quinta-feira, 18 de setembro de 2014

PORQUE VOU VOTAR EM DILMA

 

ALGUMAS VEZES, A MELHOR OPÇÃO, EM MOMENTO DE MAR REVOLTO E FORTE TEMPESTADE, NÃO É TROCAR O TIMONEIRO E SIM, REUNIR ESFORÇOS, AJUDANDO-O A VENCÊ-LA.

No exato momento que abri novo documento e, antes mesmo de escrever o título, a frase acima irrompeu, por inteira, na minha cabeça; como veio, ficou; nada foi alterado em relação a ela, isto porque, quando algo assim, acontece, prefiro não intervir.

Bem, agora vamos realmente ao assunto, deste.

Comprometer-se com o que possa derivar do voto, é algo que ainda a maioria não o faz e aí, culpa todos e tudo, se algo não dá certo; mas fica de fora e não assume sua parte.

É pensando assim que resolvi abrir minha consciente opção para esta eleição de 2014 que considero, uma das mais sérias que já tivemos, até o momento; no decorrer, quem ler vai saber a razão de assim a considerar.

O primeiro motivo é bem mais pessoal; não se relaciona ao pensamento amplo de País e sociedade pois diz respeito a minha profunda admiração por uma mulher ─ que como outras mais ─ enfrentou, nos porões da ditadura, os mais cruéis e indesejáveis açoites, tanto físicos como mentais, honrando o compromisso assumido de não DELATAR seus companheiros de luta; pessoas com essa performance tem capacidade de assumir e cumprir difíceis compromissos que, a maioria, prefere delegar a outrem.

Em relação ao Brasil e sociedade, o primeiro e mais importante motivo de ter declarado o voto é justamente perceber o intenso trabalho de tentativa de expungir Dilma, trabalho esse que tem, na mídia capitalista/neoliberal, seu principal indutor seguindo, é claro, ordens do Sistema e do sr. Mercado; aprendi ─ e venho percebendo há mais de 35 anos ─ que toda pessoa, empresa, ideia, governo e País, que esse sistema midiático reprova, condena representam algum “perigo” para o status quo; passam, então, a ser  fortemente bombardeados de forma até mesmo desonesta, cruel pelo status quo do Sistema capitalista/neoliberal. Por já ter visto isso, inúmeras vezes, até mesmo internacionalmente ─ lembram da guerra deflagrada contra o Iraque justificada por uma MENTIRA que foi sistematicamente defendida pelo sistema midiático internacional/nacional? Esse foi apenas um caso dentre vários e vários outros.

No caso de algumas empresas, mais especificamente, o rebaixamento, a intensa campanha por denigrir sua importância, perante a sociedade, tem a intenção de colocar, essa mesma sociedade, a favor de uma possível privatização, dela, por exclusivo interesse do sr. Mercado em sua potencialidade; já vimos isso, no passado, em mais de uma oportunidade.

Outro motivo, que me fará votar em Dilma, é exatamente aquilo que a maioria política e mídia, estão radicalmente contra ─ o Decreto 8243 que institui a Política Nacional de Participação Social ─ PNPS ─, disponibilizado ao final deste, para análise.

Creio que a maioria lembra que, em 2013, após os movimentos sociais que eclodiram no País, inicialmente de forma ordeira, pacífica levaram a Presidenta a propor um Plebiscito com vistas à Reforma Política; o Congresso não deu autorização, para ele.

O Decreto 8243, também está ameaçado, e muito!

O que está por trás dessas duas atitudes do Congresso, principalmente, é o receio imenso de que grande parte da população venha a opinar por uma Reforma Política de grande amplitude e, temida, por eles; o status quo político, pretende que a população só se envolva, com ele, quando de eleições; fora isso, teme uma maior aproximação que venha a lhe impor atuação diferenciada da costumeira, antiga e mofada, tão radicalmente defendida, por ele.

Como tenho esperança de que as ações decorrentes desse Decreto possam vir a delinear uma sociedade de fato e de direito, meu voto será para quem o propôs pois, qualquer outro que possa vir a assumir, o abortará.

Essa sociedade de fato e de direito que há muito, sonho, será aquela com capacidade suficiente para analisar, em profundidade, as situações pelas quais possa vir a passar o País; mediante essa análise, caberá a ela, suportar embates e apoiar, quem estiver no cargo maior, para vencê-los, caso a resultante das análises, aponte para tal, independentemente de opiniões midiáticas.

Embates é o que não falta; ao lembrarmos de 2013, vamos identificar algo muito claro e que repercute até o momento ─ a Redução das Tarifas de Energia Elétrica; ela foi contestada por vários setores, inclusive o midiático que, a mando do sr. Mercado, afirmava ser ato temerário e inconsequente, do governo. Se essa redução não tivesse acontecido, imagine onde estariam as tarifas que foram recém ajustadas!

Anterior a isso, as sucessivas reduções da Taxa SELIC, eram assunto de longos debates e acaloradas críticas por parte dos chamados “analistas de mercado” “analistas econômicos”.  Em 2012, saímos de uma Taxa SELIC  10,90% em janeiro para terminarmos o ano em 7,14%. Em 2013, iniciamos com 7,11% e finalizamos com 9,90%. Neste ano de 2014, voltamos aos 2 dígitos.

A redução das tarifas de energia elétrica forneceu, aos arautos do sr. Mercado, munição suficiente para dar início aos constantes bombardeios ao País auxiliados, inclusive, por empresas internacionais de análise de risco, com o velho refrão do ─ Intervencionismo governamental.

Daí para a frente só notícias desagradáveis eram ─ e são ─ veiculadas pelas mídias capitalistas/neoliberais talvez mirando, desde então, o pleito eleitoral de 2014.

O Sr. Mercado não quer nenhuma interferência em suas ações; tanto é que o candidato do PSDB e do PSB já declinaram sua intenção, por exemplo, de tornar o Banco Central, autônomo; um risco considerável, para o País.

Apesar de sabermos que praticamente nada escapa ao controle do Sistema Econômico/Financeiro Global, o regime do Banco Central do Brasil ainda é favorável, ao País; se lhe for concedida autonomia ─ como deseja, ardentemente, o sistema acima referenciado ─ o País ficará mais vulnerável, do que já é, aos desmandos do sr. Mercado.

