminho inicial ─ ideal ─ para desenvolvimento da Democracia Participativa.

 

Maria-Estrela Lunar Amarela

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quinta-feira, 17 de abril de 2014

FICÇÃO RELIGIOSA



Quando resolvi cumprir o prometido a alguns amigos do face, de escrever algo sobre ficção religiosa, fui pesquisar o gênero literário ─ Ficção.
Surpreendeu-me o fato de existir uma vertente do gênero ficção científica que é a ficção científica religiosa, quase que de domínio exclusivo da religião cristã; por essa razão a sigla ─ FCC (Ficção Científica Cristã), pela qual é mais conhecida.

Mas não versará este, sobre ficção, como gênero literário; ele vai enfocar visão particular sobre a História da Criação do animal humano, narrada no principal livro da Religião Cristã que, em seus preâmbulos, afirma ser tudo verdadeiro o que ali se encontra, isto, graças a um Decreto datado de 18 de junho de 1915, ponto II, da Pontifícia Comissão Bíblica, que diz o seguinte: Portanto, toda palavra da Bíblia é de tal maneira, ao mesmo tempo, palavra do homem (do escritor) e palavra de Deus (do Espírito Santo) que “tudo aquilo que o autor sagrado afirma, enuncia ou insinua, deve considerar-se como afirmado, enunciado e insinuado pelo Espírito Santo”.(negritos da autora deste)
O que vimos no parágrafo acima representa, para mim, o ponto mais crucial do choque com tudo que consta no Antigo Testamento relacionado ─ de forma específica ─ ao que vamos focar, neste.

Estamos carecas de saber, que sob o constante do livro mais lido, no mundo, no início só existiam Adão e Eva; por terem cometido o que foi denominado de Pecado Original, nasceram Caim e Abel; provavelmente carregariam e transmitiriam em seus DNA’s, a “culpa” por nascer; para que essa questão não se estendesse ad infinitum, um Sacramento foi criado, bem mais tarde, unindo o útil ao agradável ─ libertação do pecado e mais uma criatura nas fileiras, da religião.

No parágrafo acima está um ponto essencial: continuidade da espécie animal humana.

Como consta, Caim matou Abel; primeiro homicídio da história ─ fratricídio. Depois de cometê-lo, fugiu para um local muito distante; lá, encontrou uma mulher e com ela perpetuou o ─ Pecado Original.

Mas, de onde apareceu essa mulher? No princípio não existiam só Adão, Eva, Caim e Abel? De onde ela “surgiu”, então?

Por fazer pergunta similar, em uma aula de religião, em escola católica, quase fui expulsa, da mesma; continuei indagando até para um arcebispo com quem tive oportunidade de conversar quando estive morando na Enseada/SC. Nessa conversa, disse tudo que queria e nada ouvi de novo, de esclarecedor; não tive resposta alguma; apenas as mesmas escapatórias, de sempre.

Eis a questão principal ─ muitas são as Mitologias sobre a criação do Mundo e do animal humano; algumas delas, de profunda beleza. Nenhuma, entretanto, estipulou qualquer decreto como o que consta de parágrafos, acima; particularmente, esse é um fator decisivo para análises mais profundas inclusive, de todo o teor do livro em questão.

Esse Decreto sustou, durante séculos e séculos, pensamentos não só sobre o Gênesis, onde é narrada a criação do Mundo e da espécie humana, mas sobre tudo que consta da Bíblia; dos que ousaram fazê-lo, a maioria foi cremada, ainda em vida.

Esses pensamentos foram sustados, justamente pelo medo que a maioria das pessoas tinha de serem consideradas heréticas o que causaria funestas consequências, a quem os expressasse; assim, ninguém em épocas remotas teve o privilégio de se tornar um ─ heresiarca.

Vejam, não tenho a mínima condição de analisar a Bíblia, nem intenção de fazê-lo e, nem é esta a questão deste post. Já li alguns livros, de autores de renome, analisando as questões bíblicas até sobre ótica Esotérica; alguns mereceram meus créditos outros, acrescentaram mais dúvidas, ainda.