Outra discussão que, em verdade, não consegui entender, até o momento, é a de que a baixa taxa de desemprego que o Brasil apresentou, não era favorável à economia; na mesma linha de discussão, ficou claro que economistas de plantão não veem com bons olhos os aumentos do salário mínimo; alegam que eles dificultam os anseios, do setor empresarial; com essas opiniões, endossam o arrocho que vem sofrendo grande parte de países, principalmente europeus, que resolveram aplicar os ensinamentos do FMI.

O quesito ─ Inflação ─ é abordado diariamente pela mídia e candidatos de oposição. Não quero dizer que deveremos voltar aos picos inflacionários, que já tivemos; muito pelo contrário. Entretanto, desde   2008, o Conselho Monetário Nacional vem mantendo o teto da meta de inflação em 6,50% ao ano; sendo assim, essa meta foi ultrapassada apenas em 2012 quando chegamos a 6,94%. E, provavelmente, apesar da gritaria, não vamos estourá-la neste ano.

É interessante observar que mesmo quando ultrapassamos a meta em 2012, a mídia deu destaque sim, mas nada parecido com o que está acontecendo, neste ano de eleições; afinal, isso não surpreende pois sabemos bem o trabalho que vem sendo feito em desfavor do País!

Diariamente, 24 horas/dia, a criatura que assiste um noticiário, que ouve, pelo rádio comentários políticos e econômicos; que lê jornais é irresistivelmente atraído, compelido a considerar que realmente a inflação está fora de controle; a lavagem cerebral sobre quem não consegue fazer suas próprias análises é algo absurdamente, nefasto.

Este ano de 2014 realmente está se mostrando bastante difícil, para o Brasil; talvez em 2015 ainda tenhamos refluxos mas nada, absolutamente nada, que não possa ser vencido; um País, uma sociedade, um governo também está sujeito a altos e baixos, como qualquer animal humano; reconhecemos um animal humano forte, quando ele, em momentos de baixa, não se exaspera e busca alternativas para vencer a situação.

Acredito, profundamente, que o melhor caminho para se iniciar a caminhada rumo a uma sociedade de fato e de direito é, no caso brasileiro, um engajamento de grande parte da população em favor de uma Reforma Política extremamente abrangente; sem realizarmos essa Reforma, todas as outras continuarão apenas em promessas; continuaremos a ter os desmandos do Congresso Nacional em relação ao País e sociedade; continuaremos a ver sempre e sempre, o famoso fisiologismo definindo perdas e ganhos em votações extremamente importantes, ao País e sociedade; isso terá que ser mudado, custe o que custar!

Podemos atuar de várias formas para coletar ideias, sugestões para essa Reforma Política; entretanto, por incrível que pareça ainda acredito no corpo a corpo dos movimentos sociais; acredito na panfletagem que podemos fazer ao nosso redor imediato ─ condomínios residenciais; ruas, bairros, metros, ônibus, trens, lanchonetes, bancos de praça, cafezinhos etc., etc., etc.

Uma panfletagem com palavras simples, diretas, perfeitamente compreensíveis incentivando, convocando as pessoas a discutir com amigos, com colegas de trabalho a Reforma Política, fornecendo endereços para pesquisa, via internet; minha experiência, com esse tipo de trabalho, é altamente gratificante e produtiva.

Vamos nos engajar, de corpo e alma, nessa Reforma Política! Se só ela for levada a cabo, em 2015, o País e Sociedade terá alcançado um estágio altamente favorável para a chamada Democracia Participativa que fará, da Democracia Representativa, o que ela realmente deve ser ─ representante da Vontade Consciente e Madura de um povo esclarecido que não permitirá desnacionalizações do País e Sociedade; que saberá fazer do Voto Consciente, a mais poderosa força de transformação social; que saberá cobrar o que está sendo proposto/ feito pelo País e Sociedade; que saberá, dentro da conformidade legal, exigir transparência em projetos e votações; que saberá exigir, inclusive, o afastamento de qualquer elemento político que proceda de forma abusiva de suas prerrogativas institucionais.

Esse é o principal motivo de votar em Dilma:  ela propôs o Decreto 8243; ela terá que fazer valer sua decisão e nós, teremos que apoiá-la, nesse quesito, de forma ampla e total, defendendo-a do sistema midiático e do Congresso Nacional.

Maria-Estrela Lunar Amarela

Algum erro detectado, por favor, nos informe.

 












 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

SOBRE EDUCAÇÃO PÚBLICA


 
Conforme havíamos combinado, assim que terminássemos um novo projeto para área da educação, falaríamos sobre esse tema que invadirá, pela enésima vez, os debates políticos, neste ano de eleição.

Podemos dizer que acumulamos certa experiência, nessa área, tanto em função de projetos quanto a conversas com ambos os lados ─ professores e alunos; neste, iremos abordar, de forma bem simples e direta, exatamente o teor dessas conversas e, observações pessoais.

A relação professor/aluno, principalmente nos tempos de hoje, é bem mais complexa do que se possa imaginar; essa complexidade vem aumentado em função de muitos fatores, mais especificamente a partir dos anos 90.

Justamente a partir da década de 90, uma avalanche de escolas particulares de ensino básico e médio, atingiu o Brasil; um ranking elenca as melhores delas, em cada cidade, em cada Estado.

BUSINESS SCHOOL, foi a tradução dada, para pesquisa que fiz de Escola Negócio; se não estiver certa, o erro não é meu, pois inglês, para mim, resume-se a pouquíssimas palavras, que conheço.

Qual a razão de definir a grande maioria de escolas particulares, dessa forma? Muito simples ─ é exatamente o que elas são!

Os alunos, nelas, são vistos como clientes aos quais deverá ser garantida soberania de exigências àqueles que são arregimentados como professores; estes, são regiamente pagos para oferecer excelência de ensino ── sob a ótica do sr. Mercado, é claro, o que invalida estímulos, ao pensamento livre ─ e, destilar normas de pensamento/conduta que o Sistema Capitalista/Neoliberal, exige.

São, esses alunos, desde tenra idade, direcionados às expectativas do sr. Mercado; são doutrinados a perpetuação do status quo que permitiu seu ingresso em uma das escolas top de linha.