Toda minha indignação, há muito vivenciada, prende-se justamente ao fato de ter sido Decretado ser, essa narrativa bíblica, verdade absoluta, inquestionável, indiscutível; essa é a grande questão, sob minha ótica.

Entretanto, o pior de tudo foram as inúmeras consequências derivantes de séculos e séculos, dessa história.

Até tempos relativamente recentes, parecia pesar, sobre os animais humanos, uma culpa que não seria propriamente sua e que ele, desconhecia. Hoje, através de conceituações quânticas podemos saber que, de uma forma ou de outra, o passado faz parte da estrutura quântica do animal humano, mais especificamente, principalmente em função de pensamentos/sensações, cumulativas. (Ver EgoCiência e SerCiência ─ Em busca de conexões quânticas).

Além disso, pairou durante muitos séculos a ideia de que a semente boa ─ que seria transferida por Abel, a seus descendentes ─ foi devidamente extirpada antes que tal acontecesse; a semente ─ considerada como má ─ de Caim, proliferou; então...!

O pouco que vimos, consta do Antigo Testamento; o Novo Testamento, que viria sob a égide da Redenção para o animal humano, através de uma figura messiânica foi, em grande parte, manipulado para que pudesse servir ao status quo, da religião.

Tive a felicidade de conhecer e me tornar amiga de um homem Esotérico e Ermitão ─ quase um Homem de Conhecimento, segundo acepção de dom Juan, de Castaneda. Ele sugeriu-me ler o Novo Testamento, 3 vezes seguidas e, sem nenhum pensamento pré-posto; segui seu conselho e ao final conclui que de tudo que consta sobre Yeshua ─ mais conhecido como Jesus, pouquíssimas situações são realmente exclusivas de um ─ Ser Evoluído. Foram “mescladas” na história de Jesus, pontos constantes de mitologias diversas, entre elas a de Hórus ─ deus da mitologia egípcia; Krisna ─ Índia, Mitra ─ Pérsia. Em comum, entre eles e Jesus está o ter nascido de uma virgem, em 25 de dezembro;  Hórus e Krisna, pelo que consta, têm ainda a questão da ressureição após 3 dias de suas mortes.

Essas questões mitológicas estão disponíveis para pesquisa; não é o caso de analisarmos, aqui, as razões da data de 25 de dezembro e de nascimento de uma virgem.

Entretanto, o que de mais errado houve, em meu entender, foi a escolha da imagem de Jesus crucificado como marca predominante da religião cristã, em quase totalidade, delas.

Essa imagem dolorida pesou e pesa sobre a humanidade; ela não consegue libertar o animal humano da dor e sofrimento; não consegue falar/expressar a realidade da Redenção, para quem nela acredita, até mesmo da forma como foi “ficcionada”; ela pesa, demasiadamente, nos corações e mentes do animal humano; foi uma escolha imensamente infeliz e que espero, não tenha sido proposital. (Ver ESPAÇO 1 do livro EgoCiência e SerCiência versus Algumas questões humanas).

Já tive oportunidade de, em outro post, comentar sobre o acima narrando inclusive, a busca que fiz sobre informações da razão da escolha de tal símbolo e, que após ter “captado” a negatividade impregnada, nessa simbologia, lembrei-me de vários e vários casos de crianças, de tenra idade, que viravam o rosto ou franziam as sobrancelhas numa demonstração eficaz de não estarem gostando, do que viam.

Mas, em sã consciência, alguém gosta?

Um símbolo, seja ele qual for, tem impacto muito maior do que se possa imaginar; hoje, através de postulados da Física Quântica, compreendemos que um símbolo/imagem, traz energia da intenção, da força que o criou; é impregnada, na totalidade de seu campo energético, da intenção que infundiu-lhe, seu criador.