Por sua vez, os professores empregados por elas, devem dançar apenas e unicamente, conforme a música, imposta; qualquer deslize que comprometa, mesmo que parcialmente, os objetivos da doutrinação, o autor (a) desse, será imediatamente substituído (a); esses professores, não estão lá para ensinar qualquer outra coisa que não seja o regulado pelas escolas e o que determina os currículos; a autonomia, deles, é permitida, ainda que parcialmente, apenas quanto a sua pedagogia de ensino desde que não extrapole muito o convencional.

É evidente, que perante tal disposição, a excelência do ensino ─ dentro da ótica mercadológica ─ fica garantida pois os professores estão constantemente sendo “vigiados” para verificar quais deles dão menos problemas à instituição.

O universo de ensino básico e de 2º grau, comporta uma imensa diferenciação social; se nas ─ business school, alunos e professores convivem em função de uma excelência de aprendizagem e ensino, nas escolas públicas, a convivência entre alunos e professores não leva, na grande maioria das vezes, nem ao aprendizado estritamente necessário, nem ao ensino devidamente qualificado; os 2 membros da equação não encontram equilíbrio, tornando-a de difícil resolução; isso é  demonstrado em ações, revelando a exacerbada dicotomia das posições ─ alunos vs. professores.

Em conversas praticamente confidenciais, com duas professoras de uma Business School, ouvi as reclamações do nível de tensão existente em sala de aula; uma delas já  ouviu, de alguns alunos, uma frase famosa ─ entre várias outras ─ : “você está aqui pra me ensinar, não pra mandar em mim”!

Em tal clima, não pode existir a fundamental empatia entre professor e alunos, que nunca será absoluta, é claro.

Minha pergunta a essas professoras é por qual razão permaneciam nessas escolas; ambas disseram ser em função de salário e complementações que não teriam, em escolas públicas; portanto, manutenção de status quo, somente; não existe comprometimento espontâneo em ensinar; existe a obrigatoriedade, de.

Conversei durante um longo tempo com uma professora de escola pública municipal, em Curitiba; excelente em sua especialidade e reconhecida por, praticamente, todos os seus alunos.

Tudo que ouvi, dela, de certa forma confirmei em conversas com vários adolescentes do ensino médio de 5 escolas públicas.

O maior entrave na problemática – ensino público, não está nem na falta de verba, nem nos salários, nem na condição social dos alunos; está exatamente nos professores, pelo menos na maioria, deles.

Uma grande parte, deles (as) já está naquele período que antecede a aposentadoria; então, se já não eram verdadeiramente professores (as) a desconsideração com os alunos torna-se muito mais evidente.

O rigor, quase extremo, que as business school têm, com o quadro de docentes, inexiste nas escolas públicas; nestas, os únicos apontados como desajustados, inconsequentes, negligentes são os alunos; se não aprendem, a culpa nunca recai sobre os professores; exatamente aí está o grande X da questão.

É claro que o universo atual de alunos das escolas públicas, é totalmente diferenciado do que era a, digamos, 30 anos atrás; até essa época, as famílias não eram, ainda, tão duramente desajustadas e, consequentemente, as crianças e adolescentes, também não; o reflexo do profundo desajuste familiar, seja por qual razão, impregna os que estão tutelados, por; o reflexo disso, em sala de aula é sensível e dimensionável, se assim o quisessem, os responsáveis pela estrutura educacional.

Não quero dizer, com isso, que alunos das business school sejam oriundos de famílias ajustadas; aliás, o contrário é o que mais ocorre; entretanto, essa problemática parece não ser tão sentida pelas crianças e adolescentes, justamente pelas inúmeras e variadas “compensações” de ordem financeira, oferecidas a eles; se algum comportamento mais indesejado é observado, há o recurso dos terapeutas, psicólogos, analistas para analisá-los, “ajustando-os” aos padrões ditos, normais.

Em suma, tanto crianças e adolescente de escolas públicas quanto as privilegiadas das business school, são grandes vítimas de uma estrutura que, na totalidade, está em decadência.

Sabemos muito bem que professores ─ bem como qualquer profissional de outras áreas ─ apresentam consideráveis graus de diferenciação profissional.

Durante toda minha vida de estudante, consegui a sorte de ter professores muito bons; excelentes, apenas 4.

Permitam-me falar de pelo menos 1 deles; na verdade, uma professora de matemática que tive nos últimos 2 anos do então, ginásio; Aída Curi, era seu nome. Mulher muito forte, com presença marcante; as únicas frases ditas por ela, fora do conteúdo da matéria, eram: Bom dia e Até a próxima aula; mesmo assim, as turmas em que dava aula, tinham imenso respeito e carinho por ela e, o nível de aprendizagem, até mesmo dos menos chegados à matemática, era recorde.

Lembro-me perfeitamente, que a cada novo tópico de sua matéria, ao final ela perguntava: “Quais são as dúvidas sentidas, por vocês, em relação ao que foi visto?”

Vejam a diferença imensa dessa mesma pergunta, feita de forma diferenciada: “Alguém tem alguma dúvida, quanto ao que foi visto?”

Nesta forma, a pergunta tende a inibir qualquer participação do aluno; ele (a) não quer ser considerado (a) como uma anomalia, por não ter entendido algo e tudo fica como se o entendimento tivesse sido universalmente, alcançado.

Na anterior, muito pelo contrário, o leque para apresentar dúvidas é estendido a todos (as); existe uma convocação geral, para que elas sejam apresentadas e, isso ocorre dentro de uma normalidade e espontaneidade pois o ─ alguém tem alguma dúvida? ─ foi magistralmente diluída entre todos (as); talvez, intuitivamente, ela já utilizasse recursos da atual PNL, de forma positiva.

Se houvesse, na época, uma avaliação, um teste para ingressar na carreira de magistério ─ algo similar ao da OAB ─ possivelmente seria aprovada com distinção; hoje, se tal avaliação houvesse para professores do ensino público, não tenho a mínima ideia de quais seriam os resultados!

Não é bem questão salarial; não é questão de verba para Educação; não são escassos recursos tecnológicos disponibilizados às escolas os reais problemas da educação pública; particularmente, vejo como principal problema o sucateamento mental da grande maioria dos professores; considero que existem, em número muito pequeno, professores que fazem o possível e o impossível para ensinar e o conseguem; existe um comprometimento espontâneo, deles, em fazê-lo;  esse tipo de professor consegue, até mesmo, a empatia dos alunos mais indisciplinados; eles dimensionam, com extrema sinceridade, a importância de dar um embasamento educacional o mais próximo possível, do ideal.