Para resumir, é preciso dizer que essa ficção religiosa ─ enfocada neste post ─ foi extremamente perniciosa para o animal humano em todas as eras vividas, inclusive a presente, sob minha análise e ótica.

Abaixo, deixarei um pequeno trecho de livro ainda em desenvolvimento, em sequência da série EgoCiência e SerCiência ─ Ensaios; por essa razão, virá em itálico. A inserção dele, tem como principal objetivo, fortalecer a ideia de que a ficção religiosa, mais conhecida é ineficaz, sob minha ótica, para o encontro maior e decisivo, para cada um de nós, animais humanos.

Deus ─ abstração nominal humana para o Incognoscível.

Talvez, o ponto maior que possa ter chegado na atual caminhada terrena ─ via inúmeros caminhos ─ é SENTIR, ENTENDER, COMPREENDER E SABER que essa abstração nominal humana É ─ ENERGIA que permanece Incognoscível para aqueles que ainda buscam, apenas, a abstração nominal via intelecto, via religiões, via conhecimentos de outros, via análises pura e simplesmente lógicas, do racional; para aqueles que ainda não SENTIRAM, em si mesmos, a ENERGIA em uma das suas Infinitas LINQUAGENS.

 

Maria-Estrela Lunar Amarela

detectando algum erro, por favor, nos informe.

Livros disponibilizados para download

EgoCiência e SerCiência – Ensaios


EgoCiência e SerCiência ─ Em busca de conexões quânticas


EgoCiência e SerCiência versus Algumas questões humanas


 

terça-feira, 8 de abril de 2014

PENSAR BRASIL



Tenho sentido um certo desânimo em falar sobre o País; esse desânimo se prende ao fato de que qualquer coisa que se escreva, um número expressivo de pessoas interpreta em sentido estritamente ─ político/partidário. No face, acontece a mesma coisa; qualquer opinião que se dê é imediatamente entendida de forma deturpada por extremistas partidários.
Há uma tal dificuldade em se desvincular a situação do Brasil, das amarras partidárias que a maioria, infelizmente, tem; assim, fica difícil qualquer possibilidade de uma análise mais profunda, sobre as diversas questões referentes a ele.

Preocupa-me, também, não podermos esperar que os mais jovens tenham resistência necessária à avalanche de “opiniões”, quase sempre oriundas de pessoas com esta ou aquela ideologia partidária; isto porque, sofremos carência de pensamento original o que significa um grande risco deflagrado por essas “opiniões” a maioria, de baixo calibre.
Há muito estamos sendo “pensados”; os pensamentos “pensados” entram em nossa estrutura quântica dando-nos a falsa impressão de que somos nós, que pensamos.

Um exemplo claro do que disse acima é o famoso Plim! Plim!
Quem tem deficiência de pensamento original encontra, nesse estímulo auditivo ─ que nem sei se vigora hoje, ainda ─ quase que uma palavras de ordem ─ e assim pensamos, por você, para que você não tenha o trabalho de fazê-lo!

Apesar de saber que inúmeras circunstâncias dificultam e encobrem a possibilidade de um ─ pensar original, não deixa de ser extremamente preocupante que os jovens de hoje ─ geneticamente programados pelo Plim, Plim que adentrou no campo informacional de seus geradores ─ fiquem sob domínio dos pensamentos “pensados”; ao final deste, falaremos um pouco mais sobre o pensar original.

Usamos, acima, esse “símbolo” auditivo tão conhecido, apenas para generalizar o que fez e faz a mídia capitalista/neoliberal, não só em nosso País.

O Pensar Brasil, realmente dá bastante trabalho; antes, dava muito mais trabalho pois não havia tanta diversidade informativa; hoje basta boa vontade para pesquisar e montar nosso próprio ─ Arquivo de dados.
Particularmente, desde o final da Ditadura, tenho anotações feitas num tipo de Mapa do Brasil onde, ano a ano ia anotando os índices mais importantes, de cada área ─ PIB, Saúde, Educação, Taxa de Desemprego, Inflação etc.; teve essa configuração até a chegada do computar; agora, uso planilhas onde entram, inclusive, questões relevantes do Brasil em relação a outros Países e algumas análises, pontuais. Por um problema tecnológico, perdi planilhas mais antigas; refazê-las tem me custado um bom tempo.

O famoso Risco-Brasil, tão comentado pela mídia, entrou em minhas análises desde 2007, quando atingiu 137 pontos. Em 2002, em razão do que foi denominado efeito Lula, a taxa alcançou 2446 pontos (setembro). Isso demonstra o quanto esse índice sofre influência do Mercado em função de suas expectativas em relação a governos; ele é, então, sob minha ótica ─ manipulável, para “acomodar/salientar” expectativas do Sistema em relação aos países, principalmente os emergentes.
Baseada em tabelas comparativas, desse índice, pude verificar que em jan/2013, por exemplo, o risco Brasil estava baixo ─ 157 – avaliação feita com base no EMBI+ da JP Mprgan. O EMBI+ é usado, com exclusividade, para medir o risco dos países emergentes; notei então, uma súbita alteração quando a atual presidência baixou as tarifas de Energia Elétrica, no País.

Daí para a frente ─ coincidentemente (?) ─, começaram a pipocar inúmeros movimentos populares de início, pacíficos; entretanto, na sequência, surgiram infiltrados com perfil bastante diferenciado, dos primeiros.
E agora, 2014, por motivos mais que óbvios, estamos imersos numa verdadeira avalanche de noticiários totalmente perniciosos, ao País e claro, a mídia ressalta o aumento do risco país, em cada oportunidade.

 
Não seria exatamente este o momento mais que oportuno para analisarmos o Brasil de forma mais abrangente?

 
Não seria este o momento das pessoas com um pouco mais de disponibilidade mental, avançar em suas análises antes de comentar/escrever coisas sem nenhum valor adicional?

 
Não seria o momento de uma pergunta importante, ser feita ─ O que nós realmente queremos, para o Brasil?

Vou dar alguns exemplos do que desejo, ardentemente, para o País.
Um gigantesco movimento social que varra, de ponta a ponta, o território brasileiro, movimento esse, TOTALMENTE DESVINCULADO de qualquer ideologia partidária e/ou religiosa, iniciado por pessoas bem intencionadas e de Visão Holística, com intuito de ajudar a grande massa a entender e desenvolver, de forma concreta, a tão propalada CIDADANIA!

Gostaria de ver, em todos os municípios do País pessoas envolvidas, diretamente, com ações educativas que favoreçam aos jovens, condições de diálogo criativo, amplo sobre temas de suas próprias vidas, de seus bairros, municípios, do País e do Mundo. Teriam que ser pessoas de fácil contato com os adolescentes; que usem o linguajar próprio deles.

Me permitam narrar, resumidamente, uma experiência tida em 1998 portanto, há 16 anos atrás. Nesse ano, um grande amigo e parceiro de projetos ─ Carlos, professor de física e matemática, dava aulas em regime de voluntariado em um cursinho pré-vestibular para adolescentes de 16 a 21 anos, oriundos de classe pobre, convidou-me para ir ter um papo com eles sobre Pensamento e Visão Holísticos.  O que aconteceu na sequência é inenarrável em poucas palavras. Ao final do bate-papo, pedi a eles que fizessem uma redação com o título ─ O que você pensa da vida e do Mundo, hoje, e o que espera do Amanhã. Disse a eles que poderiam falar o que quisessem e teriam total liberdade para assinar ou não, a redação; só pedi que indicassem a idade.
Uma semana depois, recebemos 365 redações!

Lemos, todas; tenho-as ainda, comigo, pois elas marcam profundamente, a sensação de desamparo, de desilusão dos 365 autores, na época.