São essas e outras dezenas de análises que nos levam a pensar na aridez das discussões politiqueiras, sobre Educação Pública.

Atualmente há uma discussão sobre a possibilidade da federalização do ensino público estadual e municipal; essa proposta  nos dá a impressão de ser algo profundamente favorável aos governos municipais e estaduais pois seriam liberados de algo que eles consideram um “tremendo pepino”; se a culpa, quanto aos problemas da Educação Pública não são assumidos pelo Estado e nem pelo município e sim, imputados ─ na grande maioria das vezes ─  indevidamente, ao governo federal, aí então é que tudo se tornará mais fácil para os verdadeiros responsáveis.

Entretanto, fica um ponto de dúvida quanto a aprovação desse projeto pois afinal, muito dinheiro das verbas que vêm do MEC, talvez não tenha como ser “desviado” das escolas a que se destinam, coisa muito comum, até o presente momento. Além disso, a comprovação de aplicação real de verba recebida ─ ao que tudo indica ─,  terá que ser feita pelos próprios responsáveis de cada escola; talvez tudo fique mais, transparente; talvez...

Semana passada, um amigo meu que sabe que não leio a revista veja (em minúsculo mesmo) há mais de trinta anos, mandou-me link de um artigo falando sobre Educação; deixo abaixo, esse link, pois o texto merece ser analisado. Disponibilizei, também, outros 2 links ─ entre tantos outros, que existem ─ sobre mesmo assunto.

No Projeto que enviaremos, após eleições ─ e dependendo de quem a vencer ─, fazemos menção a dois pontos que consideramos prioritários na tentativa de uma atualização do Ensino; são eles:  a necessidade urgente de elaboração/criação de um Projeto Pedagógico Alternativo e, a observância de mudança do pensar analógico para o digital. Esses dois pontos, entre outros que analisamos, detalhadamente, no Projeto, são fundamentais para auxiliar crianças e adolescentes a perceber, conscientemente, os caminhos do que é chamado de Nova Era e propor, principalmente aos adolescentes, pensar e expressar seus anseios, em relação a ela pois afinal, são eles que irão vivenciá-la; nada mais justo que possamos dar voz a eles, para que nos digam de suas expectativas; sem isso, será quase impossível contar com a atuação positiva, deles, nas mudanças de paradigmas tão necessárias, neste século XXI.

 

Maria-Estrela Lunar Amarela

─ algum erro, por favor, nos informe.






 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 29 de julho de 2014

ESTÃO JOGANDO TODAS AS FICHAS


 

 

 Ontem assisti, mais uma vez, documentário sobre João Goulart e, estranhamente, me veio a sensação de estarmos passando por algo parecido; hoje, por incrível coincidência(?), um amigo me mandou mensagem que recebeu, via e—mail, que postarei, mais abaixo, para corroborar minha sensação desagradável, acima mencionada; analisem, por favor, o teor baixo, dela.

 
Vemos, diariamente, na mídia capitalista/neoliberal, informações de um País a beira de uma catástrofe econômica/financeira; não dão trégua nem quando as notícias são favoráveis; os entretanto e os mas se sobrepõem a elas.

 
Vemos, nas entrelinhas, a suspeita que querem colocar na cabeça dos mais desavisados, dos menos antenados de que a democracia corre risco e aí vemos dezenas de postagens em redes sociais dizendo que o Brasil não quer o socialismo, não quer o comunismo.

 
Esse quadro atual, é praticamente idêntico ao acontecido há exatos 50 anos, quando todas as fichas nacionais e internacionais principalmente as fornecidas pelo governo americano, da época foram jogadas.

 
O comício da Central do Brasil, realizado por Jango (como era comum, denominá-lo) em 13/03 de 1964, foi a gota d’água para toda a oposição de seu governo pois, nesse comício, elencou as principais reformas de base que pretendia levar adiante.

 
A resposta do status quo veio bem rápida através da não menos famosa Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, em 19 de março de 1964 idealizada por um deputado federal do PSD, com intuito de mobilização da opinião pública, contra Jango.

 
Depois, sabemos muito bem o que ocorreu.

 
Precisei falar desse episódio da história do Brasil, pois a maioria dos jovens não sabe, exatamente, o que aconteceu apesar de todo material disponível, para consulta.

 
Esses mesmos jovens, também não sabem que o famoso movimento Cansei criado em julho de 2007, tem as mesmas características da Marcha da Família com Deus e pela Liberdade e muitos, a ele aderiram.

 
Vivemos, portanto, uma delicadíssima situação política, no Brasil; seria fácil para a maioria das pessoas analisá-la, não fosse a intima relação dela, com tudo que é sistematicamente “informado”; seria fácil, se essa maioria já soubesse, de longa data, que o Sistema não admite nenhuma ingerência na total liberdade, exigida por ele, e que o braço direito, dele, a mídia capitalista neoliberal se incumbe de tentar “fazer a cabeça” de grande parte do povo brasileiro; a mensagem do Banco Santander, diz muito, sobre.

 
Na atual conjuntura, houve um fato que desencadeou inúmeros protestos de todos os atrelados aos status quo o decreto 8.243 instituindo a Política Nacional de Participação Social PNPS; o Congresso Nacional, por exemplo,  está impedindo votação de importantes projetos como forma de forçar a retirada, dele.

 
Seria utópico demais pensar que os políticos desnacionalizados, pudessem aceitar a ideia de participação social, realmente efetiva; a única participação que querem, de nós, é aquela que damos com o voto, colocando-os lá e depois, pouco importando com o que fazem ou deixam de fazer; é assim que eles nos querem.

 
Abaixo, deixo a mensagem referenciada no primeiro parágrafo, deste, para análise de quem vier a ler este post; a mensagem não informa de onde vem mas, basta prestar um pouquinho de atenção e a revelação, virá!

 Desculpem-me aqueles que já a receberam.

 

Maria-Estrela Lunar Amarela

 

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From:

Subject: FW: FATOS ESTRANHOS ESTÃO ACONTECENDO!