Conforme havia combinado, com eles, levamos a resultante de suas exposições, mostrando de início, o quadro dos pontos comuns encontrados que aqui apenas vamos indicá-los em ordem decrescente: drogas; miséria (incluindo neste termo genérico ─ fome, doença, pobreza, menos abandonado); violência; desemprego; desigualdade social; problemas ecológicos; política e poder sem responsabilidade; corrupção; baixos salários; falta de solidariedade; desrespeito aos direitos humano.

Após horas e horas de conversas entre Carlos e eu ─ resultantes de cada ida ao cursinho para bate-papo, com o pessoal ─ decidimos pela estruturação de um projeto educacional alternativo ─ Centros Alternativos de Estudos ─ Brasil 21, enviado a vários e vários pontos, inclusive algumas pastas ministeriais do governo da época – FHC.

Esse projeto enviado ─como tantos outros, em circunstâncias outras ─ tinha o padrão Petrobrás para formulação de Projetos, padrão que sempre consideramos o mais eficaz na elaboração dos mesmo.

De tudo, só sobraram cartas e mais cartas, parabenizando pelo mesmo e dizendo que seria encaminhado, para análises.

Precisei focar essa experiência para apontar a enorme necessidade de darmos voz, aos jovens; esse caso narrado, poderia servir como exemplo de uma primeira tentativa a ser feita, nas diversas escolas públicas do País; com certeza ela revelaria o que de mais urgente está a exigir resposta da própria comunidade, onde a escola está inserida.

Dizer que a educação pública, no País, está uma m é extremamente fácil; é preciso ir além dessa análise rasteira e tentar, comunitariamente, formas de projetos educativos, alternativos; isso exige muito trabalho e determinação mas é totalmente viável, basta querer, de verdade; não é utópico nem alienado do tamanho de nosso País; pois, se um grupo de pessoas arregaçar as mangas e começar a trabalhar em diversos pontos de seus município, isso poderia multiplicar-se de forma vertiginosa.

Talvez um pensamento do grande e revolucionário Paulo Freire possa “endossar” o que propusemos, acima.

Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes. (negritos da autora, deste)

Teríamos muito mais a expor sobre o PENSAR BRASIL mas preciso considerar a indisponibilidade de tempo e quiçá ─ pouca vontade de leitura, de textos longos.

O PENSAR BRASIL teria que ter uma consequência muito importante ─ DIALOGAR BRASIL

Por que dialogar e não, discutir o Brasil?

Porque são coisas bastante diferentes; já havia percebido isso quando li ─ Diálogos com cientistas e sábios; apesar de haver algumas diferenças de opinião, não havia queda de braço, tão famoso nas discussões; entretanto, só tornei bem mais clara essa percepção quando David Bohm, através de seu livro ─ Diálogo {comunicação e redes de convivência} provou-me, por a + b, a enorme diferença entre discutir e dialogar.

Vamos partir para o encerramento, deste, apenas cumprindo o que prometemos, no início ou seja, falando um pouco sobre Pensamento Original.

Esse pensamento original, não tem nada a ver com os famosos insights; ele tem a ver ─ sob minha ótica ─ com uma opinião nascida de uma pessoa que agrega algo de seu próprio pensar analítico, ao todo por ela pesquisado, estudado. Essa pessoa, privilegiada por pensamento original, não adere nem dissemina pensamentos sem antes analisá-los em profundidade; se resolver fazê-lo com certeza terá algo a acrescentar em função de sua própria análise; exatamente aí reside o pensamento original.

Como o entendimento das pessoas ainda não é tão holístico, é preciso fazer a devida ressalva que nada há de errado em basear-se em pensamentos de outro afinal, não somos uma ilha “pensante”; o que não deve acontecer, no meu entendimento, é o domínio, de outro pensamento, em relação ao nosso próprio; não podemos deixar que sejamos “pensados”.

Maria-Estrela Lunar Amarela

Obs.: abaixo 2 links para quem quiser saber mais sobre avaliações de Risco-País, como é calculado, quais são as Agências de Risco, etc.

algum erro, por favor nos informe.