 


 
> GRANDES EMPRESA ESTÃO DEIXANDO O PAÍS. LOJAS,
> MONTADORAS E MULTINACIONAIS JÁ FECHARAM AS PORTAS NO
> BRASIL. INVESTIDORES AMERICANOS JÁ RETIRARAM BILHÕES DE
> DÓLARES DO BRASIL E OUTROS DA EUROPA, JÁ FAZEM O MESMO. O
> BRASIL ESTÁ SE FECHANDO PARA O MUNDO E NOSSA ECONOMIA JÁ
> PODE SER COMPARADA A ECONOMIA CUBANA. NOSSO GRANDE FOCO
> COMERCIAL É A AMÉRICA LATINA... OS MESMOS SÓCIOS DE FIDEL
> CASTRO E DE SUA CUBA MISERÁVEL. AO MESMO TEMPO FATOS
> ESTRANHOS ACONTECEM NO BRASIL. O QUE ESTARIA ACONTECENDO NOS
> BASTIDORES DO GOLPE COMUNISTA? PORQUE O CLÃ DOS SARNEY, OS
> MAIORES BANDIDOS DA HISTÓRIA DO MARANHÃO E DO BRASIL,
> ESTÃO ABANDONANDO A POLÍTICA? O QUE FARIA ALTAS AUTORIDADES EM UMA ÁREA

> MILITAR? QUAL SERIA O TEOR DA REUNIÃO COM UM
> GENERAL?
>

>
> Fatos estranhos estão acontecendo diante de nossos
> olhos e ainda não podemos ver claramente do que se trata.
> Há apenas conjecturas e nada de concreto, além é claro,
> do decreto golpista 8.243. "Autoridades" estiveram dias atrás no Comando
> Militar do Sudeste com o General do Exército João Camilo
> Pires de Campos. Na saída da reunião todos pareciam nervosos e
> não quiseram falar o teor da longa conversa de duas horas com o
> General. > mais nada as fichas estavam dadas". Ao mesmo
> tempo Sarney disse que afastaria suas mãos sujas dos cofres
> públicos da nação e não iria mais concorrer a nenhum
> cargo público. Em seguida Roseana Sarney fez o mesmo.
> Joaquim Barbosa deixou o Superior Tribunal Federal depois de
> ameaças veladas feitas pelo PT e pela sua escória de
> bandidos, à sua vida.
>

>
> O General linha dura disse que o Alto Comando do
> Exército estava de olho nos golpes do PT e fez ameaças ao
> governo corrupto e comunista de Dilma Rousseff. O que
> estaria acontecendo por trás das cortinas do poder? O que o general
> disse? Estaria em curso uma "Intervenção
> Militar"? Lula está irado, seu ódio anda espalhando
> mais ódio entre militantes e entre pessoas do povo. Lula
> faz ameaças veladas à sociedade e principalmente a tal
> "elite branca", elite inventada pela sua cabeça
> doente e psicopata. Dilma a outra psicopata e neurótica,
> passa à se fazer de coitada e de pobre perseguida e diz que
> todos estão contra 'ela' e contra o PT. Nisso a
> "ignoranta" tem razão! O Brasil em peso quer
> vê-la pelas costas. Enquanto milhares de imbecis compõem a
> festa vermelha do PT, lotando estádios e fazendo carnaval
> nas ruas, as esquerdas se unem e vão sentenciando o golpe
> comunista socialista no país. Dilma já abriu espaço no
> governo para que, "grupos" formados por
> integrantes dos principais movimentos sociais, possam agir.
> A Política Nacional de Participação Social vai ganhando
> força e ocupando cadeiras no legislativo, o poder paralelo
> existente no anexo à sala da presidenta. O Congresso parece
> uma grande maionese e vai escorregando pelas beiradas à
> cada mordida na democracia. Mais preocupados com seus
> destinos políticos, os políticos canalhas vão fazendo
> acordos e se unindo com as outras quadrilhas políticas em
> troca de tempo na TV e de apoio nas futuras maracutaias
> contra a nação.
>

>
> Outro fato bastante estranho foi dado pelo PT nos
> últimos dias. Dilma havia assinado o decreto 8.243, que
> dava poder para o proletariado governar paralelamente com o
> Executivo. Dilma e o PT nem precisariam do congresso para
> aprova-lo. Bastava o STF aprovar, e o decreto seria
> transformado em Lei. Logo depois Dilma promove um Twuitaço
> aclamando seu povo dos movimento sociais à ocuparem o
> governo, levando todos à crer, que o congresso seria
> invadido e um novo AI-5, seria dado. A ideia do plebiscito
> havia sido afastada pelos dirigentes do PT e sobretudo por
> Lula e o golpe parecia eminente e sem volta. Mas
> estranhamente, dias depois Dilma começa à espalhar que o
> plebiscito seria realizado com a participação da
> sociedade. O que teria feito o PT à recuar do golpe, já
> que tinha tudo planejado? Porque a ideia do plebiscito
> ressurgiu novamente?
>

>
> O clima é tenso, o decreto 8.243 parece esquecido
> pelos gananciosos representantes do povo e pelos partidecos
> de esquerda que unidos tentam abafar o decreto para que o
> mesmo caia no esquecimento. O STF está totalmente
> corrompido e os movimentos sociais seguem se organizando,
> financiados pelo governo federal. O MST e os "Sem
> Tetos" estão armados até os dentes, e pior! agora
> ambos estão reforçados com os agentes cubanos, africanos e
> haitianos. O Brasil está numa rota sangrenta e ruma para um
> grande confronto civil e talvez seja este, o teor da
> conversa com o General do Comando Militar do Sudeste.
> Uma coisa é certa, há muita conspiração por trás dos
> bastidores do poder. De um lado a esquerda golpista e suas
> organizações criminosas, PT, PMDB, PSDB, PSB, PCdoB, PPS,
> PSOL, PSTU, PDT, PP, PR e etc. do outro os militares, que
> fazem ameaças e parecem observar e vigiar os próximos
> passos do governo. No meio está o povo, uma grande parte
> distraída pelo futebol e pelo carnaval, outra parte
> generalizada, vai levando a vida sem se darem conta do que
> acontece no Brasil e uma outra menor parte, segue preocupada
> com os últimos acontecimentos no país. O mistério ronda o
> ar , a sorte está lançada e as fichas já
> foram dadas! Decifra-me ou Devoro-te.
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quarta-feira, 16 de julho de 2014

SAZONALIDADE PATRIÓTICA



A cada 4 anos, temos um surto de patriotismo.

É como se o País só existisse, para a maioria do povo brasileiro, em épocas de Campeonato Mundial de Futebol; bandeiras são requisitadas; o hino nacional é ouvido com extrema sensibilidade.

Vivenciamos essa sazonalidade patriótica, em nosso próprio território brasileiro; hoje, passados os momentos mais eufóricos e, em função do acontecido com a seleção brasileira, muitas bandeirinhas já podem ser encontradas nos lixões das cidades; outras, foram queimadas em plena rua.

É, praticamente, a única ocasião em que a mídia capitalista/neoliberal não avacalha com o patriotismo, com o nacionalismo; o Sistema deixa fluir suavemente pois sabe que é passageiro; há muito já fez a maior parte do trabalho de desnacionalização; agora, basta manter os resultados desse trabalho em países que foram mais facilmente cooptados, por ele.

É interessante como os adjetivos patriótico e nacionalista, passaram a ser pejorativos; defender o país, defender a nação passou a ser antiquado, demodê.

O trabalho de desnacionalização teve empenho redobrado, após os primeiros ensaios da Globalização; até na nominação dessa “teoria” de dominação, os experts do capitalismo, acertaram em cheio.

 O Mundo é Global e isso, quer queira, quer não, teve/tem impacto favorável.

O processo de globalização que poderíamos chamar de natural, teve início séculos e séculos atrás; entretanto, após Consenso de Washington, os experts do Sistema Capitalista, devem ter pressentido que para impor o neoliberalismo e o fundamentalismo de livre mercado era preciso vender a ideia de Globalização de uma forma bem mais atraente.

Ardilosamente lançaram a rede globalizante; pouquíssimos entenderam a lógica utilizada pelo Sistema.

Das 10 regras principais do Consenso de Washington, acima citado, quatro delas podem ser mais facilmente entendidas; são elas:

abertura comercial;

investimento estrangeiro com eliminação de restrições;

privatização de estatais;

desregulamentação (afrouxamento das leis econômicas e trabalhistas)

Observação:  negritos da autora deste.

Em 1989, o que foi determinado no Consenso de Washington, tornou-se política oficial do Fundo Monetário Internacional ─ FMI.

Alcançada a primeira meta ─ Promover a Globalização como maravilhosa panaceia principalmente para países em desenvolvimento ─ seria necessário que o maior número possível de países passasse a ser, paulatinamente, desnacionalizado; “privatizar” governos, privatizar partidos apenas, não seria o suficiente isto, para que venha a ter sucesso a ideia acalentada de ─ GOVERNO ÚNICO, GLOBAL.

Não bastava impor aos países em desenvolvimento a “cartilha” com os novos ditames do Sistema, era necessário ─ creio que assim pensaram ─ desnacionalizar o próprio pensamento social que ainda, apesar de tudo, mantinha alguns componentes patrióticos, nacionalistas ─ saudáveis.

Na etapa acima, entrou o parceiro ideal do capitalismo neoliberal ─ o sistema midiático.

Em relação ao nosso País, mais especificamente, o Sistema capitalista/neoliberal, foi totalmente vigente, dominante durante os oito anos de governo do PSDB tendo, como presidente, FHC; esse governo teve como pontos prioritários privatizações de diversas empresas estatais ─ algumas delas de enorme interesse geopolítico ─; sucateamento das forças armadas; fechamento de diversos Cursos Técnicos; achatamentos salarias; ações que facilitaram privatização, em parte, do Sistema Educacional Brasileiro, etc.

Abaixo, damos 3 endereços; o primeiro, informa sobre a “institucionalização” da nova ordem capitalista; o segundo, para pesquisas mais profundas sobre privatizações, é do BNDS; o terceiro, incluí comentários, sobre.




É triste pensar que grande parte dos políticos em atuação, no Brasil, estão desnacionalizados bem como, seus partidos; o ponto predominante de atuação, deles, o Congresso Nacional, está minado de desnacionalizados a serviço de megacorporações internacionais atuantes em várias esferas do capitalismo neoliberal; o País, para a maioria deles, é um verdadeiro balcão de negócios; os projetos apresentados/votados em sua maioria, são de maior interesse do capital e não do País e sociedade. Essa é uma das razões da rejeição de Projeto de Mobilização Social na vida política, do País; eles não querem interferência alguma em seus desmandos; querem permanecer como sempre, livres de pressão popular; para eles, do Congresso Nacional, tal como ocorre nas câmaras estaduais e municipais, o único interesse que existe em relação ao povo brasileiro, é no voto do tão proclamado e festejado “cidadão brasileiro”, em períodos eleitorais; fora isso, nos querem totalmente distantes, o mais longe possível de seus “centros” de comando.

Em total consonância com o projeto de desnacionalização, o sistema midiático capitalista/neoliberal exerce sua influência negativa sobre os mais desavisados, pautando o Brasil como um País a beira de uma catástrofe; clamando pelo “novo” que precisa vir para permitir ao país a abertura total para o Mundo, sem intervencionismos governamentais que dificultam a liberdade de mercado almejada, sempre, pelo Sistema.

É difícil até falar sobre isso, pois a maioria das pessoas, imediatamente, costumam inverter o conteúdo real, lançando-o para o campo político/eleitoral; a maioria não consegue ampliar horizontes críticos que abranjam não só as questões nacionais quanto as internacionais.

Talvez o grande entrave ─ além do desinteresse da maioria das pessoas em buscar maiores informações ─ para essa ampliação de visão, seja a descrença, da maioria, de que as coisas que nos apresentam têm conotação complementar muito mais séria, decisiva e importante sobre o próprio País e sociedade; nos acostumamos demasiadamente com nossa vida diária, preocupando-nos, única e exclusivamente com nosso bem-estar econômico, com o que temos e/ou desejamos ter; não nos interessamos por quase nada que não seja aquilo que nos afeta, de imediato.

Enquanto assim vivemos, a Rede Globalizante vai se tornando cada vez mais forte e mais “invisível” impondo, sistematicamente, seu domínio sobre países e sociedades mais vulneráveis aos ditames do que é apregoado pelas grandes corporações de comunicação de massa, termo hoje atualizado para sistema midiático, que continua sendo sistema de doutrinamento de massa, como sempre foi, na velha ou nova ─ terminologia.