 

 

sexta-feira, 28 de março de 2014

I CHIG e 2014 - Brasil/Mundo



No dia 20 ─ quinta-feira passada, pedi permissão ao I CHING para consultá-lo a respeito do Brasil e do Mundo, neste ano de 2014.

Antes de entrarmos nas respostas dadas pelo I CHING às questões citadas acima, creio interessante esclarecer alguns poucos pontos a respeito do próprio livro, isto em atenção a quem possa não ter muito conhecimento, sobre.

Vamos pegar, para isso, alguns parágrafos do Prefácio à Edição Brasileira da tradução mais conhecida no ocidente que é a de Richard Wilhelm.

O que hoje conhecemos com o nome de I Ching, o Livro das Mutações, surgiu no período anterior à dinastia Chou (1150-249 a.C), com figuras lineares, compostas de linhas inteiras e linhas interrompidas, superpostas em conjuntos de três e seis linhas, chamados “Kua” (signo).

Somente em 1882, os “kua” receberam a denominação de “trigrama e hexagrama” para determinar, respectivamente, a formação de 3 e 6 linhas.

Nesse mesmo prefácio, a que nos referimos acima, em itálico, temos algumas ponderações sobre o uso do livro, como oráculo. Vejamos alguns parágrafos, dessa parte.

Sobre o uso oracular do Livro das Mutações

O Livro das Mutações tem sido utilizado como oráculo desde a Antigüidade.

...

O I CHING não é apenas (nem primordialmente ) um oráculo. Ele é também um oráculo. E essa sua faceta é, inclusive, quase irrelevante se confrontada com a riqueza da sabedoria contida nos Kua.

...

A formulação da pergunta tem um papel decisivo no êxito ou fracasso da consulta (no sentido da compreensão ou não da resposta obtida). O Oráculo , segundo a tradição chinesa, nunca falha. Suas respostas são sempre claras e precisas; porém o nosso entendimento é, muitas vezes, turvo e confuso. ...Todas as barreiras e obstáculos à compreensão da resposta estão em nós e não no oráculo.

O que colocamos acima, teve a intenção primária de sinalizar a antiquidade do I CHING, bem como esclarecer, em parte, seu uso como oráculo.

Particularmente, só consultei-o, antes desta, apenas 3 vezes, isto, desde a época em que entrei em contato com ele ─ maio de 1989 ─ duas delas relacionadas ao livro EgoCiência e SerCiência ─ Ensaios e outra, a uma amiga, em questão extremamente séria, de sua vida, que ultrapassava o puramente pessol.

O I CHING, como oráculo, não é para banalidades; só deve ser consultado sobre assuntos que estão além do corriqueiro, do banal.

Posto isso, vamos ao medular, deste.

A primeira pergunta feita, nessa consulta foi:

I CHING, o que está previsto para o Brasil, em 2014?

A resposta veio em 2 hexagramas; o 1º indicou a necessidade ─ pela existência de uma linha negativa móvel, em sua formação ─  de complementação através do 2º hexagrama, indicado por essa linha.

Bem, fiquei 3 dias na dúvida entre compartilhar as informações ou mantê-las, apenas comigo. Tão grande foi a dúvida que precisei consultar, mais uma vez, o I CHING para interpretar sua resposta, sobre essa dúvida particular, justamente pela delicada informação recebida.

O hexagrama que veio, não deixou dúvidas; estava certa, em razão de minha intuição, na dúvida sentida.

Há certas coisas que, se colocadas a público, podem causar interpretações totalmente errôneas, tendenciosas, perigosas;  com certeza, seria esse o caso.

A única coisa que posso dizer é que estamos em um período bastante instável, perigoso mesmo, da vida pública; foi salientado que apenas um sábio, dentro da esfera pública/política, poderia se adiantar ao problema futuro, tomando atitudes corretas. Como não temos sábios, quase em nem uma área, muito menos na esfera pública/política, só sobrou o alerta para MÁXIMA CAUTELA, em relação aos acontecimentos de 2014.