Tenho certa esperança que algumas pessoas que acompanharam, durante meses, a campanha feroz das mídias em relação à Copa do Mundo, possam agora, independentemente da atuação da Seleção Brasileira, constatar que NADA, absolutamente Nada do que, ardilosa e abertamente preconizavam ser possível acontecer de ruim, de péssimo, felizmente não aconteceu e, que essa comprovação de desconcertante manifestação midiática, alerte-os quanto a tudo que esse sistema costuma “informar”.

Em isso ocorrendo ou seja, passarmos a buscar mais informações além das que nos são precária e enviezadamente dadas pelas mídias, poderemos nos tornar mais patrióticos; poderemos nos tornar uma sociedade realmente atuante em relação ao próprio destino do País, buscando informações, participando de discussões que deverão ser feitas em relação às mudanças necessárias do sistema político/partidário, de forma especial; poderemos atuar diretamente nas câmaras municipais, estaduais exigindo transparência e conhecimento dos projetos que por lá transitam para que possamos avaliar, neles, o que é favorável ou desfavorável ao munícipio e estado.

Essa mesma atitude deverá ser prioritária em relação ao Congresso Nacional afinal, somos nós que votamos em quem lá faz juramento de atuar em favor da Nação e seu povo; ao fazê-lo temos o direito de saber se daremos aval ou não, aos projetos que envolvem o País e a sociedade.

Em suma, agindo dessa forma, não seremos desnacionalizados, como sociedade e, tampouco, deixaremos que a Nação, como um Todo, o seja.

Maria-Estrela Lunar Amarela

detectado algum erro, por favor, nos informe.

 

terça-feira, 1 de julho de 2014

ELEIÇÕES 2014



Havia proposto, no anterior, que falaríamos sobre Educação e Sistema Midiático Capitalista/Neoliberal, em postagens sequenciais.

Entretanto, como estamos trabalhando em um Projeto Educacional para envio ao Ministério da Educação, resolvi adiar a conversa proposta; após término, do Projeto, provavelmente terei mais subsídios para enfocar o assunto.

A escolha do assunto ─Eleições 2014, prende-se ao fato de várias postagens, no face, em que pessoas afirmam abster-se de votar, este ano.

Respeito, verdadeiramente, todas as opiniões ─ seria eu propícia a tal, se condições fossem outras ─; entretanto, creio que me cabe o direito, também, de expor a minha e esta, como de costume, não se prende ao infeliz aspecto politiqueiro, que envolve grande maioria de comentários.

Acontece que a eleição de 2014 tem uma amplitude muito maior do que a simples permanência ou troca de dirigente presidencial, mais especificamente.

Ela tem a ver, também, com a própria situação mundial, tal qual se apresenta, após 2008, ano da avassaladora crise detonada pelo sistema capitalista/neoliberal e com o que está sendo denominado de nova investida geopolítica impulsionada, modernamente, por questões Energéticas.

A crise de 2008 foi culpa única e exclusiva do capitalismo neoliberal, em sua vertente financeira; até agora, grande parte de países ainda luta para combater os efeitos danosos por eles sofridos; desemprego, redução dos níveis de renda, mais delitos e insegurança são efeitos socioeconômicos sofridos pelas camadas de menor expressividade, ou seja, a grande maioria do povo dos países mais severamente, atingidos.

Enumerar as causas específicas bem como os efeitos danosos, dessa crise, demandaria longo texto; por essa razão disponibilizei, ao final deste post, endereços onde encontrei boas informações e comentários; muitos outros existem mas, a leitura proposta nos coloca em melhor situação de análises mais abrangentes.

Outra questão profundamente séria, também a ser pensada nesta eleição de 2014, é a geopolítica com contornos próprios desta fase da sociedade humana ─ Energia/Água/Alimento.

Já estão sendo previstas guerras em que o fator Água, será determinante.

O Brasil possui os 2 maiores Aquíferos, do mundo: o Alter do Chão, que destronou o Aquífero Guarani, passando a ser o primeiro, do mundo.

O Aquífero Guarani já possui, desde 2009, um Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, projeto esse que levou mais de 6 anos para ser elaborado; o Alter do Chão, reconhecido recentemente, ainda está sendo analisado, mapeado.

Nota-se um movimento que tem como intuito controlar as fontes hídricas do mundo em nome da acumulação de capital. A água é tratada pelas empresas transnacionais como o “OURO AZUL” – de caráter seletivo e excludente - do século XXI. Empresas do setor possuem suas ações fixadas em bolsas de valores dentro da lógica financeira, que infelizmente se difere em muito, da lógica social humanitária.

Trecho extraído de interessantíssimo trabalho de autoria de Valdirene S. do Nascimento denominado ─ Recursos Hídricos, Economia e Relações Internacionais ─ Elementos de discussão acerca da privatização de água doce por Empresas Transnacionais

Já, no endereço abaixo, é possível ver o contorcionismo do Mercado, ao lançar ações em Bolsas de Valores, sem definir, com exatidão, suas reais intenções.


Na questão Alimento, o Brasil foi sempre considerado o Celeiro do Mundo e, neste aspecto, precisamos da máxima atenção quanto aos desmandos cometidos, em nosso País, pelo Agribusiness, através da denominada ─ Bancada Ruralista do Congresso Nacional.

Sob minha ótica, há uma diferenciação entre Agribusiness e Agronegócio; este último, não é, propriamente, tradução do primeiro pelo menos no contexto da Bancada acima referenciada.

A Bancada Ruralista é destinada, única e exclusivamente, à defesa dos interesses dos grandes, imensos e fortíssimos conglomerados a maioria, internacionalmente atuantes; essa bancada, nada tem a ver de Rural ─ se levarmos a conceituação dessa palavra ao encontro de pequenos e médios produtores rurais ─; o rural, dela, são imensas áreas de plantio ou criação animal, pertencentes ao que de mais forte existe no Sistema ─ Alimentação, do Sistema Agribusiness. Os pequenos e médios produtores, a agricultura familiar, a camponesa, além de não serem representados por essa bancada, ainda são por ela sufocados, extorquidos e AMEAÇADOS!

Usam a denominação de Rural por saberem que há um apelo positivo, até mesmo pela nossa profunda ligação umbilical/emocional, com Gaia; o termo rural, desperta carinho, desperta simplicidade e, assim, eles vão tecendo o que querem em nosso País, em total dissonância com o que pensa a maioria dos brasileiros.

Não fosse essa Bancada e o Sistema que representam e defendem, exponenciais do Mercado, não teríamos o seminário desenvolvido pela Bolsa de Valores de São Paulo, abaixo indicado.


Essa Bancada Ruralista é extremamente poderosa e transita, quase que invisível, ao olhar da sociedade ─ e da mídia, é claro ─ pelos gabinetes governamentais e corredores do Congresso Nacional, “costurando” acordos, inclusive para o setor de agrotóxicos que faz parte do mesmo pacote de interesses e defesa, dessa Bancada.

Na Reforma Política que terá, obrigatoriamente, de ser levada a sério e defendida por parte da sociedade, gostaria de ver a obrigatoriedade de mudança da designação dessa bancada para BANCADA DO AGRIBUSINESS; pode parecer bobagem essa sugestão mas não; ela tem, em si, raízes diferenciais enormes que poderão ser entendidas por parte de nossa sociedade.

Deixei por último a questão energética, voltada em especial, ao petróleo.

Sabemos que houve necessidade de criação de nova empresa brasileira gerenciadora da exploração do petróleo do Pré-Sal a ─ Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA). A Lei que autorizou sua criação é a 12.304 de 2010.

Além disso, também foi necessário que um novo Marco Regulatório das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural no Brasil, fosse criado em melhores condições, para o próprio País, do que aquele definido no governo de FHC.

Com essas duas atitudes jurídicas/institucionais, o Brasil tem condições melhores e mais positivas de tratar a questão ─ Petróleo.

Houve, é claro, uma imensa gritaria do sr. Mercado, via mídia capitalista/neoliberal, contra as duas atitudes acima sumariamente, descritas; havia expectativas internacionais de que tudo permanecesse como dantes; foram surpreendidos por algo que não esperavam.

Abaixo estão 3 endereços sobre o acima; há muitos outros bem mais consistentes, expondo, na íntegra, a diferença do atual Marco regulatório.




Tivemos oportunidade ─ através do vazamento de documentos pela Wikileaks ─ da atuação de petrolíferas americanas junto ao Congresso Nacional para que o contrato de partilha proposto pelo governo de Lula não fosse aprovado; queriam que continuasse a lei das Concessões da era FHC; não conseguiram e isso deixou o império, muito contrariado.

Os 3 assuntos que enfocamos, de forma bem primária, neste, são extremamente importantes para o Brasil; já que existimos como Nação, não é possível deixar que recursos naturais sejam, novamente, sugados; o Brasil, quando recém descoberto, impulsionou a riqueza de vários países; foi quase depenado em seus principais recursos naturais passíveis de extração, na época, enquanto os habitantes nativos, do País, foram brutalmente dizimados ou submetidos ao trabalho forçado em prol dos colonizadores.

Na verdade, a América Latina inteira, recebeu mesmo tratamento; basta ler ─ Veias Abertas da América Latina, livro de 1971, de Galeano para ficar a par das barbáries cometidas.

Qual a relação entre os 3 assuntos é a eleição de 2014?

Bem, sob minha ótica, é claro, considero que a sociedade brasileira mais esclarecida e atuante, deveria fazer o que estiver ao seu alcance ─ inclusive votar ─, para que não venhamos a ter, no Brasil, um representante do pensamento capitalista/neoliberal extremado, na presidência, do País; se isto vier a acontecer, brechas serão criadas para infiltração de interesses do Sistema, nos 3 aspectos principais, que abordamos e será extremamente difícil detectá-las já que o sistema midiático nada, absolutamente nada informará, sobre.

Tudo que ainda está por ser feito, no Brasil, não o será na extensão desejada, se um dos 2 candidatos aliados aos Sistema Capitalista/Neoliberal entrar para o governo; tudo que ainda precisa ser feito deverá contar com expressiva participação da sociedade que está sendo CONVOCADA, para tal.

É preciso extremo cuidado e atenção para o candidato que já foi escolhido pelo Sistema e está, é claro, em destaque na mídia, porta-voz oficial do sr. Mercado; ele pertence ao PSDB, partido esse, de extremo vínculo com os ditames do neoliberalismo ─ agora em chapa denominada puro sangue; nem o Brasil como Nação, nem o povo brasileiro, como sociedade serão respeitados em seus interesses/necessidades; as mudanças propostas nas ruas serão completamente desconsideradas, sob tal governança.

A recém criada Movimentação Social através da Política Nacional de Participação Social, recebeu duríssimas críticas da oposição e sistema midiático; foram tantas as manifestações negativas, que vários e importantes nomes representativos da Sociedade Organizada movimentaram-se a favor; no site abaixo, é possível ler Carta com esse teor e também assiná-la, endossando-a; particularmente, já o fiz.


Não interessa aos poderes instituídos e alinhados ao capitalismo neoliberal, que a sociedade seja convocada para participar, de alguma forma, de decisões políticas; o Sistema tem medo de que cidadãos de qualquer país, possam influenciar governos e, defender-se de desmandos sempre cometidos por aqueles que são seus “vassalos”.

Acredito na Participação Social; acredito que ideias importantes possam surgir de diálogos, de análises de situações concernentes ao Brasil.

Não teremos tal oportunidade em governo de práxis alinhadas ao neoliberalismo; o País ficaria sob total tutela do Sistema; o social seria totalmente desconsiderado em suas reinvindicações.

Pelo todo exposto, de forma concisa e simples, é importante que pensemos, seriamente, em termos da eleição presidencial de 2014, além de estendermos pensamentos semelhantes sobre governos estaduais.

Que me desculpem os que pensam o contrário mas acredito, que nesta eleição, o pior que poderíamos fazer, ao País, é negar nosso voto; sem querer forçar barra nenhuma ─ DEIXAR DE VOTAR PARA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no atual contexto nacional e internacional é um risco que não deveríamos estar dispostos a correr bem como, avaliar de forma totalmente holística os candidatos que se apresentam é obrigação de todo cidadão minimamente informado mas não, pela mídia capitalista/neoliberal.

Maria-Estrela Lunar Amarela

detectado algum erro, por favor, nos informe.