A 2º pergunta feita, nessa consulta foi: I CHING, o que está previsto para o Mundo, em 2014?

O hexagrama que saiu, após as jogadas, foi o de número ─ 12.PI/ESTAGNAÇÃO

Colocarei todos os pontos que são pedidos, para análise/compreensão da resposta; virá tudo em itálico.

Este hexagrama é o oposto do precedente. O céu está acima, retirando-se cada vez mais, enquanto a terra abaixo mergulha nas profundezas. Os poderes criadores estão dissociados. É a época da estagnação e do declínio.

JULGAMENTO

ESTAGNAÇÃO. Homens maus não favorecem a perseverança do homem superior. O grande parte, o pequeno fica.

Céu e terra estão dissociados, e todas as coisa tornam-se entorpecidas. O que está acima não se relaciona com o que está abaixo e na terra prevalece a confusão e a desordem. O poder da escuridão está no interior e o poder da luz, no exterior. A fraqueza está no interior, a rigidez, no exterior. Os inferiores estão no interior, os homens superiores estão no exterior. O caminho dos homens inferiores está em ascensão, o caminho dos homens superiores, em declínio. Porém os homens superiores não se deixam afastar de seus princípios. Mesmo quando não podem exercer influência, permanecem leais a seus princípios e retiram-se para a reclusão.

IMAGEM

Céu e terra não se unem: a imagem da ESTAGNAÇÃO.

Assim o homem superior recolhe-se a seu valor interno de modo a evitar dificuldades.

Ele não permite que o honrem com recompensas.

Quando em virtude das influências de homens inferiores prevalece uma desconfiança mútua na vida pública, torna-se impossível uma atividade frutífera, porque os fundamentos estão errados. Assim sendo, o homem superior sabe como deve agir em tais circunstâncias. Ele não se deixa seduzir pelas fascinantes ofertas para participar de atividades públicas, pois com isso iria apenas se expor ao perigo, já que não poderia concordar com as vilezas dos outros. Ele, portanto, oculta seu valor, retirando-se a reclusão.

Não vejo necessidade de qualquer comentário adicional; o I CHING disse tudo, sem rodeios, da realidade vivenciada, pelo mundo.

Como o próprio I CHING deixa mais que claro, estamos sempre em constante mutação; nada, absolutamente nada deixa de seguir essa ordem da própria Natureza, do próprio Universo; tudo muda, se transforma, minuto a minuto.

O que se detecta, numa consulta oracular, é o exato momento que está vigorando a realidade doTodo, da pergunta.

Segundo a Física Quântica, em todos os momentos existem possibilidades quânticas, superpostas; uma delas pode tornar-se “real” sob esta ou aquela razão;  entretanto, as outras possibilidades continuam no aguardo de algo que as faça emergir da possibilidade para a “realidade”. O I CHING, de certa forma, chama atenção para isso.

As previsões para o Brasil e para o Mundo, obtidas através de consulta, apesar de ter a absoluta clareza do momento atual em sua resposta ─ algo que aqueles que conhecem mais a fundo o I CHING sabem ser de total o índice de acerto ─ mesmo assim, algo pode ocorrer e simplesmente alterar parcial ou totalmente,  aquela realidade percebida, naquele exato momento.  No I CHING, até isso está, digamos assim, contemplado; quando um hexagrama dado em resultado do jogo, conduz a outro ─ complementar ─  quase sempre é sinal de existência  de possibilidades complementares ou mudanças radicais, em sendo tomadas decisões corretas; em relação ao Mundo, isso não ocorreu, o que não nos surpreende, nem um pouco.

Não pude, por motivo de força maior, cumprir com a intenção, comentada por mim, no facebook, de postar ─ na íntegra ─ em blog, o resultado da consulta.

 

Maria-Estrela Lunar Amarela

 

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